EFA Angola Qualidade da Água


Análise Diagnóstica Transfronteiriça da
Bacia do Rio Okavango:
Módulo do Caudal Ambiental
Relatório do Especialista
País: Angola
Disciplina: Qualidade da Água
Maria João M. Pereira
Junho de 2009


1

EFA Angola Qualidade da Água

Análise Diagnóstica
Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango:
Módulo do Caudal Ambiental



Relatório do Especialista

País: Angola

Disciplina: Qualidade da Água

Autor: Maria João M. Pereira

Data: Junho/ de 2009


2

EFA Angola Qualidade da Água
RESUMO EXECUTIVO

Para a disciplina de qualidade da água, foram realizadas para cada um dos três
pontos selecionados na porção Angolana da bacia ( Capico, Mucundi e Cuito-
Cuanavale) amostragens, para posterior análise laboratórial de alguns parâmetros
químicos, ( essencialmente o nitogénio total e o fósforo).
In situ, foram igualmente medidos alguns parâmetros físicos com destaque para (pH,
temperatura, conductividade eléctrica, etc).
Para cada um dos pontos selecionados a nível da parte Angolana da bacia, foram
desenhados para a amostragem três perfis, nomeadamente: um (1) coincidente
com a estação hidrometrica, enquanto que os outros dois localizam-se a montante e
a juzante do ponto anterior.
As condições de trabalho não permitiram a realização nesta fase do projecto, de
análise sobre a clorofila, tarefa que propomos desenvolver ao longo de outras fases
deste projecto.
A inexistência de antecedentes relacionados com dados da especialidade que
desenvolvemos no marco deste trabalho, faz com que alguma base de comparação
utilizada, seja de regiões situadas a grandes distâncias em relação a nossa área de
estudo. Entretanto a comparação torna-se possível pelo facto das regiões
escolhidas, situarem-se bem seja em latitudes ou longitudes possívelmente
comparáveis, como é o caso de algumas bacias hidrograficas Brasileiras.
Os resultados obtidos nos parâmetros químicos (nitrogénio total (1,33-1,83 mg/l) e
fósforo total (0,26-0,20 mg/l)) nos três pontos selecionados a nível da parte
Angolana da bacia, sugerem á níveis baixos de contaminação das águas nos pontos
estudados.
Quanto aos valores de conductividade eléctrica, os mesmo situam-se entre 10 e
cerca de 50S/cm, valores que se encontram dentro daquilo que é considerado
normal, nas várias normas sobre qualidade de águas, com destaque para a
normativa Europeia.
Dos diferentes valores de conductividade eléctrica medidos nos pontos selecionados
na porção Angolana da bacia Hidrográfica ( Capico, Mucundi e Cuito-Cuanavale), os
mais baixos são os representativos ao rio Cuito (10S/cm), é essencialmente nesta
porção, onde foram medidos os maiores valores de caudais, em torno dos 90m3/s
para o final da estação seca (16,42S/cm) no inicio da estação chuvosa
e(11,8S/cm) na estação chuvosa . Na actualidade não é possível explicar se existe
alguma relação entre as águas superficiais e as subterrâneas nesta área nem
sequer especular sobre o tipo de relação; estudos a desenvolver-se no âmbito da
Hidrogeologia no TDA, provavelmente expliquem o tipo de fenomeno existente entre
as águas superficiais e subtrrâneas, nesta área da bacia.
Usamos como elementos essenciais para discutir as possíveis variações de alguns
parâmetros aqui representados (exemplo conductividade eléctrica) as características
geológicas, os tipos de solos existentes na região, com os volumes de água
correspondentes para cada uma das estações climáticas.
O Nitrogénio total e o fósforo total provavelmente seus valores tem tendência a
diminuir, já que a constiuição química das formações geológicas não o favorecem; o
incremento nos valores de fósforo total e nitrogénio total supomos que estarão
intrínsicamente relacionados com o uso intensivo de fertilizantes na agricultura,
assim como o de detergentes que se prevê aumentar consideravelmente nas áreas
urbanas e suburbanas contídas nos pontos estudados.




3

EFA Angola Qualidade da Água

Contents
RESUMO EXECUTIVO ................................................................................................... 3
LISTA DE TABELAS ....................................................................................................... 6
LISTA DE IMAGENS ....................................................................................................... 8
Potencial de Hidrogénio .................................................................................................. 9
AGRADECIMENTOS .................................................................................................... 10
1
INTRODUÇÃO ....................................................................................... 11
1.1
Antecedentes ................................................................................................... 11
1.2
Objectivos e Plano de Trabalho da ACA da Bacia do Okavango .................... 11
1.2.4
Objectivos do Projecto ........................................................................... 11
1.3
Disposição do presente relatório ...................................................................... 12
2
ÁREA DE ESTUDO ............................................................................... 13
2.1
Descrição da Bacia do Okavango .................................................................... 13
2.2
Delineamento da Bacia do Okavango em Unidades Integradas de
Análise 14
2.3
Panorama geral dos locais ............................................................................... 15
1.3.4
Local 1: Rio Cuebe em Capico .............................................................. 15
2.3.4
Local 2: Rio Cubango em Mucundi ........................................................ 16
3.3.4
Local 3: Rio Cuito no Cuito Cuanavale .................................................. 16
2.4
Disciplina-descrição especifica dos locais ....................................................... 16
1.4.4
Local 1: Capico ...................................................................................... 16
2.4.2 Local 2 : Mucundi .......................................................................................... 17
2.4.3 Local 3: Cuito-Cuanavale ..................................................................................... 17
2.4.4
Integridade do habitat dos locais em Angola ......................................... 18
3
INDENTIFICAÇÃO DE INDICADORES E CATEGORIAS DE
CAUDAIS
20
3.1
Indicadores ....................................................................................................... 20
1.1.4
Introdução .............................................................................................. 20
2.1.4
Lista indicativa para a (Qualidade da água) .......................................... 20
3.1.4
Descrição e localização dos indicadores ............................................... 21
3.2
Categorias de caudais ­ sítios do rio ............................................................... 23
3.3
Categorias de inundação ­ pontos do Delta .................................................... 27
4
ANÁLISE DA BIBLIOGRAFIA ................................................................ 28
4.1
Introdução ........................................................................................................ 28
4.2 Indicador 1 e Condutividade ................................................................................... 28
4.2.1 Principais características do Indicador condutividade ......................... 28
4.2.2
Ligação ao caudal .................................................................................. 29
4.3
Indicador 2 turbidez .......................................................................................... 29
4.3.1 Principais características do Indicador condutividade .................................. 29
4.3.2 Ligação com o caudal ................................................................................... 29


4

EFA Angola Qualidade da Água
4.4
Indicador3 Oxigénio dissolvido ........................................................................ 30
4.4.1 Principais características do Indicador oxigénio dissolvido .......................... 30
4.4.2 Ligação com o caudal ................................................................................... 31
4.5
Indicador4 Temperatura ............................................................................. 31
4.5.1 Principais características do Indicador Temperatura .................................... 31
4.6
Indicador5 Potencial de Hidrogénio (pH) ......................................................... 32
4.7 Indicador7 Nitrogénio Total ..................................................................................... 32
4.8 Indicador8 Fosforo total .......................................................................................... 34
4.8.1 Principais características do Indicador Temperatura Fósforo ....................... 34
5.1 Metodologia para recolha e análise de dados ........................................................ 35
5.2 Resultados ............................................................................................................. 40
5.3-Um resumo do entendimento presente das respostas previstas de todos os
indicadores (qualidade de água) as potenciais mudanças no regime de fluxo ............. 51
5.3.2Indicador (PH) ................................................................................................ 53
5.3.3 Indicador (Temperatura) ............................................................................... 55
5.5.4 Indicador (Turbidez) ...................................................................................... 57
5.5.5 Indicador (Oxigénio dissolvido) ..................................................................... 59
5.5.6 Indicador (Nitrogénio Total) .......................................................................... 61
5.5.7 Indicador (Fósforo Total) .............................................................................. 63
5.4 Conclusão ............................................................................................................. 65
6-RELAÇÃO DA CURVA DE RESPOSTA DOCAUDAL PARA USO NA ACA-
SAD (SISTEMA DE APOIO DE TOMADA DE DECISÃO) DO OKAVANGO ................ 67
7-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 68
8
ANEXO A: DESCRIÇÃO COMPLETA DOS INDICADORES ................ 69
9
ANEXO B: DADOS BRUTOS ................................................................ 74





