EFA Angola Vida Selvagem

Análise Diagnóstica Transfronteiriça da
Bacia do Rio Okavango:
Módulo do Caudal Ambiental
Relatório do Especialista
País: Angola
Disciplina: Vida Selvagem

Carmen Ivelize Van-Dúnem S. Neto Santos
Junho de 2009


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EFA Angola Vida Selvagem

Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango:
Módulo do Caudal Ambiental




Relatório de Especialidade






Angola



Vida Selvagem







Carmen Ivelize Van-Dúnem S. Neto Santos

19/06/09


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EFA Angola Vida Selvagem

RESUMO EXECUTIVO
O presente relatório pretende ser um estudo introdutório e determinativo relativamente
aos aspectos ambientais que intereferem de algum modo com os fuxos de caudais da
bacia hidrográfica do Cuando- Cubango. Este exercício como está integrado numa
análise diagnóstica tranfronteiriça sobre a bacia do Cubango/Okavango pretende ser uma
abordagem à diversidade biológica que de uma forma ou de outra apresenta um
comportamento diferenciado segundo o caudal, os indicadores biológicos da componente
vida selvagem.
A vida selvagem no presente caso engloba todas as espécies não domesticadas que
ocorrem na região da bacia. Para o estudo foram idendificados três pontos de
amostragem, na perpectiva de representarem de forma generalizada toda o sistema.


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ÍNDICE DOS ASSUNTOS

RESUMO EXECUTIVO ................................................................................................... 3
LISTA DE TABELAS ....................................................................................................... 6
LISTA DE IMAGENS ....................................................................................................... 7
AGRADECIMENTOS ...................................................................................................... 9
INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 10
1.1 Antecedentes ................................................................................................... 10
1.2 Objectivos e Plano de Trabalho da ACA da Bacia do Okavango..................... 10
1.2.1
Objectivos do Projecto ........................................................................... 10
1.3 Disposição do presente relatório ...................................................................... 11
ÁREA DE ESTUDO ....................................................................................................... 12
1.4 Descrição da Bacia do Okavango .................................................................... 12
1.5 Delineamento da Bacia do Okavango em Unidades Integradas de Análise .... 13
1.6 Panorama geral dos locais ............................................................................... 14
1.6.1
Local 1: Rio Cuebe em Capico .............................................................. 14
1.6.2
Local 2: Rio Cubango em Mucundi ........................................................ 14
1.6.3
Local 3: Rio Cuito no Cuito Cuanavale .................................................. 15
1.7 Vida Selvagem-descrição especifica dos locais de Angola .............................. 15
1.7.1
Local 1: Capico ...................................................................................... 15
1.7.2
Local 2: Mucundi .................................................................................... 16
1.7.3
Local 3: Cuito-Cuanavale ....................................................................... 17
1.7.4
Integridade do habitat dos locais em Angola´ ........................................ 18
INDENTIFICAÇÃO DE INDICADORES E CATEGORIAS DE CAUDAIS ..................... 20
1.8 Indicadores ....................................................................................................... 20
1.8.1
Introdução .............................................................................................. 20
1.8.2
Lista indicativa para a Vida Selvagem ................................................... 20
1.8.3
Descrição e localização dos indicadores ............................................... 21
1.9 Categorias de caudais ­ sítios do rio ............................................................... 23
1.10 Categorias de inundação ­ pontos do Delta .................................................... 26
ANÁLISE DA BIBLIOGRAFIA ....................................................................................... 27
1.11 Introdução ........................................................................................................ 27
1.12 Indicador No 1 Semi- Aquáticos ....................................................................... 28
1.12.1
Principais características do Indicador ................................................... 28
1.12.2
Atributos do ciclo de vida do indicador ................................................... 28
1.12.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 28
1.13 Indicador nº2 Sapos, e cobras do rio ............................................................... 28
1.13.1
Principais características do Indicador: .................................................. 28
1.13.2
Atributos do ciclo de vida do indicador ................................................... 28
1.13.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 28
1.14 Indicador nº3 Ruminantes da zona Média da planície de inundação ............... 28
1.14.1
Principais características do Indicador ................................................... 28
1.14.2
Atributos do ciclo de vida do indicador ................................................... 28
1.14.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 29
1.15 Indicador nº4 Ruminantes da zona Exterior da planície de inundação ............ 29
1.15.1
Principais características do Indicador ................................................... 29
1.15.2
Atributos do ciclo de vida do indicador ................................................... 29
1.15.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 29


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1.16 Indicador nº5 Ruminantes da zona Baixa da planície de inundação ............... 29
1.16.1
Principais características do Indicador ................................................... 29
1.16.2
Atributos do ciclo de vida do indicador ................................................... 29
1.16.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 29
1.17 Resumo ............................................................................................................ 29
RECOLHA E ANÁLISE DE DADOS .............................................................................. 33
1.18 Metodologia para recolha e análise de dados .................................................. 33
1.19 Resultados: ...................................................................................................... 34
1.20 Um resumo do entendimento presente das respostas previstas de todos os
indicadores da Vida selvagem as potenciais mudanças no regime de fluxo ... 34
1.20.1
Indicador - Semi- Aquáticos ................................................................... 35
1.20.2
Indicador Sapos, e cobras do rio ........................................................... 36
1.20.3
Indicador Ruminantes da zona Média da planície de inundação ........... 37
1.20.4
Indicador Ruminantes da zona Exterior da planície de inundação ........ 39
1.20.5
Tabela 0.2 Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de
caudal do indicador habitatts com Vegetação emergente flutuante com
acumulo de água e vegetação nas margens-áreas emergentes / no
ecosistema do Rio Okavango .................. Error! Bookmark not defined.
1.20.6
Indicador Ruminantes da zona Baixa planície de inundação ............... 40
1.21 Conclusões ....................................................................................................... 41
RELAÇÃO DA CURVA DE RESPOSTA DO CAUDAL PARA USO NA ACA-SAD
(SISTEMA DE APOIO DE TOMADA DE DECISÃO) DO OKAVANGO ............... 42
REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA LIMITADA .............................................................. 43
ANEXO A: DESCRIÇÃO COMPLETA DOS INDICADORES ....................................... 45
ANEXO B: DADOS BRUTOS ........................................................................................ 49



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LISTA DE TABELAS
Tabela 2.1
Localização dos oitos pontos da EFA ...................................... 14
Tabela 3.1
Lista dos indicadores escolhidos para representarem cada
local relativo a Vida Selvagem ................................................. 21
Tabela 3.2
Questões a serem abordadas no Workshop de Aquisição de
Conhecimentos, por indicador e por local. Para todos os
efeitos, o `natural' abarcará na totalidade a vasta gama da
variabilidade natural ................................................................. 26
Tabela 3.3
Categoria de inundação para o Delta do Okavango conforme
reconhecido pelo modelo de inundação do HOORC ............... 26

Tabela 5. 1: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal, Fluxo
Mínimo principal e largura e profundidade do canal, no
ecosistema do Rio Okavango .................................................. 35
Tabela 5. 2: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal em Ilhas
/ barras de areia / pedras no ecosistema do Rio Okavango .... 36
Tabela 5. 3:Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal em
zonas de ria e zonas de várzea no ecosistema do Rio
Okavango ................................................................................. 37
Tabela 5. 4: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal do
indicador habitatts com Vegetação emergente flutuante com
acumulo de água e vegetação nas margens-áreas emergentes
/ no ecosistema do Rio Okavango ........................................... 39
Tabela 5. 5: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal com
Anos anteriores de chuvas e áreas de planície /% no
ecosistema do Rio Okavango .................................................. 40


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LISTA DE IMAGENS
Figura 0.1
Parte Superior da Bacia do Rio Okavango da nascente para o
extremo norte do Delta ............................................................. 12
Figura 0.2
A Bacia do Rio Okavango, monstrando a drenagem no Delta
do Okavango e nos pântanos de Makgadikgadi ...................... 13
Figura 0.1
Três anos representativos para o local 1: Rio Cuebe em
Capico, que ilustram a divisão aproximada do regime do
caudal em quatro estações de caudais .................................... 23
Figura 0.2
Três anos representativos para o local 2: Rio Cubango em
Mucindi, que ilustram a divisão aproximada do regime do
caudal em quatro estações de caudais .................................... 24
Figura 0.3
Três anos representativos para o local 3: Rio Cuito em Cuito
Cuanavale, que ilustram a divisão aproximada do regime do
caudal em quatro estações de caudais .................................... 24
Figura 0.4
Três anos representativos para o local 4: Rio Okavango em
Kapoka (dados hidrológicos obtidos da estação hidrometrica
do Rundo), que ilustram a divisão aproximada do regime do
caudal em quatro estações de caudais .................................... 25
Figura 0.5
Três anos representatives para o local 5: Rio Okavango nos
Rápidos de Popa (dados hidrologicos obtidos a partir da
estação hidrométrica de Mukwe), que ilustram a divisão
aproximada do regime do caudal em quatro estações de
caudais ..................................................................................... 25


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EFA Angola Vida Selvagem

ABREVIATURAS

ABREVIATURA
SIGNIFICADO
DTM (MDT)
Digital Terrain Model (Modelo Digital de Terreno
HOORC
Centro de Pesquisas Harry Oppenheimer do Delta Okavango
PAGSO
Projecto de Protecção Ambiental e Gestão Sustentável da Bacia do Rio
Okavango
FAO
Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura
ADT
Análise diagnóstica transfronteiriça
OBSC
Comité Directivo da Bacia de Okavango
OKACOM
Comissão da Bacia do Rio Okavango
ACA
Avaliação do Caudal Ambiental
AMNH
American Museum of Natural History, Division of Vertebrate Zoology
(Herpetology),
MD
Museu Regional do Dundo, C.P. 54, Dundo, Chitato, Luanda-Norte, Angola.
IFAN
Instituto Fondamental d'Afrique Noire, B.P. 206, Université de Dakar, Dakar,
Senegal.



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EFA Angola Vida Selvagem

AGRADECIMENTOS

A todos que de uma forma ou de outra contribuíram para a realização do presente
trabalho.
Aos responsáveis dos municípios do Cuito Canavale e as autoridades tradicionais do
Mucundi e do Capico.
A PMU e a FAO por tornarem possível a realização deste trabalho.
A paciência e compreensão da Jackie King e da Kate Brown.
Aos meus garotos por aguentarem o barco sem mim.


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INTRODUÇÃO
1.1 Antecedentes
Um Projecto de Protecção Ambiental e Gestão Sustentável da Bacia do Rio Okavango
(PAGSO) está sendo implementado sob auspícios da Organização das Nações Unidas
para Alimentação e Agricultura (FAO). Uma das actividades inscritas no projecto é a
realização de uma análise diagnóstica transfronteiriça (ADT) que visa o desenvolvimento
de um Plano Estratégico de Acções para a bacia. A ADT consiste na análise de actuais e
futuras causas de eventuais problemas transfronteiriços entre os três países membros da
bacia, nomeadamente: Angola, Namíbia e Botswana. O Comité Directivo da Bacia de
Okavango (OBSC) da Comissão da Bacia do Rio Okavango (OKACOM) notou durante a
reunião do mês de Março em Windhoek, Namíbia, que os eventuais problemas futuros
dentro do Rio Okavango ocorrerão mais provavelmente devido aos desenvolvimentos
que modificarão os regimes de caudais. O OBSC ainda notou que existem informações
inadequadas acerca dos efeitos físico-químicos, ecológicos e sócio-economicos desses
possíveis desenvolvimentos. O OBSC recomendou nessa reunião que uma Avaliação do
Caudal Ambiental (ACA) seja realizada para antecipar eventuais mudanças a serem
causadas pelo desenvolvimento no regime do caudal do sistema do Rio Okavango, as
mudanças ecológicas relacionadas, e os impactos consequentes sobre as populações
que utilizam os recursos do rio.