5

EFA Angola Qualidade da Água
LISTA DE TABELAS
Tabela 2.1
Localização dos três pontos da EFA ....................................... 15
Tabela 3.1
Lista dos indicadores para a (Qualidade de água) e
aqueles indicadores escolhidos para representarem cada
local .......................................................................................... 21
Tabela 3.2
Questões a serem abordadas no Workshop de Captação
de Conhecimentos, por indicador e por local. Para todos
os efeitos, o `natural' abarcará na totalidade a vasta gama
da variabilidade natural ............................................................ 26
Tabela 3.3
Categorias de inundação para o Delta do Okavango
conformem reconhecido pelo modelo de inundação do
HOORC .................................................................................... 27
Tabela 5. 1: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo da
condutividade no ecosistema do Rio Okavango ...................... 51
Tabela 5. 2: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo do pH
no ecosistema do Rio Okavango ............................................. 53
Tabela 5. 3: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo da
Temparatura no ecosistema do Rio Okavango........................ 55
Tabela 5. 4: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo da
Turbidez no ecosistema do Rio Okavango .............................. 57
Tabela 5. 5: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo do
OD no ecosistema do Rio Okavango ....................................... 59
Tabela 5. 6: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo do
NT no ecosistema do Rio Okavango ....................................... 61
Tabela 5. 7: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo do FT
no ecosistema do Rio Okavango ............................................. 63
Tabela 5.2. 1: Valores médios da Condutividade para o CUITO CUANAVALE ........... 40
Tabela 5.2. 2: Valores médios de pH (Potencial de Hidrogénio) das campanhas
realizadas ................................................................................. 41
Tabela 5.2. 3: Valores médios de Oxigénio Dissolvido das campanhas realizadas ..... 41
Tabela 5.2. 4: Valores médios de temperaturas das campanhas realizadas no
CUITO CUANAVALE ............................................................... 42
Tabela 5.2. 5: Valores médios de turbidez das campanhas realizadas ........................ 42
Tabela 5.2. 6: Nitrogênio e Fósforo Totais para o Cuito Cuanavale ............................. 44
Tabela 5.2. 7: Valores médios de pH (Potencial de Hidrogénio) das campanhas
realizadas ................................................................................. 44
Tabela 5.3. 1:Valores médios de turbidez das campanhas realizadas ......................... 45
Tabela 5.3. 2
46
Tabela 5.3. 3: ­ Valores médios de Oxigénio Dissolvido das campanhas
realizadas ................................................................................. 47
Tabela 5.3. 4: Valores médios de PH das campanhas realizadas ................................ 48
Tabela 5.3. 5: Valores médios de Oxigénio Dissolvido das campanhas realizadas. .... 48


6

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 5.3. 6: Valores médios da temperatura das campanhas realizadas ................. 49
Tabela 5.3. 7: Valores médios da temperatura das campanhas realizadas ................. 49
Tabela 5.3. 8: Valores médios de Nitrogénio e fósforo total das campanhas
realizadas ................................................................................. 50


7

EFA Angola Qualidade da Água
LISTA DE IMAGENS
Imagem 2.1
Parte Superior da Bacia do Rio Okavango da nascente
para o extremo norte do Delta ................................................. 13
Imagem 2.2
A Bacia do Rio Okavango, monstrando a drenagem no
Delta do Okavango e nos pântanos de Makgadikgadi............. 14
Imagem 3.1
Três anos representativos para o local 1: Rio Cuebe em
Capico, que ilustram a divisão aproximada do regime do
caudal em quatro estações de caudais ................................... 24
Imagem 3.2
Três anos representativos para o local 2: Rio Cubango
em Mucindi, que ilustram a divisão aproximada do regime
do caudal em quatro estações de caudais .............................. 24
Imagem 3.3
Três anos representativos para o local 3: Rio Cuito em
Cuito Cuanavale, que ilustram a divisão aproximada do
regime do caudal em quatro estações de caudais .................. 25
Imagem 3.4
Três anos representativos para o local 4: Rio Okavango
em Kapoka (dados hidrológicos obtidos da estação
hidrometrica do Rundo), que ilustram a divisão
aproximada do regime do caudal em quatro estações de
caudais ..................................................................................... 25
Imagem 3.5
Três anos representatives para o local 5: Rio Okavango
nos Rápidos de Popa (dados hidrologicos obtidos a partir
da estação hidrométrica de Mukwe), que ilustram a
divisão aproximada do regime do caudal em quatro
estações de caudais ................................................................ 26


8

EFA Angola Qualidade da Água
ABREVIATURAS

ABREVIATURA
SIGNIFICADO
DTM (MDT)
Digital Terrain Model (Modelo Digital de Terreno)
OD Oxigénio
dissolvidos
Ph
Potencial de Hidrogénio
NT Nitrogénio
Total
PT Fosfor
Total



9

EFA Angola Qualidade da Água
AGRADECIMENTOS

Meus agradecimentos aos colegas da Universidade Agostinho Neto envolvidos na
(ACA) Avaliação de Caudais Ambientais, por permitirem o intercâmbio de ideias,
relacionados com as várias especialidades que se desenvolvem no marco deste
projecto.
Faço extensivos estes agradecimentos a direcção da Faculdade de Ciências da
Universidade Agostinho Neto, por permitir-nos deslocar-nos para a província do
Cuando-Cubango, mesmo em períodos lectivos.
Finalmente queremos igualmente agradecer aos laboratórios de águas da EPAL
(Empresa Pública de äguas de Luanda), pelo facto de realizarem as análises
relacionados com o fósforo total e nitrogénio total.




10

EFA Angola Qualidade da Água
1
INTRODUÇÃO
1.1
Antecedentes
Um Projecto de Protecção Ambiental e Gestão Sustentável da Bacia do Rio Okavango
(PAGSO) está sendo implementado sob auspícios da Organização das Nações Unidas para
Alimentação e Agricultura (FAO). Uma das actividades inscritas no projecto é a realização
de uma análise diagnóstica transfronteiriça (ADT) que visa o desenvolvimento de um Plano
Estratégico de Acções para a bacia. A ADT consiste na análise de actuais e futuras causas
de eventuais problemas transfronteiriços entre os três países membros da bacia,
nomeadamente: Angola, Namíbia e Botswana. O Comité Directivo da Bacia de Okavango
(OBSC) da Comissão da Bacia do Rio Okavango (OKACOM) notou durante a reunião do
mês de Março em Windhoek, Namíbia, que os eventuais problemas futuros dentro do Rio
Okavango ocorrerão mais provavelmente devido aos desenvolvimentos que modificarão os
regimes de caudais. O OBSC ainda notou que existem informações inadequadas acerca dos
efeitos físico-químicos, ecológicos e sócio-economicos desses possíveis desenvolvimentos.
O OBSC recomendou nessa reunião que uma Avaliação do Caudal Ambiental (ACA) seja
realizada para antecipar eventuais mudanças a serem causadas pelo desenvolvimento no
regime do caudal do sistema do Rio Okavango, as mudanças ecológicas relacionadas, e os
impactos consequentes sobre as populações que utilizam os recursos do rio.

A ACA é uma actividade conjunta do Projecto PAGSO e do Projecto Biokavango. Uma parte
da ACA constará de uma série de estudos especificos do país por especialistas, do qual, se
destaca Qualidade de água Relatório para Angola.


1.2
Objectivos e Plano de Trabalho da ACA da Bacia do Okavango
1.2.4
Objectivos do Projecto
Os objectivos da ACA são:
· Apresentar uma síntese de toda a informação relevante sobre o sistema do Rio
Okavango e seus utilizadores, e proceder a recolha de novos dados necessário dentros
termos da ACA
· Fazer uso destas informações para apresentar cenários de possiveis cursos de
desenvolvimento no futuro para apreciação dos decisores, permitindo que os decisores
discutam e façam negociações em aspectos inerentes ao desenvolvimento sustentável
da Bacia do Rio Okavango;
· Incluir em cada cenário o principal impacto ecológico positivo e negativo, recurso-
económico e social dos desenvolvimentos em causa;
· Concluir esse conjunto de actividades como ACA piloto, devido às limitações de tempo,
estes resultados servirão de contribuições para a ADT e uma futura ACA mais
abrangente.
Os objectivos específicos são:
· Determinar em diferentes pontos ao longo do sistema do Rio Okavango, incluindo o
Delta, os relacionamentos existentes entre o regime do caudal e a natureza ecológica e
o funcionamento do ecossistema do rio;
· Determinar os relacionamentos existentes entre o ecossistema do rio e os modos de
vida das populações ribeirinhas;
· Prever as eventuais mudanças causadas por desenvolvimentos no regime do caudal e
consequentemente ao ecossistema do rio;


11

EFA Angola Qualidade da Água
· Prever os impactos dessas mudanças do ecossistema do rio sobre os modos de vida
das populações.
· Fazer uso dos resultados da ACA com a melhoria da gestão da biodiversidade do Delta.
· Desenvolver capacidades para a realização das ACAs em Angola, no Botswana, e na
Namíbia.

1.3
Disposição do presente relatório

Capítulo 1 ­ apresenta uma breve introdução, para o contexto do projeto e enumera os
objectivos do projecto.
Capítulo 2 ­ descreve a área da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango e dá mais detalhes
sobre os três sitios específicos escolhidos para este anteprojecto ACA em Angola a secção
do rio-Cuito, Cueber e Cubango.
No capítulo 3 ­ destaque para os indicadores de qualidade da água e fluxo categorias.
Capítulo 4 ­ Revisão bibliografica referente aos trabalhos de qualidade da água do Rio
Okavango e outros sistemas similares.
Capítulo 5 ­ trabalho de campo realizado para a investigação da qualidade da água, fim da
época seca (outubro 2008) e inicio da época chuvosa (Novembro 2008) época chuvosa
(Março 2009), ­ recolha de dados, análise dos resultados
Capítulo 6 ­ Tentativa de associar a qualidade da água a fluir e fornecer informações sobre
o fluxo de resposta em relação ao uso do Okavango.
Capítulo 7 ­ Apêndice a que contém referências de dados de campo com os dados brutos.




12

EFA Angola Qualidade da Água
2
ÁREA DE ESTUDO
2.1
Descrição da Bacia do Okavango
A Bacia do Rio Okavango consiste de áreas drenadas pelos rios Cubango, Cutato, Cuchi,
Cuelei, Cuebe, e Cuito em Angola, o Rio Okavango na Namíbia e Botswana, e o Delta do
Okavango (Imagem 2.1). Do ponto de vista topográfico, esta bacia inclui a área que foi
drenada pelo actual Rio fóssil de Omatako na Namíbia. As descargas do Delta do Okavango
são drenadas através dos rios Thamalakane e Boteti, este último aflui para a Bacia
(Depressão) do Makgadikgadi. O Rio Nata, que drena a parte ocidental do Zimbabué,
também aflui para a Bacia de Makgadikgadi. Assim, na base da topografia, a Bacia do Rio
Okavango inclui a Bacia de Makgadikgadi e a Bacia do Rio Nata (Imagem 2.2). Entretanto, o
presente estudo, se concentra em partes da bacia em Angola e na Namíbia, e no complexo
do Rio Panhandle/Delta/Boteti no Botswana. As Bacias do Makgadikgadi e do Rio Nata não
estão nele contemplados.

Upper Okavango River Basin
N
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E
S
C
uta

Cu
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to
c
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i

#
C
C
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u
#
it
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nava
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Menongue
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Major settlement
o
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# Cuito Cuanavale
River
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ue
Fossil river
be
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Panhandle
ANGOLA
uiri
Permanent swamps
ri
#
Seasonal swamps
Cubango
Cuito
NAMIBIA
Okavango
#
Rundu
#
#
#
0
300 Kilometers
#

Imagem 2.1 Parte Superior da Bacia do Rio Okavango da nascente para o extremo norte do
Delta



13

EFA Angola Qualidade da Água
Okavango River Basin
N
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E
S
Cu
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a

Cu
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t
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hi

#
C
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#
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# Menongue
ub
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u
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c
g
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o
i
# Cuito Cuanavale
# Cuebe
C
ANGOLA
uirir
#
i
Cubango
Cuito
NAMIBIA
Okavango
#
Rundu
#
# #
#
##
#
#
#
Maun
#
Makgadikgadi Pans
# Ghanzi
#
Major settlement
River
Fossil river
Panhandle
0
600 Kilometers
Permanent swamps
Seasonal swamps

Imagem 2.2 A Bacia do Rio Okavango, monstrando a drenagem no Delta do Okavango e nos
pântanos de Makgadikgadi


2.2
Delineamento da Bacia do Okavango em Unidades Integradas de
Análise

Nenhum estudo poderia de maneira pormenorizada descrever cada extensão do rio dentro
da Bacia do Rio Okavango, ou cada pessoa que reside dentro desta área, em especial um
estudo piloto como o actual. Ao invés disso, áreas representativas que são razoavelmente
homogéneas em carácter poderão eventualmente ser demarcadas e usadas para
representatividade de áreas muito maiores, e em seguida um ou mais pontos
representativos escolhidos em cada um como sendo área de ênfase para actividades de
recolha de dados. Os resultados de cada um dos locais representativos podem em seguida
ser extrapolados para as áreas maiores.

A utilização desta abordagem, implicará a demarcação da Bacia em Unidades Integradas de
Análise (PAGSO/Biokavango Relatório nº. 2; Relatório sobre o Delineamento) pela:
· Divisão do rio em zonas longitudinais relativamente homogénea em termos de:
· hidrologia;
· geomorfologia;


14

EFA Angola Qualidade da Água
· química da água;
· peixes;
· invertebrados
aquáticos;
· vegetação;
· harmonização dos resultados de cada disciplina num conjunto de zonas biofisicas do rio;
· divisão da bacia em áreas relativamente homogéneas em termos de sistemas sociais;
· harmonização das zonas biofísicas do rio e as áreas sociais num conjunto de Unidades
Integradas de Análise (UIAs).

As 19 UIAs reconhecidas foram em seguida apreciadas por cada equipa nacional como
candidatas para a localização do número de sítios afectados dos locais de estudo:
· Angola:
três
locais
· Namíbia:
dois
locais
· Botswana:
três
locais.

Os locais escolhidos pelas equipas nacionais estão apresentados na Tabela 2.1.

Tabela 2.1 Localização dos três pontos da EFA
EFA Local No
País
Rio
Localização
1 Angola
Cuebe
Capico
2 Angola
Cubango
Mucundi
3 Angola
Cuito Cuito
Cuanavale


2.3
Panorama geral dos locais
1.3.4
Local 1: Rio Cuebe em Capico
O sítio do Capico está localizado na parte sul do município de Menongue. Ele enquadra-se
na Unidade Integrada de Análise (UIA) nº 3. Capico dista há 110 quilómetros à sul de
Menongue, a capital da provincia do Kuando Kubango, em direcção à fronteira com a
Namíbia. As suas coordenadas geográficas são: latitude - 15°33 Sul; longitude - 17°34
Este. A altitude da zona varía entre 1160 e 1250 metros. A maioría das pessoas que vivem
em Capico pertencem ao grupo étnico Ngangela. Existe em Capico um pequeno grupo de
residentes que pertencem ao grupo étnico Tchokwe (originários da provínc ia do Moxico),
que durante a guerra civil deslocaram-se da sua área de origem e fixaram a sua residência
em Capico. As povoações existentes nas imediações de Capico são: Massosse e Bitângua
à Norte e Caïndo à Sul.
O rio Cuébe, um dos afluentes do rio Cubango (Okavango) é a única fonte de água na area
.
A principal vegetação da áera é do tipo bosques de Burkea-Brachystegia que se
desenvolvem sobre as areias do Kalahari.
Os principais modos de vida da população local são a Agricultura de sequeiro (durante a
estação chuvosa que ocorre entre Outubro e Abril), a Pesca artesanal usando o rio Cuébe, a
recolha de frutos silvestres e a Caça. O artesanato é também praticado pela população
local.