A ACA é uma actividade conjunta do Projecto PAGSO e do Projecto Biokavango. Uma
parte da ACA constará de uma série de estudos especificos do país por especialistas, do
qual, se destaca Inserir o nome da disciplina Vida Selvagem para Angola.

1.2
Objectivos e Plano de Trabalho da ACA da Bacia do Okavango
1.2.1
Objectivos do Projecto
Os objectivos da ACA são:
Apresentar uma síntese de toda a informação relevante sobre o sistema do Rio
Okavango e seus utilizadores, e proceder a recolha de novos dados necessário dentros
termos da ACA
Fazer uso destas informações para apresentar cenários de possiveis cursos de
desenvolvimento no futuro para apreciação dos decisores, permitindo que os decisores
discutam e façam negociações em aspectos inerentes ao desenvolvimento sustentável
da Bacia do Rio Okavango;
Incluir em cada cenário o principal impacto ecológico positivo e negativo, recurso-
económico e social dos desenvolvimentos em causa;
Concluir esse conjunto de actividades como ACA piloto, devido às limitações de tempo,
estes resultados servirão de contribuições para a ADT e uma futura ACA mais
abrangente.

Os objectivos específicos são:
Determinar em diferentes pontos ao longo do sistema do Rio Okavango, incluindo o
Delta, os relacionamentos existentes entre o regime do caudal e a natureza ecológica e o
funcionamento do ecossistema do rio;
Determinar os relacionamentos existentes entre o ecossistema do rio e os modos de vida
das populações ribeirinhas;
Prever as eventuais mudanças causadas por desenvolvimentos no regime do caudal e
consequentemente ao ecossistema do rio;


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EFA Angola Vida Selvagem

Prever os impactos dessas mudanças do ecossistema do rio sobre os modos de vida das
populações.
Fazer uso dos resultados da ACA com a melhoria da gestão da biodiversidade do Delta.
Desenvolver capacidades para a realização das ACAs em Angola, no Botswana, e na
Namíbia.

1.3
Disposição do presente relatório
O presente relatório ACA sobre o AVES está organizado está em 9 capítulos cuja
estruturação obedece a seguinte forma:
O capítulo 1 trata da introdução ao tema com enfase para os aspectos de inserção e
contexto. O capítulo 2 aborda a compreensão e descrição da área de estudo.
O capítulo 3 faz uma abordagem exaustiva aos indicadores e categorias dos fluxos de
caudais. No 4º capítulo propõe-se uma revisão exaustiva da bibliografia disponível sobre
o assunto a componente Vida Selvagem, particularmente para a fauna conspícua que
depende do rio ou dele tem uma relação estreita. No capítulo 5 procederemos a
descricão metodológica da recolha e análise dos dados. O 6º capítulo procederá a
compilação das curvas de respostas. Este capítulo 6 (Curvas de Respostas) será
concluido após o Workshop de Aquisição de Conhecimentos em Março de 2009. Os
capítulos 7 compila as referências utilizadas e o capítulo 8 e 9 constitui um conjunto de
anexos pertinentes ao trabalho, nomeadamente o A onde constarão as descrições dos
indicadores e o B onde serão apresentados os anexos os dados brutos coleccionados.


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EFA Angola Vida Selvagem

ÁREA DE ESTUDO
1.4
Descrição da Bacia do Okavango
A Bacia do Rio Okavango consiste de áreas drenadas pelos rios Cubango, Cutato, Cuchi,
Cuelei, Cuebe, e Cuito em Angola, o Rio Okavango na Namíbia e Botswana, e o Delta do
Okavango (Figura 0.1). Do ponto de vista topográfico, esta bacia inclui a área que foi
drenada pelo actual Rio fóssil de Omatako na Namíbia. As descargas do Delta do
Okavango são drenadas através dos rios Thamalakane e Boteti, este último aflui para a
Bacia (Depressão) do Makgadikgadi. O Rio Nata, que drena a parte ocidental do
Zimbabué, também aflui para a Bacia de Makgadikgadi. Assim, na base da topografia, a
Bacia do Rio Okavango inclui a Bacia de Makgadikgadi e a Bacia do Rio Nata (
Okavango River Basin
N
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Cu
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o

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# Cuito Cuanavale
# Cuebe
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Cubango
Cuito
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Okavango
#
Rundu
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#
##
#
#
#
Maun
#
Makgadikgadi Pans
# Ghanzi
#
Major settlement
River
Fossil river
Panhandle
0
600 Kilometers
Permanent swamps
Seasonal swamps


Figura 0.2). Entretanto, o presente estudo, se concentra em partes da bacia em Angola e
na Namíbia, e no complexo do Rio Panhandle/Delta/Boteti no Botswana. As Bacias do
Makgadikgadi e do Rio Nata não estão nele contemplados.




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EFA Angola Vida Selvagem

Upper Okavango River Basin
N
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# Cuito Cuanavale
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Permanent swamps
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Seasonal swamps
Cubango
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Okavango
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Rundu
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#
0
300 Kilometers
#

Figura 0.1 Parte Superior da Bacia do Rio Okavango da nascente para o extremo norte do
Delta
Okavango River Basin
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# Cuito Cuanavale
# Cuebe
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Cubango
Cuito
NAMIBIA
Okavango
#
Rundu
#
# #
#
##
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#
Maun
#
Makgadikgadi Pans
# Ghanzi
#
Major settlement
River
Fossil river
Panhandle
0
600 Kilometers
Permanent swamps
Seasonal swamps


Figura 0.2 A Bacia do Rio Okavango, monstrando a drenagem no Delta do Okavango e nos
pântanos de Makgadikgadi




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EFA Angola Vida Selvagem

1.5
Delineamento da Bacia do Okavango em Unidades Integradas de
Análise
Nenhum estudo poderria de maneira pormenorizada descrever cada extensão do rio
dentro da Bacia do Rio Okavango, ou cada pessoa que reside dentro desta área, em
especial um estudo piloto como o actual. Ao invés disso, áreas representativas que são
razoavelmente homogéneas em carácter poderão eventualmente ser demarcadas e
usadas para representatividade de áreas muito maiores, e em seguida um ou mais
pontos representativos escolhidos em cada um como sendo área de ênfase para
actividades de recolha de dados. Os resultados de cada um dos locais representativos
podem em seguida ser extrapolados para as áreas maiores.

A utilização desta abordagem, implicará a demarcação da Bacia em Unidades Integradas
de Análise (PAGSO/Biokavango Relatório nº. 2; Relatório sobre o Delineamento) pela:
Divisão do rio em zonas longitudinais relativamente homogénea em termos de:
hidrologia;
geomorfologia;
química da água;
peixes;
invertebrados aquáticos;
vegetação;
harmonização dos resultados de cada disciplina num conjunto de zonas biofisicas do rio;
divisão da bacia em áreas relativamente homogéneas em termos de sistemas sociais;
harmonização das zonas biofísicas do rio e as áreas sociais num conjunto de Unidades
Integradas de Análise (UIAs).

As 19 UIAs reconhecidas foram em seguida apreciadas por cada equipa nacional como
candidatas para a localização do número de sítios afectados dos locais de estudo:
Angola: três
locais
Namíbia: dois
locais
Botswana: três
locais.

Os locais escolhidos pelas equipas nacionais estão apresentados na Tabela 2.1.

Tabela 2.1 Localização dos oitos pontos da EFA
EFA Local No
País
Rio
Localização
1 Angola
Cuebe
Capico
2 Angola
Cubango
Mucundi
3 Angola
Cuito Cuito
Cuanavale


1.6
Panorama geral dos locais
1.6.1
Local 1: Rio Cuebe em Capico
O sítio do Capico está localizado na parte sul do município de Menongue. Ele enquadra-
se na Unidade Integrada de Análise (UIA) nº 3. Capico dista 110 quilómetros à sul de
Menongue, a capital da provincia do Kuando Kubango, em direcção à fronteira com a
Namíbia. As suas coordenadas geográficas são: latitude - 15°33 Sul; longitude - 17°34
Este. A altitude da zona varía entre 1160 e 1250 metros. As maioría das pessoas que
vivem em Capico pertencem ao grupo étnico Ngangela. Existe em Capico um pequeno
grupo de residentes que pertencem ao grupo étnico Tchokwe (originários da provínc ia do


14

EFA Angola Vida Selvagem

Moxico), que durante a guerra civil deslocaram-se da sua área de origem e fixaram a sua
residência em Capico. As povoações existentes nas imediações de Capico são:
Massosse e Bitângua à Norte e Caïndo à Sul.
O rio Cuébe, um dos afluentes do rio Cubango (Okavango) é a única fonte de água na
area.
A principal vegetação da áera é do tipo bosques de Burkea-Brachystegia que se
desenvolvem sobre as areias do Kalahari.
Os principais modos de vida da população local são a Agricultura de sequeiro (durante a
estação chuvosa que ocorre entre Outubro e Abril), a Pesca artesanal usando o rio
Cuébe, a recolha de frutos silvestres e a Caça. O artesanato é também praticado pela
população local.
Devido à proximidade da povoação de Capico ao rio Cuébe, este último é usado de forma
intensiva pela população local. Apesar da sua secção estreita em Capico, as margens do
rio não são muito afectadas pela inundação, devido a profundidade do rio nesta secção.

1.6.2
Local 2: Rio Cubango em Mucundi
O sítio de Mucundi está localizado na parte sul do município de Menongue, à jusante da
povoação de Caïndo. Ele enquadra-se na UIA nº 2. Mucundi dista 192 quilómetros à sul
de Menongue, a capital da província do Kuando Kubango, em direcção à fronteira com a
Namíbia. As suas coordenadas geográficas são: latitude - 16°13 Sul; longitude - 17°41
Este. A altitude da zona varía entre 1120 e 1250 metros. As pessoas residentes em
Mucundi pertecem ao grupo étnico Ngangela. As povoações existentes nas imediações
de Mucundi são: Chimbueta à Norte e Kendelela à Sul.
O rio Cubango (Okavango), depois de receber as contribuições dos rios Cutato, Cuchi,
Cuélei e Cuébe, é maior fonte de água na zona.
A principal vegetação da áera é do tipo bosques Burkea-Brachystegia que se
desenvolvem sobre as areias de Kalahari.
Os principais modos de vida das populações locais são a Agricultura de sequeiro
(durante a época chuvosa que ocorre entre Outubro e Abril), Pesca artesanal usando o
rio Cubango (Okavango) e produção pecuária. A Apicultura é também praticada na zona,
mas numa escala reduzida.
Devido à proximidade da povoação do Mucundi ao rio Cubango (Okavango), este último
é utilizado de forma intensiva pelas populações locais. A margem direita do rio não muito
afectada pelas inundações devido à sua elevação topográfica. Durante o pico da estação
chuvosa (Fevereiro ­ Abril), a margem esquerda do rio fica eventualmente inundada.
1.6.3
Local 3: Rio Cuito no Cuito Cuanavale
O sítio do Cuito Cuanavale está situado na parte leste da provincial do Kuando Kubango.
Ele enquadra-se na UIA nº 6. O sítio encontra-se no município do mesmo nome. O Cuito
Cuanavale dista á 189 quilómetros da cidade de Menongue, a capital da provincial do
Kuando Kubango, na direcção leste para quem viaja para o município de Mavinga. As
suas coordenadas geográficas são: latitude - 15°10 Sul; longitude - 19°12 Este. A
população residente no Cuito Cuanavale pertecnce ao grupo étnico Ngangela. As
povoações existentes nas imediações do Cuito Cuanavale são: Sacalumbo à Noroeste,
Chissamba à Nordeste, Bocota à Sul, Caripa à Sudoeste e Samungure à Sudeste.
O sítio localiza-se á 3 quilómetros á jusante da confluência dos rios Cuito e Cuanavale. A
altitude da zona varía entre 1180 e 1250 metros.
O principal vegetação da area é do tipo de bosques Burkea-Brachystegia que se
desenvolvem sobre as areias do Kalahari.
Os principais modos de vida da população local são a Agricultura de sequeiro (durante a
época das chuvas que ocorre entre Outubro e Abril), Pesca artesanal usando os rios
Cuito e Cuanavale Rivers, a recolha de frutos silvestres e a Caça.