Devido à proximidade da povoação de Capico ao rio Cuébe, este último é usado de forma
intensiva pela população local. Apesar da sua secção estreita em Capico, as margens do rio
não são muito afectadas pela inundação, devido a profundidade do rio nesta secção.


15

EFA Angola Qualidade da Água

2.3.4
Local 2: Rio Cubango em Mucundi
O sítio de Mucundi está localizado na parte sul do município de Menongue, à jusante da
povoação de Caïndo. Ele enquadra-se na UIA nº 2. Mucundi dista há 192 quilómetros à sul
de Menongue, a capital da província do Kuando Kubango, em direcção à fronteira com a
Namíbia. As suas coordenadas geográficas são: latitude - 16°13 Sul; longitude - 17°41
Este. A altitude da zona varía entre 1120 e 1250 metros. As pessoas residentes em Mucundi
pertecem ao grupo étnico Ngangela. As povoações existentes nas imediações de Mucundi
são: Chimbueta à Norte e Kendelela à Sul.
O rio Cubango (Okavango), depois de receber as contribuições dos rios Cutato, Cuchi,
Cuélei e Cuébe, é maior fonte de água na zona.
A principal vegetação da áera é do tipo bosques Burkea-Brachystegia que se desenvolvem
sobre as areias de Kalahari.
Os principais modos de vida das populações locais são a Agricultura de sequeiro (durante a
época chuvosa que ocorre entre Outubro e Abril), Pesca artesanal usando o rio Cubango
(Okavango) e produção pecuária. A Apicultura é também praticada na zona, mas numa
escala reduzida.
Devido à proximidade da pvoação do Mucundi ao rio Cubango (Okavango), este último é
utilizado de forma intensiva pelas populações locais. A margem direita do rio não muito
afectada pelas inundações devido à sua elevação topográfica. Durante o pico da estação
chuvosa (Fevereiro ­ Abril), a margem esquerda do rio fica eventualmente inundada.
3.3.4
Local 3: Rio Cuito no Cuito Cuanavale
O sítio do Cuito Cuanavale está situado na parte leste da provincial do Kuando Kubango.
Ele enquadra-se na UIA nº 6. O sítio encontra-se no município do mesmo nome. O Cuito
Cuanavale dista há 189 quilómetros da cidade de Menongue, a capital da provincial do
Kuando Kubango, na direcção leste para quem viaja para o município de Mavinga. As suas
coordenadas geográficas são: latitude - 15°10 Sul; longitude - 19°12 Este. A população
residente no Cuito Cuanavale pertecnce ao grupo étnico Ngangela. As povoações existentes
nas imediações do Cuito Cuanavale são: Sacalumbo à Noroeste, Chissamba à Nordeste,
Bocota à Sul, Caripa à Sudoeste e Samungure à Sudeste.
O sítio localiza-se há 3 quilómetros á jusante da confluência dos rios Cuito e Cuanavale. A
altitude da zona varía entre 1180 e 1250 metros.
A principal vegetação da area é do tipo de bosques Burkea-Brachystegia que se
desenvolvem sobre as areias do Kalahari.
Os principais modos de vida da população local são a Agricultura de sequeiro (durante a
época das chuvas que ocorre entre Outubro e Abril), Pesca artesanal usando os rios Cuito e
Cuanavale Rivers, a recolha de frutos silvestres e a Caça.
O rio Cuito é usado de forma intensive pela população local. Embora considerávelmente
profundo, existe nas imediações do sítio uma planície de inundação, que inunda durante o
pico das estação das chuvas (Fevereiro ­ Abril)


2.4
Disciplina-descrição especifica dos locais
1.4.4
Local 1: Capico
O canal do rio é caracterizado por um andamento sinuoso com vários troços rectilíneos, e é
encaixado no interior de um vale e com fundo bastante estreito.


16

EFA Angola Qualidade da Água
Do ponto de vista da constituição dos solos, destacamos os aluvioões na base e margem
do rio, muito embora em alguns locais pontuais, encontram-se também matéria orgânica
consolidada, assim como areias muito finas. A vegetação representativa ao longo do canal
está constituída por canaviais, mangais, palmeiras, herbáceas, etc. Para a estação chuvosa
referente ao mês de Março de 2009, a altura da água alcançou níveis consideráveis,
inundando desta forma as margens do rio Cuebe neste ponto.
Assim nas proximidades da estação hidrométrica e zonas contíguas, as espécies vegetais
de pequeno porte, ficaram submersas, contribuíndo desta forma para a degradação das
referidas espécies e consequentemente o aumento da quantidade de materia orgânica
morta, elemento importante para algumas características físico-química da água.

2.4.2 Local 2 : Mucundi
O canal deste rio, apresenta um andamento muito sinuoso alternado com pequenos troços
rectilíneos, e encaixado no interior do vale com um perfil estreito, limitado por paredes altas.
O fundo é suficientemente estreito para apenas conter o canal fluvial, esta relação parece
estar estreitamente ligada com as características do leito, constituído essencialmente por
granitos regional.
Os solos predominantes na área, estão representados por areias e alguma fracção argilosa,
(solos franco- arenoso).
A vegetação ao longo do canal, a semelhança dos demais pontos é representada
essencialmente por canaviais, palmeiras e herbaceas, embora que no geral as Burkea-
Brachystegia
compõe o mosaico da região.
A existência de ilhas barreiras ao longo do canal e vegetação de pequeno, médio e grande
porte existente nas margens do rio durante a estação chuvosa referente ao mês de Março
de 2009, a altura em que a água alcançou níveis consideráveis, inundando desta forma as
margens do rio as espécies vegetais ficaram submersas, contribuíndo desta forma para a
degradação das referidas espécies e consequentemente o aumentando a quantidade de
materia orgânica morta, elemento importante do ponto de vista da qualidade de água para
influenciar em alguns parametros físico-químicos da água.
O rio Cubango em termos de qualidade da água tem uma tendência para efeitos de
diluição dos nutrientes devido à reacção que se dá, quando a água flui sobre as rochas.