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EFA Angola Vida Selvagem

O rio Cuito é usado de forma intensive pela população local. Embora considerávelmente
profundo, existe nas imediações do sítio uma planície de inundação, que inunda durante
o pico da estação das chuvas (Fevereiro ­ Abril).

1.7
Vida Selvagem-descrição especifica dos locais de Angola
No presente trabalho os locais de amostragem foram escolhidos por apresentam habitat's
diferenciados e existir dados sobre o caudal disponíveis. Todos os locais seleccionados
aparentemente mantêm-se, na sua essência, diferenciados e em situação pristina. Assim
serão descritos os aspectos de cada um dos locais em relação aos indicadores e a
colecção de espécies.

1.7.1
Local 1: Capico
Na localidade Capico, o rio Cuebe apresenta-se como um canal em curva onde a água
do rio corre rapidamente. As margens do canal estão cobertas pela vegetação ribeirinha
que se deferência entre a margem esquerda e a direita. Na margem direita onde se
estabeleceu a população local, é exercida maior pressão sobre a vegetação pelo que
surgem mais áreas de clareira e menos formações arbóreas. Na margem esquerda as
formações arbóreas parecem ser mais consistentes e mesmo as fragmites, plantas
vasculares da água, parecem ocorrer com menos alterações (Fig. 03).








Figura 0.3 Diagrama representativo da localidade (1) Capico (modificado de
Sousa, H.).



1.7.2 Local
2:
Mucundi
No sítio Mucundi apresenta-se como um braço do rio Cubango e caracterizado por
incorporar já as águas dos rios Cutato, Cuchi, Cuélei e Cuébe, sendo portanto um
ecossistema com capacidades particulares. A água corre portanto por um canal bastanto


16

EFA Angola Vida Selvagem

largo onde se identificam a norte a junção de dois braços para formar o canal e a jusante
a continuação do canal cujas águas correm para sul.
Uma das especificações para além das referidas anteriormente é a ocorrência de
formações rochasosas que emergem completamente quando o fluxo é baixo e
desaparecem a medida que o caudal sobe. A corrente fluvial é forte e corre por entre as
rochas formando provavelmente pequenas grutas, fossos ou buracos. As margens são
cobertas pela vegetação ribeirinha que ocorre no leito do rio e por algumas árvores ou
formações arboreas localizadas na generalidade na parte mais alta da margem (Fig. 04).





Figura 0.4
Diagrama representativo da localidade (2) do Mucundi
(modificado de Sousa, H.).


1.7.3
Local 3: Cuito-Cuanavale
No Cuito-Canavale, o sítio identificado como local 3, caracteriza-se por ser um
ecossistema de canal serpenteado onde as águas que correm são já uma mistura
proveniente do rio Cuito e do rio Canavale. A localidade constitui uma planície onde a
corrente parece ser mais baixa que os outros locais. O canal serpenteado em zona
maioritariamente plana deixa a descoberto várias zonas de bancos e pequenas
formações de ilha arenosas assim como ocorre maior área de várzea. As margens
apresentam ainda outro tipo de vegetação como as formações de vegetação que ocorre
na água como são os canaviais ou fragmites e nenúfares. As formações arbóreas são
quase inexistentes pois domima, neste sitío, a planície de inundação de várzea e grande
desenvolvimento de actividades da população local.


17

EFA Angola Vida Selvagem





Figura 0.5
Diagrama representativo da localidade (3) do Cuito Canavale
(modificado de Sousa, H.).



1.7.4
Integridade do habitat dos locais em Angola´
O estado de conservação de um troço fluvial é a forma de identificar a sua integridade
biológica, face às alterações provocadas por actividades humanas. Assim, a medida do
estado de conservação de um troço integra dois conjuntos de componentes, o primeiro
constituído pelos indicadores das várias facetas da qualidade biológica, o segundo
constituído pelas várias aspectos da pressão antrópica nos ecossistemas aquáticos que
se resume na alteração das condições abióticas.
Apesar da escassa, a informação existente sobre as espécies e os ecossistemas
aquáticos fluviais pode levar-nos a dizer que em termos espaciais e taxonómicos as
comunidades e ecossitemas são heterogéneos segundo a sua composição regional.
As variáveis ambientais e as variáveis biológicas estão interligadas através da geologia
da área, da geomorfologia e da precipitação. O regime de chuva altera toda a dinâmica
fluvial, e a biodiversidade (produtores primários e secundários) ocorre tendo em conta
toda a interdependência entre as características do meio e sua disponibilização.
Nos sistemas fluviais a topografia da área determina a morfologia do rio que por sua vez
caracteriza a biodiversidade ao fornecer diferentes tipos de habitat ao longo do curso do
rio. A hierarquização da rede fluvial está em função da distância à nascente,
relacionando-se com o padrão hidrológico ao longo da bacia. Em termos biológicos
ocorre, normalmente, uma sucessão longitudinal das comunidades. A alteração dos
fluxos de caudais determinados pelas condições hidrológicas e as categorias de caudal,
influenciam a distribuição das espécies biológicas.
Assim podemos entender a diversidade específica das três UIA's tendo em conta a sua
diferenciação morfológica apesar da pressão antropogénica poder vir a constituir um
factor de pressão com peso na degradação de espécies biológicas e habitat's.

A integridade ecológica do habitat dos locais de Angola (Fig. 2.3) foi determinada tendo
em conta a integridade dos habitat, segundo o método de (Harding et al., 2001).




18

EFA Angola Vida Selvagem

5
Wildlife
4
3
2
i
n
g
at
1
i
t
y

R
egr
P
nt 0
P
l
I
B to C
v
eral -1
O
C to D
-2
D to E
-3
E to F
-4
-5
SITE 1
SITE 2
SITE 3
SITE 4
SITE 5
SITE 6
SITE 7
SITE 8
PD Sim
Low Dev
Med Dev
High Dev


Figura 2.3. Tendência evolutiva da integridade dos habitats segundo os diferentes
cenários de desenvolvimento.

A análise ao gráfico deixa a entender que os locais estão alterados de maneira pouco
significa, ou seja a condição pristina.


19

EFA Angola Vida Selvagem

INDENTIFICAÇÃO DE INDICADORES E
CATEGORIAS DE CAUDAIS

1.8 Indicadores
1.8.1 Introdução

Na perpectiva de caracterização da situação actual e posteriores mudanças que poderão
ocorrer quer sejam provocadas pelo desenvolvimento local ao longo das margens do rio
ou ainda pela evolução cíclica ou não dos fluxos de caudais serão consideradores
medidas de indentificação de cenários ou indicadores ecológicos.
Os principais atributos para os indicadores biológicos devem responder como parâmetros
medidores que identificam as variações na vida selvagem e salvaguardam a capacidade
de responderem todos da mesma forma ao regime caudal do rio.
Estes indicadores biofisicos são atributos especificos da vida selvagem do sistema fluvial
que respondem a uma mudança do caudal do rio mediante alteração da sua:

A afluência do indicador, relativamente a sua presença ou ausência;
Concentração dos efectivos das espécies indicadoras em função da flutuação dos
caudais
A extensão ou distribuição das espécies indicadoras ao longo do rio.

Para cada uma das espécies indicadoras serão considerados os atributos biológicos e
ecológicos no sentido de se perceber a ocorrência e evolução destas ao longo dos rios e
flutuação dos seus caudais.

1.8.2
Lista indicativa para a Vida Selvagem
A fim de cobrir as principais características do sistema fluvial e seus utilizadores foram
seleccionados vários indicadores. Por indicação metodológica, para qualquer um dos
locais da ACA, o número de indicadores ficou limitado a dez (ou menos) de maneira a
tornar possível a gestão do processo. A lista completa dos indicadores para a Vida
Selvagem foi elaborada pelos representantes do país Angola, Namíbia e Botwsuana,
nomeadamente os especialistas, Carmen Santos, Casper Bonyongo e Roberts Kevin ­
conforme apresentado na Tabela 0.1. Outros detalhes de cada um dos indicadores,
incluindo as espécies biológicas representativas de cada um, estão apresentadas no
Anexo A e detalhados no Capítulo 0.


20

EFA Angola Vida Selvagem

Tabela 0.1 Lista dos indicadores escolhidos para representarem cada local relativo a Vida
Selvagem
Número
Locais representados ­ não mais de
do
Nome do indicador
dez indicadores por local
Indicado
r
1
2 3 4 5 6 7 8
1 Semi-
Aquáticos
X
X
X





2
Sapos, e cobras do rio

X
X





Ruminantes da zona Média da



3
X


planície de inundação
Ruminantes da zona Exterior



4
X X X


da planície de inundação
Ruminantes da zona Baixa



5
X
X


planície de inundação


1.8.3
Descrição e localização dos indicadores
Vida Selvagem Indicador 1
Nome: Semi- Aquáticos

Descrição: Residentes no canal de águas abertas


Espécies representativas: Hipopotámo, Crocodilo

Outras características das espécies: ambas as espécies necessitam de um luxo de
caudal abundante quer para seu desenvolvimento e fundamentalmente na época da
reprodução.

Necessidades conhecidas de água: Os hipopótamos dependem da água para crescer e
desenvolver. Os crocodilos parecem ser mais resistentes à fluxos baixos, no entanto,
necessitam da água para sobreviver.

Vida Selvagem Indicador 2
Nome: Sapos, e cobras do rio

Descrição: Residem nas principais ilhas do canal, barras de areia e cordões rochosos


Espécies representativas: Lontras e Monitores


Outras características das espécies: A lontra é dependente da água para a reprodução e
necessita dos cordões de terra cobertos por vegetação como é o caso das planícies de
inundação.

Determinação da posição do caudal relacionado: Os fluxos de caudal devem aparesentar
valores médios a elevados.

Necessidades conhecidas de água: As lontras dependem da água para crescer e
desenvolver. Os nascimentos dos filhotes são efectuados na água.



21

EFA Angola Vida Selvagem

Vida Selvagem Indicador 3
Nome: Ruminantes da zona Média da planície de inundação

Descrição: Os animais que residem nas planícies de inundação e em águas paradas ou
de que se acumulam em zonas de retenção.


Espécies representativas: Anfíbios, Crocodilos e a cobra verde Bush

Outras características das espécies:

Determinação da posição do caudal relacionado:

Necessidades conhecidas de água: A fêmea do crocodilo enterra os ovos na areia e ou
folhagem seca, vigiando o ninho enquanto os ovos incubam. Os crocodilos juvenis
eclodem do ovo e apelam para a progenitora os desenterrar. As fêmeas transportam-nos
para a água carregando-os no interior da boca. Durante os primeiros três meses os
juvenis vivem em "infantários" em águas estagnadas.


Vida Selvagem Indicador 4
Nome: Ruminantes da zona Exterior da planície de inundação

Descrição: Residentes em Charcos, piscinas naturais e pântanos permanentes


Espécies representativas: Bufo sp., Crocodilo, cobra verde Bush, Lontras, antílope
Lechwe


Outras características das espécies: a distribuição das espécies permite referenciar a
ocorrência destas espécies com relação a presença ausência de inundações na planicie

Determinação da posição do caudal relacionado: época seca nos meses de maior queda
pulviométrica.

Necessidades conhecidas de água:

Vida Selvagem Indicador 5
Nome: Ruminantes da zona Baixa planície de inundação
Descrição: Espécies dependentes de inundações sazonais regulares da várzea e das
planícies de inundação

Espécies representativas: Anfibios, Rato da cana, antílopes Sitatunga e Lechwe


Outras características das espécies: Os anfibios constituem um bom exemplo de animais
que dependem das inundações sazonais para a sua reprodução e perpetuação. Os
pequenos roedores também beneficiam da vegetação nova emergente.

Determinação da posição do caudal relacionado: em função de cada espécie que melhor
retira do ecossistema o seu equilíbrio, alimentação, reprodução.

Necessidades conhecidas de água: Fluxos de caudais moderados a altos



22

EFA Angola Vida Selvagem

Espécies representativas: Rato da cana, antílopes Lechwe, Waterbuck e Duiker e o
porco-formigueiro ou Aardvark

Algumas destas espécies alimentam-se de invertebrados, outras de vegetação. Com as
chuvas a um aumento geral da disponobilidade de comida.

Determinação da posição do caudal relacionado: reprodução e Alimentação

Necessidades conhecidas de água: Margem com plantas submersas consequência de
fluxo de caudal moderado a alto.


1.9
Categorias de caudais ­ sítios do rio
Um dos principais pressupostos subjacentes ao processo da ACA a ser usado na ADT é
que é possível identificar de diferentes maneiras as partes do regime do caudal que são
ecologicamente relevantes e descrever sua natureza usando os registos hidrológicos
históricos. Nesse contexto, um dos primeiros passos para qualquer rio no processo da
ACA, é fazer consultas ao ecologista fluvial local a fim de identificar estas categorias mais
importantes de caudais do ponto de vista ecológico. Este processo foi seguido durante o
Workshop de Preparação realizado em Setembro de 2008 e quatro categories de caudais
foram acordadas para os locais da Bacia do rio Okavango:

Época seca (Dry)
Época de transição 1 (Trans 1)
Época de inundações (Wet)
Época de transição 2. (Trans 2)

As divisões sazonais provisórias para os locais 1-5 do rio estão demonstradas na Figura
0.5. Estas divisões sazonais serão formalizadas pela equipa de hidrologistas do projecto
em forma de norma dentro do modelo hidrológico. A título provisório, eles providenciam
contribuições valiosas no regime do caudal do sistema fluvial, sugerindo uma alta
variabilidade do caudal dentro do período de um ano, no Rio Cuebe e uma alta
variabilidade do Rio Cubango dentro do periodo de um ano.

Planea-se utilizar caudais sazonais semelhantes para os restantes locais do rio: 6 e 8.

120
Wet
100
Trans 1
Trans 2
Dry
80
Year
Y
2
ear
60
Year
Y
1
ear
Year
Y
3
ear
40
20
0
O
N
D
J
D
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S

Figura 0.1 Três anos representativos para o local 1: Rio Cuebe em Capico, que ilustram a
divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de caudais


23

EFA Angola Vida Selvagem


1200
Wet
1000
Trans 1
n
Trans 2
Dry
800
Year 1
600
Year 2
Year 3
400
200
0
O
N
D
J
D
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S

Figura 0.2 Três anos representativos para o local 2: Rio Cubango em Mucindi, que ilustram
a divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de caudais

250
Wet
We
Dry
200
a
n
s 1
a
n
s 2
Tr
Tr
150
Year 1
Year 2
100
Year 3
50
0
O
N
D
J
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S

Figura 0.3 Três anos representativos para o local 3: Rio Cuito em Cuito Cuanavale, que
ilustram a divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de
caudais





24

EFA Angola Vida Selvagem


1000
900
Wet
We
800
Dry
Dr
Tra
Tr n
a s
n 1
s
Tra
Tr n
a s
n 2
s
Dry
Dr
700
600
Year 1
500
Year 2
400
Year 3
300
200
100
0
O
N
D
J
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S

Figura 0.4 Três anos representativos para o local 4: Rio Okavango em Kapoka (dados
hidrológicos obtidos da estação hidrometrica do Rundo), que ilustram a divisão
aproximada do regime do caudal em quatro estações de caudais

1800
1600
Wet
1400
Dry
Trans 1
n
Trans 2
Dry
1200
1000
Year 3
00
Year 2
800
Year 1
600
400
200
0
O
N
D
J
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S

Figura 0.5 Três anos representatives para o local 5: Rio Okavango nos Rápidos de Popa
(dados hidrologicos obtidos a partir da estação hidrométrica de Mukwe), que
ilustram a divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de
caudais


A análise da bibliografia (Capítulo 0) e recolha de dados e os exercícios de análise
(Capitulo 0) concentra-se na abordagem do resultado inicialmente esperado a serem as
nove principais perguntas relacionadas com estas estações de caudais (



25

EFA Angola Vida Selvagem

Tabela 0.2).





26

EFA Angola Vida Selvagem

Tabela 0.2 Questões a serem abordadas no Workshop de Aquisição de Conhecimentos,
por indicador e por local. Para todos os efeitos, o `natural' abarcará na
totalidade a vasta gama da variabilidade natural

Número
da
Época
Resposta do indicador se:
pergunta
1
O início ocorre mais cedo ou mais tarde que o modo/média natural
Os níveis das aguas são mais altos ou baixo que o modo/média
2
Época Seca
natural
3
Demora-se mais que o modo/médianatural
A duração é mais longa ou mais curta que o modo/média natural -
4
i.e. a hidrografia torna-se mais escarpada ou de menor
Transição 1
profundidade
Os fluxos são mais ou menos variaveis que o modo/média natural e
5
assim como a sua extensão
O início ocorre mais cedo ou mais tarde que o modo/média natural
6
Época de
­ a sincronização com a chuva poderá se alterar
inundação
Alterada a proporção natural dos diferentes tipos de inundações
7
anuais
8
O início ocorre mais cedo ou mais tarde que o modo/média natural
Transição 2
A duração é mais longa ou maus curta que o modo/média natural ­
9
i.e. a hidrografia torna-se mais escarpada ou de menor
profundidade


1.10
Categorias de inundação ­ pontos do Delta
As categorias reconhecidas de caudais do rio não são relevantes no Delta, onde portanto,
a inundação é o principal propulsor da forma e do funcionamento do ecossistema. As
principais categorias de inundação reconhecidas pelo modelo de inundação desenvolvido
pelo Centro de Pesquisas Harry Oppenheimer do Delta Okavango (HOORC) são usadas
no presente documento (Tabela 0.3).

Tabela 0.3 Categoria de inundação para o Delta do Okavango conforme reconhecido pelo
modelo de inundação do HOORC
Número de Nome da categoria Descrição
categoria
de inundação
de
inundação
















(Nesse momento, quer o hidrólogo principal, assim como os especialistas do Delta estão
a trabalhar na definição das principais categorias de inundação para o Delta, e estas
definições serão providenciadas a equipa do Botswana logo que tenham finalizado essa
actividade.)


27

EFA Angola Vida Selvagem

ANÁLISE DA BIBLIOGRAFIA

1.11 Introdução
O presente trabalho tem como objectivo a caracterização ambiental do ponto de vista do
fluxo de caudais que os rios da bacia hidrográfica do Cuando-Cubango apresentam ao
longo do ano. Como o objectivo principal se prende com a variação sazonal destes
caudais segundo as épocas do ano. Neste contexto, a metodologia para a pesquisa
bibliográfica ficou orientada para a pesquisa na biblioteca pessoal sobre alguns grupos
faunísticos e na pesquisa de trabalhos publicados na internet. O alvo da pesquisa
começou orientado para o sistema da bacia do Cuando/ Okawango tendo sido
encontrada muito pouco informação. A informação encontrada resume-se a bibliografia
referente à indentificação de várias espécies da fauna. A compreensão da bacia deverá
ser encarada através da comparação com sistemas de bacia idênticos ao da bacia do
Cuando-Cubango.

Tabela 3.4 Lista representativa de espécies indicadoras da vida selvagem.




Indicadores
Comentários
Descrição (longa) do indicador

(e.g. espécies representativas)
Hipopótamo, Crocodilos,
Canal principal, mas usam os bancos
Semi- Aquáticos Lontras, Monitores e
de areia, a planície de inundação e as
Terrapinos
ilhas
Sapos, e cobras
Piscinas, pântanos alagados, zona
Cobras, Manguços, Sapos
do rio
Baixa da planície de inundação
Ruminantes da
zona Média da
Planície de inundação Primária e
Elefantes, búfalos, Zebra
planície de
Secundária terciária
inundação
Ruminantes da
zona Exterior da Wildebeest,Tessebe, Warthog, Planície de inundação Secundária e
planície de
Impala, Duiker, Aardvark, Mice terciária
inundação
Ruminantes da
zona Baixa
Lechwe, Sitatunga, Reedbuck, Pântanos alagados, planície de
planície de
Water buck, Cane rat
inundação primária e secundária
inundação


28

EFA Angola Vida Selvagem

1.12
Indicador No 1 Semi- Aquáticos
1.12.1
Principais características do Indicador
As espécies residentes no canal de águas abertas são os Hipopotámos e os Crocodilo-
emregra necessitam de grande caudal para seu desenvolvimento e fundamentalmente na
época da reprodução.

O hipopotámo ocorre em áreas do rio cujo canal apresenta uma amplitude suficiente para
o seu desenvolvimento.
1.12.2
Atributos do ciclo de vida do indicador
Animais de grande porte ambas as espécies utilizam o canal de águas abertas
1.12.3
Ligação ao caudal
A reprodução ocorre meses mais secos, Junho, Julho e Agosto e os juvenis são levados
para zonas de mais profundas e formar uma "a nursery".

1.13 Indicador
nº2
Sapos, e cobras do rio
1.13.1
Principais características do Indicador:
Estes residentes nas ilhas, baixios e barras rochosas do canal. As espécies necessitam
das planícies de aluvião e terra cobertos por vegetação como é o caso das planícies de
inundação.

1.13.2
Atributos do ciclo de vida do indicador
As lontras dependem da água para crescer e desenvolver. Os nascimentos dos filhotes
são efectuados na água.

1.13.3
Ligação ao caudal
Os fluxos de caudal devem aparesentar valores médios a elevados durante a estação
seca.

1.14
Indicador nº3 Ruminantes da zona Média da planície de inundação
Os animais que residem nas planícies de inundação e em águas paradas ou de que se
acumulam em zonas de retenção.

Espécies representativas: Anfíbios, Crocodilos e a cobra verde Bush

1.14.1
Principais características do Indicador
Os crocodilos representam este indicador pois habitam de noite o canal e durante o dia
estas zonas de águas paradas e vegetação.
1.14.2
Atributos do ciclo de vida do indicador
A fêmea do crocodilo enterra os ovos na areia e ou folhagem seca, vigiando o ninho
enquanto os ovos incubam. Os crocodilos juvenis eclodem do ovo e apelam para a


29

EFA Angola Vida Selvagem

progenitora os desenterrar. As fêmeas transportam-nos para a água carregando-os no
interior da boca.
1.14.3
Ligação ao caudal
Durante os primeiros três meses os juvenis vivem em "infantários" em águas estagnadas.
Os melhores meses são as primeiras chuvas em Janeiro.