2.4.3 Local 3: Cuito-Cuanavale
Este local é caracterizado pelo canal principal em forma de meandro que se desenvolve no
interior da planície de inundação. Os solos predominantes na área estão representados por
areias. Nas áreas das margens em volta do canal encontra-se coberta por vegetação
rasteira tipo várzea geralmente com baixos teores de nutrientes no canal principal. O Cuito-
Cuanaval é uma área onde se nota uma quantidade de população consideravél onde se
verifica urbanização evidente, e consequentemente acção antropica notável, observando-se
quantidades enormes de uso de detergentes no rio, deposição de lixos ao longo do rio, e
quantidades consideráveis de matéria orgânica em decomposição resultante da vegetação
em decomposição que é arrastada durante a época de chuvas intensas (período de
inundações). Do ponto de vista da qualidade de água, esses elementos contribuem na
variação dos parâmetros físicos-quimicos





17

EFA Angola Qualidade da Água
2.4.4
Integridade do habitat dos locais em Angola

OKAVANGO TDA: ENVIRONMENTAL FLOW ASESSMENT - Habitat Integrity Assessments

No
t

re

n


s

t

n

n
n




l
te


l
gory
tio

a
l

men
tio
te
ctio
ds
ows
ds
nne
h
ows
ctio
ressu
da
aste
smen
ach
nne
da
p
River
Place
stream
stra
Bed
Fis
W
stra
es
In
Riparian
Quality
Floo
c
r
ophy

Floo
Lowfl
Cha
Remov
cro
Lowfl
Cha
Erosion
ing
PD Ca
Ab
Inun
Ma
Inun
Ab
i
sh

ass
TDA (EF) Site
Habitat Integrity
En
F
1 Cuebe Capico B
89,3
94,5 84,04
3
0
0
5
0
5
0
0
0
0 10
1
0
3
5
0
3
6
2 Cubango Mucundi B
89,6
94,5
84,6
3
0
0
5
0
5
0
0
0
0 10
1
0
3
5
0
3
5
Cuito
Fishing pressure increasing,density
3 Cuito
Cuanavale
B
82,0
87,4
76,6
6
2
0
5
5
5
0
0
0
7 12
1
0
5
8
0
6
10 and size of fish declining slightly
4 Okavango
Kapako B
86,2
86,6 85,72
5
7
0
0
8
0
0
1
0
9 16
1
0
0
0
0
5
0 Fishing pressure high
5 Okavango
Popa
Falls
A
91,2
92,6 89,72
2
3
0
0
0
1
0
0
0 17 11
0
0
0
1
0
2
2 Ben still to score fishing pressure
Not EF Okavango Mahangu
A
97,4
96,6
98,2
2
4
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
2
0 No fishing pressure in the reach
6 Okavango
Panhandle
A 100,0 100,0
100
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
7 Okavango
Xan
A 100,0 100,0
100
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
8 Okavango
Maun
A 100,0 100,0
100
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0



























A 90 ­ 100



















































B 80 ­ 89



















































C 60 ­ 79




















































18

EFA Angola Qualidade da Água

D 40 ­ 59



















































E 20 ­ 39



















































F 0 ­ 19


















































1 a 5
0 (sem
(impacto
6 a 10(impacto


impacto),
leve),
moderado),














11 a 15 (impacto grande), 16 a 20 (impacto sério) e 21 a 25 (impacto crítico).


















Escala temporal: Hoje (actual)










Escala espacial: 4km (raio <3 km em torno do local de estudo)



































19

EFA Angola Qualidade da Água
3
INDENTIFICAÇÃO DE INDICADORES E CATEGORIAS DE
CAUDAIS

3.1
Indicadores
1.1.4
Introdução
Os indicadores biofisicos são atributos especificos da disciplina do sistema fluvial
que respondem a uma mudança do caudal do rio mediante alteração da sua:
· Afluência;
· Concentração;
ou
· Extensão
(área).

Os indicadores sociais são atributos das estruturas socias ligadas ao rio que
respondem a mudanças na disponibilidade de recursos fluviais (conforme descrito
pelos indicadores biofisicos).

Os indicadores são utilizados para caracterizar a situação actual e mudanças que
ocorrerão nos caudais, provocadas pelos desenvolvimentos a ter lugar ao longo do
rio.

Dentro de cada uma disciplina biofísica, os principais atributos podem ser agrupados
se esperar-se que esses atributos respondam da mesma maneira ao regime caudal
do rio. Por exemplo, espécies de peixes que se movem para as planicies sujeitas à
inundações em quase mesma época e por mesmas razões de reprodução ou
alimentação poderão ser agrupadas em Grupo de Peixes X.

2.1.4
Lista indicativa para a (Qualidade da água)
A fim de cobrir as principais características do sistema fluvial e seus utilizadores,
poderão ser julgados necessários vários indicadores. Contudo, para qualquer um
dos locais da ACA, o número de indicadores está limitado a dez (ou menos) de
maneira a tornar possível a gestão do processo. A lista completa dos indicadores foi
elaborada pelos representantes do país na disciplina ­ Cynthia Ortmann, Namíbia;
Wellington Masamba, Botsuana, Carlos Andrade, Angola, ­ conforme apresentado
na Tabela 3.1. Outros detalhes de cada indicador, incluindo as espécies
representativas de cada espécie biológica, estão apresentadas no AnexoB e
detalhados no Capítulo 4.



20

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 3.1 Lista dos indicadores para a (Qualidade de água) e aqueles indicadores
escolhidos para representarem cada local
Locais representados ­ não mais de dez
Número do
Nome do indicador
indicadores por local
Indicador
1 2 3 4 5 6 7 8
1 Condutividade
Életrica
+ + +
2 Turbidez
+ + +
3 Oxigénio
dissolvido
+ + +
4 Temperatura
+ + +
5
potencial hidrogeniônico(Ph)
+ + +
7 Nitrogénio
total
+ + +
8 Fósforo
Total
+ + +
9 Clorofila
a

10









11









etc.











3.1.4
Descrição e localização dos indicadores
(Qualidade de água) Indicador 1
Nome: Condutividade


Descrição: Condutividade eléctrica da água é a capacidade que essa água tem de
conduzir a corrente eléctrica, expressando a concentração total de sais solúveis, ou
a salinidade.A principal consequência do aumento da concentração total de sais
dissolvidos reside no prejuízo das plantas aquáticas, assim como algumas outras
espécies animais que compartilham o mesmo sistema. A análise desse parâmetro
permite verificar de entre vários aspectos, os relacionados com a influência directa e
indirecta da actividade da bacia sob o ponto de vista dos recursos hídricos, quer
dizer, se os mesmos estão a ser influenciados.
Necessidades conhecidas com a água: Extensão do períodos seco e baixo fluxo as
condições podem contribuir para a alta condutividade porque há maior concentração
de sais Na epoca chuvosa, onde se dá um aumento do fluxo verifica-se maior
diluição de sais pode contribuir na redução da condutividade.


(Qualidade de água) Indicador 2

Nome: Turbidez
Descrição: A turbidez é traduzida na quantidade de sólidos em suspensão na água,
por exemplo a erosão das margens dos rios, em estações chuvosas resulta no
aumento da turbidez.


21

EFA Angola Qualidade da Água
Necessidades conhecidas de água: Em épocas chuvosas, há um aumento do fluxo
e consequentemente um aumento da turbidez, divido transporte de material sólido
para os leitos dos rios.

(Qualidade de água) Indicador 3
Nome: Oxigénio dissolvido
Descrição: O oxigénio dissolvido é indispensável na vida dos animais e da maior
parte dos microorganismos que vivem na água
Necessidades conhecidas de água: O oxigénio dissolvido tende a aumentar em
período chuvoso, onde se dá um aumento do fluxo e diminui em período seco onde
há baixo fluxo.

(Qualidade de água) Indicador 4
Nome: Temperatura
Descrição: A temperatura desempenha um papel importante no controlo do meio
aquático, condicionando a influência de determinados parâmetros físico-quimicos, a
temperatura superficial é influenciada por factores tais como latitude, altitude,
estação do ano, taxa de fluxo e a profundidade. Assim sendo a temperatura da água
exerce influencias directas sobre vários organismos aquáticos e sobre o teor de
gases dissolvidos na água principalmente o oxigénio e o gás carbónico.
Necessidades conhecidas da água: A temperatura Tende a ser mais alta
em período de seca onde há diminuição de fluxo, e tende a ser mais baixa
no período chuvoso, onde se dá aumento fluxo.
(Qualidade de água) Indicador 6

Nome: potencial hidrogeniônico (pH)
Descrição: O pH indica a intensidade de acidez ou alcalinidade do meio. Nas águas
superficiais (rios, lagos) o PH é influenciado por diferentes factores tais como a
geologia da região, onde o corpo de água se insere, ou por possíveis fontes de
poluição etc.
Necessidades conhecidas da água: Na estação seca o PH tende a aumentar e
aproximar-se a neutralidade, na estação chuvosas, onde se dá um aumento do fluxo
pH tende a diminuir porque ocorre maior diluição dos compostos dissolvidos e
escoamento das águas é mais rápido.
(Qualidade de água) Indicador 7
Nome: Nitrogénio total
Descrição: O nitrogênio está sempre presente nos ecossistemas aquáticos são mais
abundantemente como um gás. Existem quantidades relativamente pequenas em
formas combinadas de amónia, nitrato, nitrito, uréia e compostos orgânicos
dissolvidos.
O nitrogênio total representa todas as formas de nitrogênio na água, o que inclui as
formas dissolvidas (nitrito, nitrato, íons amônio, uréia), inorgânicas e orgânicas
(nitrogênio orgânico dissolvido, aminoácidos e proteínas).
Necessidades conhecidas da água: Na estação seca onde se verifica um baixo fluxo
e onde o escoamento das águas é mais lento e a decomposição da matéria orgânica
se realiza com maior rápidez verifica-se um aumento da concentração do NT.
Durante a estação chuvosa onde o fluxo é maior e o escoamento é mais rápido a


22

EFA Angola Qualidade da Água
concentração de NT diminuem rapidamente, porque é lixiviado através do sistema
de abastecimento de água.