1.15
Indicador nº4 Ruminantes da zona Exterior da planície de inundação
1.15.1
Principais características do Indicador
As lontras, como mamíferos aquáticos surgem como um indicador que caracteriza a
vegetação emergente e um incremento das margens com o aumento do fluxo de água-
1.15.2
Atributos do ciclo de vida do indicador
Protecção, alimentação e reprodução ao longo das galerias e pequenas formações de
lagoas na planície de inundação.
1.15.3
Ligação ao caudal
Caudais elevados pois permite uma melhor circulação entre os habitats. Os meses de
Março e Abril surgem como os mais proveitosos.

1.16
Indicador nº5 Ruminantes da zona Baixa da planície de inundação
1.16.1
Principais características do Indicador
Anfibios, como Bufo sp. Indica a ocorrência de zonas alagadas e nova vegetação. Esta
formação permite que a postura e ovos se desenvolvam assim como os girinos e afins
tenham vingado.

1.16.2
Atributos do ciclo de vida do indicador
A reprodução vai pernitir a perpetuação das espécies

1.16.3
Ligação ao caudal
Necessita de fluxos de água baixos mas permanentes ou constantes.

1.17 Resumo
A análise a revisão bibliográfica efectuada permite-nos dizer que os dados e informação
disponível sobre a fauna selvagem que ocorre na região da bacia hidrgráfica do Cuando
Cubango são escassos e estão dispersos. A bibliografia existente para a maior parte dos
grupos faunísticos, nomeadamente anfíbios, repteis e mamíferos refere-se a informação
sobre a ocorrência em determinadas zona/locais e alguns estudos de biologia e ecologia.
Outro aspecto julgado relevante é a temporalidade dos dados pois a a Vida Selvagem é
um conjunto de grupos taxonómicos com afinidades ecológicas diferentes e com estudos
de ocorrência apresentados em levantamentos por especialidade. A maior parte destes
estudos foram realizados há vários anos atrás. Nos últimos anos poucos foram os
trabalhos publicados relativamente a espécies que compõem a Vida Selvagem.


30

EFA Angola Vida Selvagem

Os dados de campo relativamente a presença /ausência nos três locais de amostragem
não são conclusivos mas sim indicativos da dinâmica da comunidade dos rios da Bacia
do Cuando-Cubango.

AMPHIBIA

Bufo gutturalis Power, 1927
Sinon. Bufo regularis gutturalis Power, 1927
Refs: Perret, 1976; Frost, 1985; Crawford-Cabral & Mesquitela, 1989; Poynton &
Broadley, 1988; Boycott, 1992; Channing & Griffin, 1993; Bauer et al., 1993; Poynton &
Haake, 1993; Haagner, 1994Locus: Dombe, Benguela, Humpata, Saco do Giraul, Rio
Coroca, Cima; Dondo (Rio Quanza)
Distr: Do Transkei, Lesoto, Zululândia, N Prov. Cabo e N Namíbia para N, através das
savanas, até ao Uganda, Suazilândia e Quénia
Bufo maculatus Hallowell, 1854
Sinon. Bufo regularis maculatus
Refs: Perret & Mertens, 1957; Joger, 1982; Frost, 1985; Amiet, 1986; Bohme &
Schneider, 1987; Poynton & Broadley, 1988; Channing & Griffin, 1993; Poynton &
Haacke, 1993
Locus: Cainde, Fazenda Monguavalo, cascatas de Duque de Bragança, Vila Nova, Sousa
Lara-Chila
Distr: Savanas sub-sarianas. De Angola até ao N Natal, Suazilândia, E e N Transval, N
Botswana e Namíbia, Benim, Camarões.

REPTILIA

Crocodylus niloticus Laurenti, 1768
Sinon.: Crocodylus vulgaris; Champse vulgaris; Crocodylus suchus

Refs: Bocage, 1866, 1867, 1895; Peters, 1875; Sclater, 1898; Tornier, 1901, 1902;
Ferreira, 1902; Nieden, 1913; Monard, 1937, 1940; Andersson, 1937; Monard, 1940;
Frade, 1946; Cadenat, 1957; Villiers, 1958; Condamin & Villiers, 1962; Laurent, 1964;
Papenfuss, 1969; Miles et al., 1978; Groombridge, 1982; Le Berre, 1984; Capula, 1994;
Haagner, 1994.
Distr: Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau, Níger, Togo, Camarões, Argélia. Pan-etiópica,
aparece em toda a África tropical e Madagáscar. Angola: Luanda, Duque de Bragança,
Rios Bengo, Cuvango, Cunene; Forte Roçadas; lagos do Cuvelai; foz do Catumbela;
Novo Redondo
Obs: A S do Cunene já não aparece

Pelusios bechuanicus Fitzsimons, 1932
Refs: Laurent, 1964, 1965; Bour, 1983
Locus: Rio Chonga (Moxico)
Distr: Bechuanalândia, Angola, Seychelles


Philothamnus irregularis (Leach, 1819)
Sinon. Ahaetulla irregularis; Coluber irregularis; Chlorophis irregularis

Refs: Gunther, 1876; Bocage, 1879, 1882, 1887, 1895, 1896; Peracca, 1896; Werner,
1899; Ferreira, 1902, 1903, 1905, 1906; Boulenger, 1906; Chabanaud, 1919, 1921;
Monard, 1937; Mertens, 1938; Villiers, 1953, 1954, 1965; Hellmich, 1957; Condamin &
Villiers, 1962; Laurent, 1964; Audenaerde, 1967; Hughes & Barry, 1969; Papenfuss,
1969; Fitzsimons, 1970; Quartau, 1971; Miles et al., 1978; Welch, 1982; Joger, 1982;
Bohme & Schneider, 1987; Meirte, 1992


31

EFA Angola Vida Selvagem


Locus: Moçâmedes (Capelo e Ivens); Piri-Dembos, Bela Vista, Otchinjau, Cubal,
Cambondo, Alto Cubal, Bragança, Luanda, Quissange, Quindumbo, Caconda,
Capangombe, Huíla, Malange, Pungo Andongo, Vila da Ponte, Rio Mbalé, Cuvango,
Mupa, Ndala Tando, Dundo, nascentes do Cuílo, Alto Chicapa, Cabinda, Banana, S.
Salvador do Congo, Duque de Bragança, Luanda, Hanha, Vila da Ponte, Muatianvo, Rio
Mbalé, Chingo, Carmona.

Distr.: África tropical até ao N da Damaralândia, Transval, Alto Zambeze, N Zululândia; S
Sudão e Etiópia até ao Senegal, Guiné, Alto Volta, Mali, Gana, Costa do Marfim,
Camarões, Togo, para S até ao Natal, Angola, para W até à Namíbia. S. Tomé
Obs: Aparece quer nos planaltos quer ao nível do mar. Alimenta-se de lagartos, sapos,
crias de aves.

Philothamnus angolensis Bocage, 1882

Sinon.: Philothamnus irregularis var. angolensis

Refs: Bocage, 1882, 1897; Ferreira, 1900; Monard, 1937; Bohme & Schneider, 1987;
Craford-Cabral & Mesquitela, 1989; Meirte, 1992; Haagner, 1994
Locus: Capangombe, Chingo
Distr: Camarões, Angola. Tropical, tem na Zululândia o limite S.

Varanus niloticus (Linnaeus, 1766)
Sinon. Lacerta monitor; Stellio saurus; Varanus saurus; Lacerta nilotica; Varanus
(Polydaedalus) niloticus

Refs: Gray, 1845; Bocage, 1866, 1867, 1879, 1886, 1895, 1896, 1897, 1903; Ferreira,
1900, 1903; Tornier, 1901, 1902; Ferreira, 1902; Boulenger, 1906; Chabanaud, 1921;
Andersson, 1937; Monard, 1937, 1938, 1940; Laurent, 1952, 1954, 1964; Grandison,
1956; Hellmich, 1957; Condamin & Villiers, 1962; Manaças, 1963; Papenfuss, 1969;
Cissé & Karns, 1978; Miles et al., 1978; Joger, 1981, 1982; Welch, 1982; Branch &
Braack, 1987;Capula,1994-

Locus: Cabinda, Luanda, Rio Quilo, Cuanza, Catumbela, Rio Cuango, Cuvango, Rio
Mbalé, Cubal, Benguela, Muita, Luembe, Piri-Dembos, Dundo, Hanha, Ndala Tando,
Cunga, Vila da Ponte, Titunda, Cunene, Cului, Lado Dilolo, Maiumba, Duque de
Bragança, Quilenges, Rio Cuce, Caconda, Humbe, Rio Quando, Golungo Alto, Rio
Loando. South Africa: Cape of Good Hope (Gray, 1845). Niger (?): Niger Expedition (Dr.
Stanger).

MAMMALIA

Hippopotamus amphibius Linnaeus, 1758
Nome vulgar: Mvúwu;
Refs: Galvão et al. 1943; Monard, 1935; Sthadam, 1922;

Locus: Rio Luali, Rio Chloango, Luvo, Scandica, Rio Cuilo, Rio Cubango, Sumba, Rio
Mbridge (Luangos), Rio Lucumba, Cuango de Congo-Quimbele, Benbe, Songo, Lago
Carumbo, Rio Cugo, Rio Cuango, Rio Cicapa, rio Cuíto, Rio Cuanavale, Baixo-longa,
Epupa, Rio Kuatir, Rio chipunde, Rio Cunene, Luiana, Dirico, Muccusso

Lutra maculicollis Lichtenstein, 1835
Nome vulgar : Lontra,



32

EFA Angola Vida Selvagem


Tragelaphus spekii Sclater, 1864

Nome Vulgar: Sitatunga, Buzi, Mbuli
Refs: Serpa Pinto, 1881; Shortridge, 1934; Cabral et al. 1933, 1944; Statham, 1922;
Trense, 1959; Bonnefoux, 1941; Guennec & Valente, 1972; Galvão et al. 1943, 1944 ;

Sylvicapra grimmia (Linnaeus, 1758)

Nome vulgar: bambi, ombanbi

Refs: Serpa Pinto, 1881; Shortridge, 1934; Cabral et al. 1933, 1944; Statham, 1922;
Trense, 1959; Bonnefoux, 1941; Guennec & Valente, 1972; Galvão et al. 1943, 1944 ;


Redunca arundinum (Boddaert, 1785)

Nome vulgar : Kabaje, PoKu, Ntúsi,
Refs: Crawford-Cabral, 1967; Shortridge, 1934; Cabral et al. 1933, 1944; Statham, 1922;
Trense, 1959; Bonnefoux, 1941; Guennec & Valente, 1972; Galvão et al. 1943, 1944 ;
N.Silva, 1970 ;


Kobus leche
(Gray, 1850)

Nome vulgar : leche, Songue, Nchong, songe
Refs: Serpa Pinto, 1881; Shortridge, 1934; Cabral et al. 1933, 1944; Statham, 1922;
Trense, 1959; Bonnefoux, 1941; Guennec & Valente, 1972; Galvão et al. 1943, 1944 ;


Kobus ellipsiprymnus
(Ogilby, 1833)

Nome vulgar :Quissema, Chissema, Dihémbia, Dihembia
Refs: Serpa Pinto, 1881; Shortridge, 1934; Cabral et al. 1933, 1944; Statham, 1922;
Trense, 1959; Bonnefoux, 1941; Guennec & Valente, 1972; Galvão et al. 1943, 1944 ;


Orycteropus afer
(Pallas, 1766)

Nome vulgar : aadvark
Refs: Serpa Pinto, 1881; Shortridge, 1934; Cabral et al. 1933, 1944; Statham, 1922;
Trense, 1959; Bonnefoux, 1941; Guennec & Valente, 1972; Galvão et al. 1943, 1944 ;





33

EFA Angola Vida Selvagem

RECOLHA E ANÁLISE DE DADOS
Durante o exercício sobre a Vida Selvagem para o PAGSO/Biokavango realizou-se um
levantamento das espécies indicadoras dos habitats seleccionados.
Na perspectiva de comparação com os escassos dados disponíveis delineou-se a
abordagem dos levantamentos de campo tendo em conta a acessibilidade às zonas limite
envolventes dos loacais seleccionados.
Para algumas das espécies indicadoras, será necessário realizar um trabalho
sistematizado para identificar o estado da situação e popor medidas de gestão, se
necessário for.