(Qualidade de água) Indicador8
Nome: Fósforo total
Descrição: O fósforo total é um impotante nutriente para a flora, a concentração de
fosfatos em corpos de águas pode ter origem a partir da descarga industrias ou
domesticas e até mesmo na lixiviação dos solos fertilizados a partir do escoamento
em épocas chuvosas.

Necessidades conhecidas de água: O fosforo total na estação seca onde se verifica
um baixo fluxo e o escoamento das águas é mais lento, a decomposição da matéria
orgânica se realiza com maior rápidez verifica-se um aumento da concentração do
fósforo total. Durante a estação chuvosa onde o fluxo é maior e o escoamento é
mais rápido a concentração da PT diminui.


3.2
Categorias de caudais ­ sítios do rio
Um dos principais pressupostos subjacentes ao processo da ACA a ser usado na
ADT é que é possível identificar de diferentes maneiras as partes do regime do
caudal que são ecologicamente relevantes e descrever sua natureza usando os
registos hidrológicos históricos. Nesse contexto, um dos primeiros passos para
qualquer rio no processo da ACA, é fazer consultas ao ecologista fluvial local afim de
identificar estas categorias mais importantes de caudais do ponto de vista ecológico.
Este processo foi seguido durante o Workshop de Preparação realizado em
Setembro de 2008 e quatro categories de caudais foram acordadas para os locais
da Bacia do rio Okavango:
· Época
seca
(Dry)
· Época de transição 1 (Trans 1)
· Época de inundações (Wet)
· Época de transição 2. (Trans 2)

As divisões sazonais provisórias para os locais 1-5 do rio estão demonstradas na
Imagem 3.5. Estas divisões sazonais serão formalizadas pela equipa de
hidrologistas do projecto em forma de norma dentro do modelo hidrológico. A título
provisório, eles providenciam contribuições valiosas no regime do caudal do sistema
fluvial, sugerindo uma alta variabilidade do caudal dentro do período de um ano, no
Rio Cuebe e uma alta variabilidade do Rio Cubango dentro do periodo de um ano.

Planea-se utilizar caudais sazonais semelhantes para os restantes locais do rio: 6 e
8.



23

EFA Angola Qualidade da Água
120
Wet
100
Trans
n 1
Trans
n 2
Dry
80
Year
Y
2
ear
60
Year
Y
1
ear
Year
Y
3
ear
40
20
0
O
N
D
J
D
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S

Imagem 3.1 Três anos representativos para o local 1: Rio Cuebe em Capico, que
ilustram a divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de
caudais



1200
Wet
1000
Trans 1
Trans 2
Dry
800
Year
Y
1
600
Year
Y
2
Year
Y
3
400
200
0
O
N
D
J
D
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S

Imagem 3.2 Três anos representativos para o local 2: Rio Cubango em Mucindi, que
ilustram a divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de
caudais





24

EFA Angola Qualidade da Água
250
1
Wet
2
Dry
200
ans
ans
Tr
Tr
150
Year 1
ear
Year 2
ear
100
Year 3
ear
50
0
O
N
D
J
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S

Imagem 3.3 Três anos representativos para o local 3: Rio Cuito em Cuito Cuanavale,
que ilustram a divisão aproximada do regime do caudal em quatro
estações de caudais



1000
900
Wet
We
800
Dry
Dr
Tr
T ans 1
r
Tra
Tr n
a s
n 2
s
Dry
Dr
700
600
Year 1
500
Year 2
400
Year 3
300
200
100
0
O
N
D
J
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S

Imagem 3.4 Três anos representativos para o local 4: Rio Okavango em Kapoka (dados
hidrológicos obtidos da estação hidrometrica do Rundo), que ilustram a
divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de caudais




25

EFA Angola Qualidade da Água
1800
1600
Wet
1400
Dry
Trans
n 1
Trans 2
Dry
1200
1000
Year 3
00
Year 2
800
Year 1
600
400
200
0
O
N
D
J
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S

Imagem 3.5 Três anos representatives para o local 5: Rio Okavango nos Rápidos de
Popa (dados hidrologicos obtidos a partir da estação hidrométrica de
Mukwe), que ilustram a divisão aproximada do regime do caudal em quatro
estações de caudais


A análise da bibliografia (Capítulo 4) e recolha de dados e os exercícios de análise
(Capitulo 4.6) se concentra na abordagem do resultado inicialmente esperado a
serem as nove principais perguntas relacionadas com estas estações de caudais
(Tabela 3.2).

Tabela
3.2 Questões a serem abordadas no Workshop de Captação de
Conhecimentos, por indicador e por local. Para todos os efeitos, o `natural'
abarcará na totalidade a vasta gama da variabilidade natural

Número da Época
Resposta do indicador se:
pergunta
1
O inicio ocorre mais cedo ou mais tarde que o modo/média natural
2
Época Seca
Os níveis das aguas são mais altos ou baixo que o modo/média natural
3
Demora-se mais que o modo/médianatural
A duração é mais longa ou mais curta que o modo/média natural - i.e. a
4
hidrografia torna-se mais escarpada ou de menor profundidade
Transição 1
Os fluxos são mais ou menos variaveis que o modo/média natural e assim como a
5
sua extensão
O inicio ocorre mais cedo ou mais tarde que o modo/média natural ­ a
6
Época de
sincronização com a chuva poderá se alterar
inundação
7
Alterada a proporção natural dos diferentes tipos de inundações anuais
8
O inicio ocorre mais cedo ou mais tarde que o modo/média natural
Transição 2
A duração é mais longa ou maus curta que o modo/média natural ­ i.e. a
9
hidrografia torna-se mais escarpada ou de menor profundidade




26

EFA Angola Qualidade da Água
3.3
Categorias de inundação ­ pontos do Delta
As categorias reconhecidas de caudais do rio não são relevantes no Delta, onde
portanto, a inundação é o principal propulsor da forma e do funcionamento do
ecossistema. As principais categorias de inundação reconhecidas pelo modelo de
inundação desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Harry Oppenheimer do Delta
Okavango (HOORC) são usados no presente documento (Tabela 3.3).

Tabela
3.3 Categorias de inundação para o Delta do Okavango conformem
reconhecido pelo modelo de inundação do HOORC
Número
Nome da
Descrição
de
categoria de
categoria
inundação
de
inundação


















27

EFA Angola Qualidade da Água
4
ANÁLISE DA BIBLIOGRAFIA

4.1
Introdução
A inexistência de dados relacionados com a qualidade de águas para os três pontos
selecionados na porção Angolana da Bacia Hidrográfica (Capico, Mucundi e Cuito-
Cuanavale), fez com que a maior parte da base de dados utilizada neste trabalho,
esteje directamente relacionada com as amostragens realizadas a nível da
Avaliação dos Caudais Ambientais (ACA). Entretanto e como base comparativa, fez-
se igualmente recurso a pesquisa bibliográfica, disponível bem seja em fomato
electrónico, como em formato normal.
O Rio Okavango ­ A fonte da vida de John Mendelsohn & Selma el Obeid, foram
também utilizado como consulta, já que incerra aspectos do tipo genérico, que
possibilitaram um enquadramento geral e a partir dos mesmos uma maior
compreensão de alguns elementos relacionados com a disciplina a ser estudada
(qualidade da água).