1.18
Metodologia para recolha e análise de dados
Durante as visitas de campo foram realizados inquéritos (em anexo) a população sobre
as espécie de Aves que mais conhecidas em cada site. Os entrevistados procederam
ainda a confirmação e identificação das espécies a que se referiam através de fotografias
dos guias de campo sobre Aves.
O horizonte e os habitats representativos dos indicadores ecológicos foram observados
durante 2 horas diárias (5, 30h e as 6, 30h da manhã e as 17 e 18h de tarde), num raio
de cerca de 2 km a partir do ponto mais alto da estação. Estas observações foram
efectuadas com binóculos para melhor identificação dos espécimens. Todas as outras
observações durante o dia ou percursos foram anotadas. As anotações foram feitas em
fichas concebidas para o efeito. A identificação foi realizada com guias de campo
disponíveis.


34

EFA Angola Vida Selvagem


1.19 Resultados:
Os resultados encontrados












1.20
Um resumo do entendimento presente das respostas previstas de
todos os indicadores da Vida selvagem as potenciais mudanças
no regime de fluxo

As tabelas seguintes correspondem a nosssa compreensão sobre a resposta das
espécies indicadoras das diferentes unidades integradas de habitats. Assim a leitura
deverá ser



35

EFA Angola Vida Selvagem

1.20.1 Indicador
-
Semi- Aquáticos
Tabela 5. 1: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal, Fluxo Mínimo principal e largura e profundidade do canal, no
ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
Não há alteração, as espécie continua majestosamente e pois a água no grande na
1
alta
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais
Nada se altera
2
Época Seca
altos ou mais baixos que o
Média
natural
Extende-se por mais tempo
No canal principal a disponibilidade do alimento tende a diminuir mas o processo ds vida
3
Alta
que o natural
biológica prossegue com a alteração doas comunidades.
A duração é mais longa ou
Nada de altera
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
média
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
Nada se altera
5
Alta
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Sugere-se que o alagamento das margens parecer castastrófico
mais tarde que o natural ­ a
6
Baixa
sincronização com a chuva
Época de
poderá ser alterada
inundação
Alterada a proporção natural
Reprodução e alimentação em perigpo se ocorrer os extremos da situação
7
dos diferentes tipos de
Média
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
A velocidade da mudança não influencia a vida deste
8
Média
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Nada se altera
Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Base
escarpada ou de menor
profundidade


36

EFA Angola Vida Selvagem

1.20.2 Indicador Sapos, e cobras do rio
Tabela 5. 2: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal em Ilhas / barras de areia / pedras no ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
A reprodução fica em causa pois se a seca se antecipar perde-se habitat com alagemento
1
Baixa
mais tarde que o natural
mas se sucede o oposto também é mau para o ecossitema
Os níveis das águas são mais
Nada se altera
2
Época Seca
altos ou mais baixos que o
média
natural
Extende-se por mais tempo
Nada se altera
3
média
que o natural
A duração é mais longa ou
Longa transição prossupõe o continuar da estação seca
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Média
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
Beneficia o ecossistema
5
Média
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Os extremos são maus para as espécies que habitam este ecossitema
mais tarde que o natural ­ a
6
Média a baixa
sincronização com a chuva
Época de
poderá ser alterado
inundação
Alterada a proporção natural
Ecossistemas beneficia
7
dos diferentes tipos de

média
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou

8
Baixa a média
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Nada se altera
Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Média
escarpada ou de menor
profundidade


37

EFA Angola Vida Selvagem

1.20.3 Indicador
Ruminantes da zona Média da planície de inundação
Tabela 5. 3:Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal em zonas de ria e zonas de várzea no ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número da
previsão (bastante
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
pergunta
baixa, baixa,
média, alta)
No ecossitema, a época seca ocorrer mais cedo tem um impacto negativo e mais arde
O início ocorre mais cedo ou
1
também
Média-baixa
mais tarde que o natural
È importante que os níveis de água tendam a ser mais altos para aumentar a qualidade da
Época Seca
Os níveis das águas são mais
2
altos ou mais baixos que o
forragem
Baixa
natural
Extende-se por mais tempo
É prejudicial.
3
Baixa
que o natural
Nada infuencia
A duração é mais longa ou
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Média
escarpada ou de menor
Transição 1
profundidade
As plantas dc
Os caudais são mais ou menos
5
Média
variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Beneficia
mais tarde que o natural ­ a
6
Média
sincronização com a chuva
Época de
poderá ser alterada
inundação
Alterada a proporção natural
Alguma alteração
7
dos diferentes tipos de
Baixa
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
È prejudicial
8 Transição
2
Média-Baixa
mais tarde que o natural


38

EFA Angola Vida Selvagem

A duração é mais longa ou
Opostos
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Média
escarpada ou de menor
profundidade







39

EFA Angola Vida Selvagem


1.20.4 Indicador
Ruminantes da zona Exterior da planície de inundação
Tabela 5. 4: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal do indicador habitatts com Vegetação emergente flutuante com
acumulo de água e vegetação nas margens-áreas emergentes / no ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
Nesta zona o
1
média
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais

2
Época Seca
altos ou mais baixos que o

natural
Extende-se por mais tempo

3

que o natural
A duração é mais longa ou

mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais

Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou neos

5

variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou

mais tarde que o natural ­ a
6

sincronização com a chuva
Época de
poderá ser alterada
inundação
Alterada a proporção natural

7
dos diferentes tipos de

inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou

8

mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou

Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais

escarpada ou de menor
profundidade



40

EFA Angola Vida Selvagem

1.20.5 Indicador

Ruminantes da zona Baixa planície de inundação
Tabela 5. 5: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal com Anos anteriores de chuvas e áreas de planície /% no ecosistema
do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, (alta)
O início ocorre mais cedo ou
È prejudicial para a vegetação ribeirinha, Decresce da qualidade da aliamentar.
1
Média
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais
Nada se altera para o grupo de indicadores.
2
Época Seca
altos ou mais baixos que o
Média
natural
Extende-se por mais tempo
Torna-se prejudicial para o ecossistema.
3
Alta
que o natural
A duração é mais longa ou
Uma longa transição não traz benefíciosr
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Alta a média
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
A transição deve ser suave
5
Alta
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Chuvas antecipadas podem ser benéficas para os animais pois tamb
mais tarde que o natural ­ a
6
Média
sincronização com a chuva
Época de
poderá ser alterado
inundação
Alterada a proporção natural
Prejudicial ao ecossistema
7
dos diferentes tipos de
Baixa
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
O declive deve ser suave e transitório, ou seja a passa de uma estação para outra de
8
Baixa
mais tarde que o natural
forma gradual
A duração é mais longa ou
Prejudicial para o ecossstema.
Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Média
escarpada ou de menor
profundidade




41

EFA Angola Vida Selvagem

1.21 Conclusões
As considerações finais que restam enfatizar passam pelos levantamentos sistematizados
das populações de espécies referidas ao longo do texto.
De uma forma geral, sem excepção aparente, os três locais escolhidos parecem não ser
suficientemente representativos. Assim a abordagem dos levantamentos de campo deverá
abranger mais locais em diferentes regiões da bacia do Cuando-Cubango.
A fauna selvagem na porção de Angola parece se pouco abundante nos locais escolhidos,
mas com tendência para a recuperação. De salientar que as visitas foram realizadas em
diferentes alturas do ano que coincidiram com a época da chuva e época do cacimbo.
A seguir discrimina-se a importância dos estudos na seguinte ordem:

Répteis
Grandes
Mamíferos
Roedores
Anfíbios
Os primeiros estudos deverão com certeza estar fundamentados na ecologia e distribuição
das espécies indicadoras do sistema de rios da bacia do Cuando Cubango.
Os constrangimentos de tempo foram o nosso maior inimigo e por consequência o presente
relatório necessita de uma revisão meticulosa da autora.


42

EFA Angola Vida Selvagem

RELAÇÃO DA CURVA DE RESPOSTA DO
CAUDAL PARA USO NA ACA-SAD (SISTEMA
DE APOIO DE TOMADA DE DECISÃO) DO
OKAVANGO



43

EFA Angola Vida Selvagem

REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA LIMITADA
Brito, R.S. 1955. Herpetologia de Angola. Reptilia: Serpentes: Colubridae (4). Lisboa,
Garcia de Orta. Vol. III (4). Ministério do UltramarCentro de Zoologia da Junta de
Investigações do Ultramar

Barbosa Du Bocage, J.V. 1881. Herpétologie de l' Angola e du Congo. Imprimerie
Nationale.Ministére de la Marine et des Colones. Lisboa

Cabral JC, Mesquitela LM. 1989. Índice toponímico de colheitas zoológicas em
Angola (Mammalia, Aves, Reptilia e Amphibia). Estudos, Ensaios e Documentos,
Lisboa 151:1-206

Crawford-Cabral, J.1998. The angolan rodents of the superfamily Muroidea. An
account on their distribution. Estudos, Ensaios e Documentos, 161. Instituto de
investigação Científica Tropical. Ministério da Ciência e Tecnologia. Lisboa, Portugal.

Crawford-Cabral, J.& Luís Veríssimio. 2005. The ungulate Fauna of Angola.
Systematic list, Distribution Maps and database Report. Estudos, Ensaios e
Documentos, 163. Instituto de investigação científica tropical. Mminitério da ciência e
Tecnologia. Lisboa, Portugal.

Estes, R. 1991. The Behavior Guide to African Mammals. Berkeley and Los Angeles
California: University of California Press.

Stuart C. & Tilde Stuart. 2007. Field Guide to Mammals of Southern Africa. 4 ed.
Struik Publishers, Cape Town, South Africa. 307 pp

Stuart C. & Tilde Stuart. 2007. Field Guide to Larger Mammals of Southern Africa. 4
ed. Struik Publishers, Cape Town, South Africa. 320 pp

Graham A. & Johan Marais. 2007. Guide to the Reptiles of Southern Africa.Struik
Publishers, Cape Town, South Africa. 408p.

Silva Newton, S. 1974. A grande Fauna Selvagem de Angola. Direcção Provincial
dos Serviços de Veterinária. Luanda. Angola.

Betencourt Ferreira, J. 1905. Algumas Especies Novas ou pouco conhecidas de
Amphibios e Repteis de Angola (collecção Newton-1903-1904). Jornal de Sciences
Mathematicas, Physicas e Natures- Lisboa

Huntley, B.J. 1974a. Outlines of wildlife conservation in Angola. Journal of the
southern African Wildlife Management Association 4: 157-166.

Huntley, B.J. 1974b. Ecosystem conservation priorities in Angola. Ecologist's Report
No. 28. Serviços de Veterinária, Luanda. Angola 21 pp.

Huntley, B.J., and E.M. Matos. 1994. Botanical diversity and its conservation in
Angola. In: Huntley, B.J. editor. Botanical Diversity in Southern Africa. Strelitzia 1: 53-
74. National Botanical Institute, Pretoria.

FitzSimons,V. 1932. Preliminary descriptions of new forms of South African Reptilia
and Amphibia, from the Vernay-Lang Kalahari Expedition, 1930. Ann. Transv. Mus.
15 (1): 35-40


44

EFA Angola Vida Selvagem


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Accessed June 19, 2009 at
http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/accounts/information/Orycteropus_afer.ht
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Kingdon, J. 1977. East African Mammals: An Atlas of Evolution in Africa Volume III
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McCord, W.P., Joseph-Ouni, M. & Bour, R. 2004. Chelonian Illustrations #17:
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World Wildlife Fund (Content Partner); Mark McGinley (Topic Editor). 2008. "Angolan
Miombo woodlands." In: Encyclopedia of Earth. Eds. Cutler J. Cleveland
(Washington, D.C.: Environmental Information Coalition, National Council for Science
and the Environment). [First published in the Encyclopedia of Earth March 19, 2007;
Last revised April 14, 2008; Retrieved March 3, 2009].
http://www.eoearth.org/article/Angolan_Miombo_woodlands

2006. Phylogenetic systematics of dart-poison frogs and their relatives (Amphibia,
Athesphatanura, Dendrobatidae). BULLETIN OF THE AMERICAN MUSEUM OF
NATURAL HISTORY, NEW YORK, 299, 262 pp.


45

EFA Angola Vida Selvagem

ANEXO A: DESCRIÇÃO COMPLETA DOS
INDICADORES


Grupo
Nome comum
Espécie
Descrição
Amphibia
Sapo (Guttural Toad) Bufo gutturalis
Sapos com manchas escuras no
dorso.Linha espessa ao longo
espinha especial/os juvenis .A
cabeça apresenta um par de
manchas no focinho e outro
atrás dos olhos.Ventre com pele
branca granulosa.Coloração
avermelhada no interior das
patas.Habitam lagoas,rios p
reprodução.

Sapo (Flatbacked
Bufo maculatus
Muito semelhante a
Toad)
Hollowell,1854
B.gutturalis,diferenciam pelo
tamanho do corpo(até 65mm) e
da glândula parotida que é
pouco desenvolvida e
aplanada.Coloração branca em
toda a região ventral e interior
pernas.Habitats húmidos.
Reptiles
Crocodilo do Nilo
Crocodilus niloticus Laurenti, Animal robusto de tamanho até
1768
5-7m e pesa até 1
tonelada.Machos maiores que
as fêmeas.Focinho grande com
grandes dentes vísiveis.Orelhas
bem atrás dos olhos.Corpo
coberto por placas dérmicas que
se afilam até a cauda.Adultos
são verdes oliva escuro.Habitam
rios,lagos,backwaters,estuários
e mangais.

Cobra verde da
Philothamnus irregularis
Serpente de corpo muito longo
floresta; Cobra verde (Leach, 1819) syn
(comprimento: até 110 cm), com
o pescoço bem distinto e a
do Western (Angolan) Philothamnus angolensis
cauda comprida, afilada. Olhos
Bocage,1882
grandes, com pupila redonda.

Coloração verde-olivácea ou
azulada, com as escamas
dorsais debruadas ou não de
negro. Pela cor, frequentemente
é confundida com outra espécie
também arborícola, muitíssimo
perigosa: Dendroaspis viridis
(Mamba verde).


46

EFA Angola Vida Selvagem


Cobra Oliva
Natriciteres olivacea (Peters, Serpente pequena inofensiva
1854)
(até 35-40 cm) harmoniosa com
escalas. O corpo é cinzento,
azeitona ou castanho-escuro
com banda média dorsal (4-5
escamas linha de largura),
escamas ventral geralmente
laranja ou amarela, escudo anal
dividido em 19 escalas em fila,
130-153 ventrais, 57-87
subcaudais. Espécies diurnas.
Não vivem longe da água.
Nadam bem muitas vezes na
água e girinos em sapos,
pequenos peixes e alguns
invertebrados.

Píton da Africa do Sul Python natalensis (A. Smith, Réptil grande com adultos a
1840)
atingir
3-4 metros e exceptionalmente
os 6 metros. O dorso é
caTstanho claro com manchas
pretas irregularmente ligadas
formando padrão sinuoso de
barras cruzadas.Um dos lados é
irregular/ escuro
blotches, e o lado ventral é cinza
claro com pequenas pintas e
mancha pretas.Tipicamente a
família Boidae possuem as
escamas ventrais mais
esbatidas.

Reptilia
Monitor da água
Varanus niloticus (Linnaeus, Réptil de grande porte.Chega a
Monitores e
(Monitor)
1766)
atingir 1m (excluindo a cauda). A
cauda é comprimida lateral/ e
Terrapinos
mede 1.5 x mais que o corpo. O
focinho é alongado, concavo
dorsal/. A língua é escura e
bifurcada.As escamas do corpo
de coloração preta com
escamas imbricadas amarelas e
algumas nuances castanhas e
beige.Habitam corpos de água e
a terretres.Alimentam-se de
caranguejos,sapos,invertebrado
s,cobras,lagartos,passáros e
pequenos mamíferos.

Terrapinos (Okavango Pelusios bechuanicus
Terrapino africano de pescoço
Hinged Terrapin)
Fitzsimons 1932
longo.Carapaça mole.
Dependentes da água.








47

EFA Angola Vida Selvagem

Mammals
Greater Canerat
Thryonomys swinderianus
Mamífero roedor grande
(Temminck, 1827)
(Tamanho entre 65-80 cm;
cauda 15-20cm; Peso 3,0 a 5,0
Kg). Pêlo espesso, castanho-
escuro no dorso e cinzento
claro no ventre.Habitat ocorre
associada as redbeds ou zonas
ribeirinhas com vegetação
densa.

Vlei multimammate
Mastomys shortridgei
Mamífero com tamanho acima
mouse
(St.Leger, 1933)
dos 100mm. Roedor com cinco
pares de mamas e habitat a
região sul de Angola, e ocorre
associada as redbeds ou zonas
ribeirinhas com vegetação.

Fat mouse
Steatomys pratensis Peters, Mamifero roedor pequeno
1846
tamanho (corpo 13cm;cauda
5cm e peso 26g) coloração
castanha no dorso e ventre
esbranquiçado.Habitat
substracto arenosos.

Water Mongoose
Atilax paludinosus
Mamífero de porte médio
G.Cuvier,1829
(tamanho entre os 80-100
cm;cauda 30-40 cm e peso
entre 2,5-5,5 Kg).Pêlo de
coloração preta. Alimenta-se
maiormente de caranguejos,
anfíbios e outros
invertebrados.Habita a periferia
dos corpos de água, rios,
lagos, backwaters.

Hippopotamus
Hippopotamus amphibius
Mamífero de grande porte e em
Linnaeus, 1758
forma de barril (tamanho entre
os 3,4-4,2 m;cauda 35-50 cm;
envergadura ombros 1,5 m e
peso Macho 1 000 > 2000 Kg;
Fêmea 1 000 > 1 700 Kg).
Sem pêlos no corpo excepto de
coloração preta. Alimenta-se
maiormente de s.Habita o canal
principal do rio. Alimentação de
forragem (vegetação) em áreas
de alimentação.

Spottednecked
Lutra maculicollis
Mamifero de porte pequeno.
Otter
Lichtenstein, 1835
Tamanho corporal <1m; cauda
30-50 cm e peso entre 3-5 Kg.
Corpo e cauda alongados e
pêlo com coloração
uniformente castanha
escura.Habitam o canal do rio e
as águas paradas, alimentam-
se de peixe, insectos, sapos e
passáros.

Red lechwe
Kobus leche (Gray, 1850)
Mamífero de grande porte
(tamanho entre os 1,5-1,6
m;cauda 34cm; envergadura
ombros 96-100 cm e nos
machos o peso 115 Kg; nas
fêmeas o peso 80 Kg).Os
cornos (70cm) apenas nos
machos.Pêlo castanho com
marcas brancas.Habita as
zonas ribeirinhas e planícies de
inundação ao longo do rio.
Alimentam-se redbeds e
papypurus .


48

EFA Angola Vida Selvagem


Southern Waterbuck Kobus ellipsiprymnus
Mamífero de grande porte
(Ogilby, 1833)
(tamanhos entre os 2,1-2,74
m;cauda 35 cm; envergadura
ombros 1,3 cm e peso 250-270
Kg (o macho é ligeira/ mais
pesado que a Fêmea). Os
cornos (75 cm) apenas nos
machos.Pêlo espesso com
coloração castanha e cinzento
na zona da cauda. Habita as
zonas ribeirinhas e planícies de
inundação ao longo do rio.
Alimentação ribeirinha, redbeds
e papypurus .

Common Duiker
Sylvicapra grimmia
Mamífero de grande porte
(Linnaeus, 1758)
(tamanhos entre os 90-135
cm;cauda 10-22 cm;
envergadura ombros 50 cm e
peso macho 18 Kg (a fêmea o
é ligeira/mais pesada que o
macho).Os cornos (11 cm)
apenas nos machos.Tufo de
Pêlo crespo no alto cabeça,
corpo com coloração castanha
e cinzento na zona ventral e
cauda.Habita as zonas
ribeirinhas e planícies de
inundação ao longo do
rio.Alimentação ribeirinha,
redbeds e papypurus .

Aardvark
Orycteropus afer (Pallas,
Aardvarks têm uma
1766)
semelhança superficial para
uma longo focinho de porco. A
pele é espessa, pouco coberto
por pêlos e varia na cor de
cinza para castanha com
alguns pelos amarelados-cinza.
40 to 100 kg Aardvarks são
excelentes escavadoras e
cavar tocas que são
tipicamente 2-3 m de
comprimento, embora possam
ser muito mais extensa.

Sitatunga
Tragelaphus spekii Sclater,
Mamífero de grande porte
1864
(tamanhos: Macho- entre os
1,72-1,95 m;cauda 35-50 cm;
envergadura ombros 88-125
cm e peso 115 Kg; Fêmea-
entre os 1,55-1,80 m;cauda 22
cm; envergadura ombros 75-90
cm e peso 55 Kg). Os cornos
(60 cm) apenas nos machos. A
coloração do pêlo castanha
com marcas brancas. Habita as
zonas ribeirinhas e planícies de
inundação ao longo do rio.
Alimentação redbeds e
papypurus .