4.2 Indicador 1 e Condutividade
4.2.1 Principais características do Indicador condutividade

A condutividade eléctrica da água é caracterizada como a capacidade que essa
água tem de conduzir a corrente eléctrica, expressando a concentração total de sais
solúveis, ou a salinidade (BERNARDO, 1995). Quanto maior for àquantidade de
íons dissolvidos, maior será a condutividade elétrica da água.
O parâmetro condutividade elétrica não determina, especificamente, quais os
íons
que estão presentes em determinada amostra de água, mas pode contribuir para
possíveis reconhecimentos de impactos ambientais que ocorrem na bacia de
drenagem.A principal consequencia da concentração total de sais dissolvidos resida
no prejuízo das plantas aquáticas, assim como algumas espécies animais que
compartem o mesmo sistema. A análise desse parâmetro permite verificar de entre
vários aspectos, os relacionados com a influência directa e indirecta da actividade da
bacia sob o ponto de vista dos recursos hídricos, quer dizer, se os mesmos estão a
ser influenciados com o lançamento de efluentes domésticos ou industrias. A
condutividade é uma variável que permite detectar variações nas características
qualitativas da água, pois está relacionada directamente com a concentração dos
iões. Para ESTEVES (1998) a condutividade elétrica, depende da composição
iônica dos corpos de água pode ser influenciada, também pelo volume de chuvas.
Com baixa precipitação e predominância de rochas magmáticas na bacia de
drenagem, a composição da água é, geralmente, determinada por produtos de
intemperismo destas rochas. Com alta pluviosidade e predominância de rochas
sedimentares, a composição iônica da água é determinada pela composição das
rochas. Como a chuva é o principal agente regulador dos cursos de água, espera-
se que ela seja também uma importante variável a ser considerada em estudos
envolvendo a qualidade da água de rios e tributários.



28

EFA Angola Qualidade da Água
Nos sitios visitados (Capico, Mucundi e Cuito-Cuanavale), os valores de
conductividade eléctrica medidos insitu durante as três campanhas, encontram-se
representados nos anexos, mais concretamente nas tabelas 1 até 6.2.
Se compararmos os resultados obtidos nas três campanhas realizadas isto é no fim
da estação seca, principio da estação chuvosa e na estação chuvosa, nota-se que
existem variações significativas; no início da época chuvosa, a condutividade
aumentou devido ao aumento da concentração dos sais provenientes da inter ­
acção rocha água. As áreas de maior relevância são as do Capico e Mucundi. Os
caudais estão directamente relacionados com a estação climática. Dos resultados
obtidos, observa-se que no inicio da época chuvosa a condutividade eléctrica
apresenta-se com valores relativamente superiores aos da estação seca e chuvosa.

4.2.2 Ligação ao caudal
As amostragens realizadas sugerem a seguinte relação: No período chuvoso, dá-se
o aumento do caudal o que implica consequentemente maior competência para
dissolução dos sais contidos nas rochas atravessadas pelo rio.No inicio da época
chuvosa a conductividade eléctrica apresenta-se com valores relativamente
superiores aos da estação seca, tendo decrescido na época chuvosa onde se
verifica a diluição dos sais (tab.1 a 6.2, nos anexos).


4.3
Indicador 2 turbidez
4.3.1 Principais características do Indicador condutividade
Turbidez é atribuído usualmente, aos sólidos em suspensão, que pode ser causado
por metais, areias e matéria orgânica ou biota presente no meio, reduz a
transmissão da luz. Do ponto de vista operacional um sistema de tratamento de
água para fins potáveis um alto grau de turbidez pode compremeter os efeitos de
desinfecção proporcionando um ambiente favorável ao desenvolvimento de
microorganismos, Segundo BRANCO (1986) quando se fala em qualidade de água a
turbidez além de ser um riquisito estético é também um riquisito sanitário.

4.3.2 Ligação com o caudal
A turbidez apresentou-se nos pontos medidos (início da estação chuvosa), valores
muito baixos onde o caudal é mais baixo, com um aumento do caudal na época
chuvosa a turbidez aumentou. Este comportamento é comum já que os efeitos do
transporte de material sólido para os leitos dos rios pode acontecer tendo em conta
o processo de erosão das margens dos rios na estacão chuvosa.Este indicador foi
medido na segunda campanha designada como inicio da estação chuvosa e na
terceira campanha designada como estação chuvosa onde verificou-se um aumento
da turbidez devido a quantidade de matéria orgânica e material rochoso em
suspensão.




29

EFA Angola Qualidade da Água

4.4
Indicador3 Oxigénio dissolvido
4.4.1 Principais características do Indicador oxigénio dissolvido
Uma boa concentração de oxigénio dissolvido num corpo de água depende toda a
vida áquatica aeróbica, isto é aquela que faz uso de oxigénio no seu metabolismo o
lançamento de matéria orgânica como estercos bovinos e não só quando lançados
em corpos de água porporciona o desenvolvimento rápido de microorganismos que
passam a consumir esta matéria orgânica e a competir com os peixes pelo oxigénio
disponível na água. Como a multiplicação de microrganismos é rápida, estes
esgotam o oxigénio dissolvido em curto espaço de tempo e consequentemente, os
peixes morrem por asfixia, em casos extremos, com níveis de concentração de
oxigénio baixo, o curso de água entra em anaerobiose, trazendo consequências
desastrosas ao meio ambiente. Portanto para a manutenção da vida aquática é
indispensável a existência de níveis óptimos de oxigénio dissolvido, apotes
execessivos de matéria orgânica fazem com que tais níveis se reduzem,
propriciando o surgimento de um meio tóxico. Segundo MAIER (1987) em águas
correntes, sob circunstâncias normais, o conteúdo de oxigênio é alto e vária ao
longo do rio, devido as alterações das suas características ambientais e em
conseqüência das condições climáticas. Seu valor indicado não pode ser inferior a
5mg/L, caso contrário o sistema começa a ficar sem oxigeneção.


Um estudo realizado pelo PNUD por CHARLES HOCUTT, em (1997) indicou que o
oxigênio dissolvido ao longo de todo o fluxo das águas do Okavango é geralmente
elevado e próximo das condições de saturação. Em contrapartida, os estudos de
CRONBERG et al (1996) declarou que o conteúdo DO na água foi substancialmente
inferior ao da saturação, isso portanto, reflectido em condições de águas estagnada
em toda a zona húmida. Segundo o relatório de 1998 sobre a Análise de Diagnóstico
Transfronteiriço do Rio Okavango, essas variações de resultado provavelmente
sejem reflexo das relativas fases de progressão das inundações nas áreas
específicas de estudo.

Na planície de inundação e nas piscinas, os níveis de oxigênio são maiores de dia e
menores à noite devido a fotossíntese e também o DO diminuem com a
profundidade e em águas estagnadas e isoladas diminui devido à decomposição da
matéria organica (Bethune 1991 - Kavango Rio Wetlands)

O estudo de Jafet Anderson, 2006, indicou que níveis de oxigênio dissolvido nos
pontos abaixo do rio Cuito e nos pontos de confluência com o Rio Cubango foram
elevados, Parece que o rio Cuito tem um efeito de diluição e leva menos sólidos
dissolvidos e menos oxigênio dissolvido no canal principal antes da confluência.