49

EFA Angola Vida Selvagem

ANEXO B: DADOS BRUTOS
B1. Ficha para levantamentos de campo
Observação das espécies biológicas
Disciplina___________________________
Área / quadrado
ACA (ESPMO)
Bacia do Cuando-Cubango, Angola
Folha nº


Local

Observado

Inicio Fim
Horas
r


Estado do
Data Código
tempo
_________________
Espécies Hora

Tam.
Habitat Observações
ind.
Apro
























































Obs: 1) Só as espécies ligadas ao rio (estritamente); 2) Chamar CS em caso dúvida


B.2 Lista das espécies indicadoras



50

EFA Angola Vida Selvagem

Grupo
Nome comum
Espécie
Amphibia Frogs
Bufo
gutturalis


Flat-backed Toad
Bufo maculatus Hollowell,1854

Reptile
Nile Crocodile
Crocodilus niloticus Laurenti, 1768
s

Northern green bush snake
Philothamnus irregularis

Western (Angolan) green
Philothamnus angolensis Bocage,1882
snake


Olive marsh snake
Natriciteres olivacea (Peters, 1854)
Southern
African
Python natalensis (A. Smith, 1840)
Python






Water
Leguann
Varanus niloticus (Linnaeus, 1766)
(Monitor)
Okavango
Hinged
Pelusios bechuanicus Fitzsimons 1932
Terrapin
Roden
Greater Canerat
Thryonomys swinderianus (Temminck, 1827)
ts
Vlei
multimammate
Mastomys shortridgei (St.Leger,1933)
mouse
Fat
Steatomys pratensis Peters, 1846
mouse






Mongooses
Water Mongoose
Atilax paludinosus G.Cuvier,1829






Large Mammals Hippopotamus
Hippopotamus amphibius Linnaeus, 1758
Spotted-necked
Lutra maculicollis Lichtenstein, 1835
Otter
Red

Kobus leche (Gray,

lechwe
1850)


Southern Waterbuck Kobus ellipsiprymnus (Ogilby, 1833)


Common Duiker
Sylvicapra grimmia (Linnaeus, 1758)


Aardvark
Orycteropus afer (Pallas, 1766)


Common reedbuck
Redunca arundinum (Boddaert, 1785)
Sitatung

Tragelaphus spekii Sclater, 1864
a











51

EFA Angola Vida Selvagem



Lista de species
Kingdom Animalia -- Animal, animals, animaux
Phylum Chordata -- chordates, cordado, cordés
Subphylum Vertebrata -- vertebrado, vertebrates, vertébrés


AMPHIBIANS
Order Anura

Suborder Procoela
Family Bufonidae
Bufo gutturalis Power, 1927
REPTILES

Order Sauria
Family Gekkonidae
Family Scincidae
Family Lacertidae

Order Scolecophidia
Family Pythonidae
Python natalensis A. Smith, 1840
Family Colubridae
Natriciteres olivacea (Peters, 1854)
Philothamnus irregularis Günther, 1863)

Class Mammalia Linnaeus, 1758 -- mamífero, mammals, mammifères

Subclass Theria Parker and Haswell, 1897
Infraclass Eutheria Gill, 1872
Order Tubulidentata Huxley, 1872 -- aardvarks
Family Orycteropodidae Gray, 1821
Genus Orycteropus G. Cuvier, 1798
Species Orycteropus afer (Pallas, 1766) -- Aardvark
Subspecies Orycteropus afer angolensis Zukowsky and Haltenorth, 1957




52

EFA Angola Vida Selvagem

The Okavango River Basin Transboundary Diagnostic Analysis
Technical Reports

In 1994, the three riparian countries of the
a base of available scientific evidence to guide
Okavango River Basin ­ Angola, Botswana and
future decision making. The study, created
Namibia ­ agreed to plan for collaborative
from inputs from multi-disciplinary teams in
management of the natural resources of the
each country, with specialists in hydrology,
Okavango, forming the Permanent Okavango
hydraulics, channel form, water quality,
River Basin Water Commission (OKACOM). In
vegetation, aquatic invertebrates, fish, birds,
2003, with funding from the Global
river-dependent terrestrial wildlife, resource
Environment Facility, OKACOM launched the
economics and socio-cultural issues, was
Environmental Protection and Sustainable
coordinated and managed by a group of
Management of the Okavango River Basin
specialists from the southern African region in
(EPSMO) Project to coordinate development
2008 and 2009.
and to anticipate and address threats to the

river and the associated communities and
The following specialist technical reports were
environment. Implemented by the United
produced as part of this process and form
Nations Development Program and executed
substantive background content for the
by the United Nations Food and Agriculture
Okavango River Basin Transboundary
Organization, the project produced the
Diagnostic Analysis.
Transboundary Diagnostic Analysis to establish

Final Study
Reports integrating findings from all country and background reports, and covering the entire
Reports
basin.


Aylward, B.
Economic Valuation of Basin Resources: Final Report to
EPSMO Project of the UN Food & Agriculture Organization as
an Input to the Okavango River Basin Transboundary
Diagnostic Analysis



Barnes, J. et al.
Okavango River Basin Transboundary Diagnostic Analysis:
Socio-Economic Assessment Final Report



King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment Project
C.A.
Initiation Report (Report No: 01/2009)


King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment EFA
C.A.
Process Report (Report No: 02/2009)


King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Guidelines for Data Collection, Analysis and Scenario Creation
(Report No: 03/2009)


Bethune,
S.
Mazvimavi,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
D. and Quintino, M.
Delineation Report (Report No: 04/2009)


Beuster, H.
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
Hydrology Report: Data And Models(Report No: 05/2009)


Beuster,
H. Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
Scenario Report : Hydrology (Report No: 06/2009)


Jones, M.J.
The Groundwater Hydrology of The Okavango Basin (FAO
Internal Report, April 2010)



King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Scenario Report: Ecological and Social Predictions (Volume 1
of 4)(Report No. 07/2009)



King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Scenario Report: Ecological and Social Predictions (Volume 2
of 4: Indicator results) (Report No. 07/2009)



King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Scenario Report: Ecological and Social Predictions: Climate
Change Scenarios (Volume 3 of 4) (Report No. 07/2009)



King, J., Brown, C.A.,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
Joubert, A.R. and
Scenario Report: Biophysical Predictions (Volume 4 of 4:
Barnes, J.
Climate Change Indicator Results) (Report No: 07/2009)


King, J., Brown, C.A.
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment Project
and Barnes, J.
Final Report (Report No: 08/2009)


Malzbender, D.
Environmental Protection And Sustainable Management Of The
Okavango River Basin (EPSMO): Governance Review



Vanderpost, C. and
Database and GIS design for an expanded Okavango Basin
Dhliwayo, M.
Information System (OBIS)


Veríssimo, Luis
GIS Database for the Environment Protection and Sustainable


53

EFA Angola Vida Selvagem

Management of the Okavango River Basin Project

Wolski,
P.
Assessment of hydrological effects of climate change in the
Okavango Basin





Country Reports
Angola
Andrade e Sousa,
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Biophysical Series
Helder André de
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina: Sedimentologia &
Geomorfologia



Gomes, Amândio
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina: Vegetação


Gomes,
Amândio
Análise Técnica, Biofísica e Socio-Económica do Lado
Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio Cubango: Relatório
Final:Vegetação da Parte Angolana da Bacia Hidrográfica Do
Rio Cubango



Livramento, Filomena
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina:Macroinvertebrados



Miguel, Gabriel Luís
Análise Técnica, Biofísica E Sócio-Económica do Lado
Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio Cubango:
Subsídio Para o Conhecimento Hidrogeológico
Relatório de Hidrogeologia



Morais, Miguel
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Análise Rio
Cubango (Okavango): Módulo da Avaliação do Caudal
Ambiental: Relatório do Especialista País: Angola Disciplina:
Ictiofauna


Morais,
Miguel
Análise Técnica, Biófisica e Sócio-Económica do Lado
Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio Cubango: Relatório
Final: Peixes e Pesca Fluvial da Bacia do Okavango em Angola



Pereira, Maria João
Qualidade da Água, no Lado Angolano da Bacia Hidrográfica
do Rio Cubango


Santos,
Carmen
Ivelize
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Van-Dúnem S. N.
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório de
Especialidade: Angola: Vida Selvagem



Santos, Carmen Ivelize
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Van-Dúnem S.N.
Okavango:Módulo Avaliação do Caudal Ambiental: Relatório de
Especialidade: Angola: Aves


Botswana Bonyongo, M.C.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Wildlife



Hancock, P.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module : Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Birds


Mosepele,
K. Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Fish



Mosepele, B. and
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Dallas, Helen
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Aquatic Macro Invertebrates


Namibia
Collin Christian &
Okavango River Basin: Transboundary Diagnostic Analysis
Associates CC
Project: Environmental Flow Assessment Module:
Geomorphology



Curtis, B.A.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report Country:
Namibia Discipline: Vegetation



Bethune, S.
Environmental Protection and Sustainable Management of the
Okavango River Basin (EPSMO): Transboundary Diagnostic
Analysis: Basin Ecosystems Report



Nakanwe, S.N.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Namibia: Discipline: Aquatic Macro Invertebrates


Paxton,
M. Okavango River Basin Transboundary Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist
Report:Country:Namibia: Discipline: Birds (Avifauna)



Roberts, K.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Namibia: Discipline: Wildlife


Waal,
B.V. Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Namibia:Discipline: Fish Life

Country Reports
Angola
Gomes, Joaquim
Análise Técnica dos Aspectos Relacionados com o Potencial
Socioeconomic
Duarte
de Irrigação no Lado Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio
Series
Cubango: Relatório Final


54

EFA Angola Vida Selvagem


Mendelsohn,
.J.
Land use in Kavango: Past, Present and Future


Pereira, Maria João
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina: Qualidade da Água



Saraiva, Rute et al.
Diagnóstico Transfronteiriço Bacia do Okavango: Análise
Socioeconómica Angola


Botswana Chimbari, M. and
Okavango River Basin Trans-Boundary Diagnostic Assessment
Magole, Lapologang
(TDA): Botswana Component: Partial Report: Key Public Health
Issues in the Okavango Basin, Botswana


Magole,
Lapologang
Transboundary Diagnostic Analysis of the Botswana Portion of
the Okavango River Basin: Land Use Planning



Magole, Lapologang
Transboundary Diagnostic Analysis (TDA) of the Botswana p
Portion of the Okavango River Basin: Stakeholder Involvement
in the ODMP and its Relevance to the TDA Process


Masamba,
W.R.
Transboundary Diagnostic Analysis of the Botswana Portion of
the Okavango River Basin: Output 4: Water Supply and
Sanitation



Masamba,W.R.
Transboundary Diagnostic Analysis of the Botswana Portion of
the Okavango River Basin: Irrigation Development


Mbaiwa.J.E. Transboundary Diagnostic Analysis of the Okavango River
Basin: the Status of Tourism Development in the Okavango
Delta: Botswana



Mbaiwa.J.E. &
Assessing the Impact of Climate Change on Tourism Activities
Mmopelwa, G.
and their Economic Benefits in the Okavango Delta

Mmopelwa,
G.
Okavango River Basin Trans-boundary Diagnostic Assessment:
Botswana Component: Output 5: Socio-Economic Profile



Ngwenya, B.N.
Final Report: A Socio-Economic Profile of River Resources and
HIV and AIDS in the Okavango Basin: Botswana


Vanderpost,
C.
Assessment of Existing Social Services and Projected Growth
in the Context of the Transboundary Diagnostic Analysis of the
Botswana Portion of the Okavango River Basin


Namibia
Barnes, J and
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Wamunyima, D
Environmental Flow Module: Specialist Report:
Country: Namibia: Discipline: Socio-economics



Collin Christian &
Technical Report on Hydro-electric Power Development in the
Associates CC
Namibian Section of the Okavango River Basin


Liebenberg, J.P.
Technical Report on Irrigation Development in the Namibia
Section of the Okavango River Basin



Ortmann, Cynthia L.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module : Specialist Report Country:
Namibia: discipline: Water Quality



Nashipili,
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis: Specialist
Ndinomwaameni
Report: Country: Namibia: Discipline: Water Supply and
Sanitation


Paxton,
C.
Transboundary Diagnostic Analysis: Specialist Report:
Discipline: Water Quality Requirements For Human Health in
the Okavango River Basin: Country: Namibia



55

EFA Angola Vida Selvagem




56