Nos (Rio Cuebe em Capico, Rio Cubango em Mucundi,) os resultados do oxigénio
dissolvido (OD) medidos insitu, nas três campanhas realizadas, apresentaram
ligeiras variações devido o incremento da matéria orgânica em suspensão tendo a
mesma aumentado na estação chuvosa observando-se a diminuição do OD na
estação chuvosa.O rio Cuito-Cuanavale apresentou variações consideráveis, com
uma diminuição significativa na estação chuvosa, isto é confirma-se os estudos de
Jafet Anderson, 2006, que afirmava que provavelmente o rio Cuito tem um efeito de
diluição levando menos sólidos dissolvidos e menos oxigênio dissolvido no canal
principal antes do ponto de confluência com o rio Cubango, visto que as medições


30

EFA Angola Qualidade da Água
feitas insitu nas três visitas no rio Cuito-Cuanaval foram feitas ao longo do canal
principal e nas margens e os teores OD foram baixos em relação ao Mucundi e
Capico a pesar da influencia antropica e a decomposição da matéria orgânica
estarem na base.
4.4.2 Ligação com o caudal
O oxigénio dissolvido apresentou-se nos pontos medidos ligeiras variações, niveis
altos no fim da estação seca onde o caudal é mais baixo com tendência a diminuir
na estação chuvosa onde o caudal é mais alto isto, devido ao incremento da
quantidade da matéria orgânica.


4.5
Indicador4 Temperatura
4.5.1 Principais características do Indicador Temperatura

A tempertura pode influenciar em quase todos os parâmetros físicos ­ químicos e
biológicos. Toda a biota aquática é climatizada a uma determinada temperatura,
possuindo até temperatura preferencial.A temperatura como efeito físico causa
alterações na viscosidade e densidade, que por consequência causam alterações na
velocidade de sedimentação com elevação ou queda de temperatura a transferência
de gases para a atomosfera é facilitada ocrrendo diminuição de solubilidade dos
gases na água. Nas águas dos rios com pressão atmosférica normal, o aumento de
temperatura diminui as concentrações de saturação de oxigénio. A elevação da
temperatura provoca aumento da concentração da amónia livre e tóxico. Para os
peixes a amónia liberta substancias tóxicas voláteis e aumenta a velocidade da
reacção dos processos químicos e bioquímicos aeróbicos e anaeróbicos e aumento
da actividade metabólica dos organismos aquáticos.
Nos (Rio Cuebe em Capico, Rio Cubango em Mucundi, Rio Cuito no Cuito
Cuanavale) nas três campanhas a Temperaturam registaram pequenas variações
provavelmente essas variações estão relacionadas com a estação do ano, periodo
do dia em que foram feitas as medições.


4.5.2-Ligação com Caudal
A temperatura no início do período chuvoso registou um ligeiro aumento em relação
ao fim da estação seca, onde o caudal é mais baixo. O que quer dizer que a
temperatura em águas rasas nos três rios é determinada pelas radiações solar e
normalmente é muito semelhante à temperatura do ar, não ocorre estratificação no
rio, a água deste sistema fluvial é bem misturada e a temperatura é semelhante e
relativamente constante em relação a profundidade. Na estação chuvosa onde se dá
um aumento do caudal a temperatura tem uma tendência a ser mais alta na
superfície e mais baixa na profundidade em relação ao dia, em relação a noite a
temperatura é mais baixa a superfície e mais alta na profundidade.






31

EFA Angola Qualidade da Água

4.6
Indicador5 Potencial de Hidrogénio (pH)
4.6.1 Principais características do Indicador Potencial de Hidrogénio (pH)

O termo pH (potencial hidrogeniônico) é usado para expressar a intensidade da
condição ácida ou básica de uma solução e é uma maneira de expressar a
concentração do Íon hidrogênio SAWYER et, al(1994). O pH é uma variável
importante no ecossistema aquático, pois são capazes de determinar a dissolução,
precipitação, oxidação e redução de várias substâncias (Bour & Loch, 1995; Gill,
1996; Weiner, 2000).
As medidas de pH são de extrema utilidade pois fornecem inúmeras informações a
respeito da qualidade de águas naturais, variações destes parâmetros são
ocasionados geralmente pelo consumo e/ou produção dedióxido de carbono (CO2),
realizados pelos organismos fotossintetizadores e pelosfenômenos de
respiração / fermentação de todos os organismos presentes na massa
deágua, produzindo ácidos orgânicos fracos (BRANCO, 1986). O pH Indica se
água é acida, básica ou neutra. Se estiver em torno de 7, água neutra; menor que 6
ácida e maior que 8 básica.
Segundo Maier (1987) uma pequena diminuição no pH pode estar associado ao
aumento no teor de matéria orgânica que leva a conseqüente queda na quantidade
de oxigênio dissolvido
O pH é muito influenciado pela quantidade de matéria morta a ser decomposta,
sendo que quanto maior a quantidade de matéria orgânica disponível, menor o pH,
(AYRES & WESTCOT, 1991).
Carvalho et al. (2000) afirmam que com o aumento das chuvas, o pH tende a
subir e aproximar-se da neutralidade, pois ocorre maior diluição dos
compostos dissolvidos e escoamento é mais rápido. Isso é causado pelo
aumento no volume de água que faz com que a acidez da água diminua.


4.6.2-Ligação com Caudal
No fim da estação seca onde o caudal é mais baixo registou-se um Ph ligeiramente
mais alto em relação a estação chuvosa onde o caudal é mais alto o que significa
que os três sítios medidos tem uma tendência na diminuição do PH durante a
estação chuvosa ao longo do canal principal e das margens devido o incremento da
matéria orgânica.


4.7 Indicador7 Nitrogénio Total
4.7.1 Principais características do Indicador Temperatura

O nitrogênio total representa todas as formas de nitrogênio da água, o que inclui as
formas dissolvidas (nitrito, nitrato, íons amônio, uréia), inorgânicas e orgânicas
(nitrogênio orgânico dissolvido, aminoácidos e proteínas); e até um certo ponto pode
indicar a produtividade do sistema.
O nitrito, a forma reduzida parcialmente do nitrato, está presente na água em
quantidades insignificantes (GOLDMAN & HORNE). O nitrito em águas anóxicas é


32

EFA Angola Qualidade da Água
convertido em amônia. O nitrito como produto intermediário da oxidação da amônia
ao nitrato, provavelmente tenha sua produção dificultada nos ambientes onde ocorra
falta de condições oxidantes. Córregos poluídos podem conter até 2 mg/l de NO2-N.
O nitrito pode causar um problema respiratório pela formação de metahemoglobina,
a qual reduz a capacidade de transporte de oxigênio no sangue. Esta falta de
oxigênio nos tecidos pode produzir uma condição fatal conhecida como "blue baby".

Nitrato (NO3-N)
A taxa de NO3-N para NH4-N em água doce é variável em relação às fontes de
ambas de nitrogênio combinado. Em áreas onde as fontes naturais de No3-N são
baixas, a taxa pode aproximar em 1:1; onde ocorre de leve a moderada
contaminação por despejos ou por onde há aplicação de fertilizantes nitrogenados
contaminando águas, taxas na faixa de 1:10 são encontradas comumente (WETZEL,
1983). Segundo GOLDMAN & HORNE (1983) o nitrato, em contraste com outras
formas nutrimentais como amônia, fosfato ou íons metálicos, move-se livremente
pelo solo com as superfícies aquáticas. É a forma mais altamente oxidada de
nitrogênio e é usualmente a forma mais abundante de nitrogênio inorgânico
combinado. O nitrato não é tóxico nas quantidades encontradas em lagos e rios
(cerca de 1 mg por litro). Água potável padrão para os humanos devem apresentar
menos de cerca de 10 mg/l de NO3-N; e mesmo em altos níveis os maletícios à
saúde provocados pelo nitrato são aparentemente pequenos.


Amônio (N-NH +

4 )

A amônia na água está presente como NH +
4 (iões amônio) e NH4OH não dissociado,
e é gerada como produto primário final da decomposição de matéria orgânica por
bactérias heterotróficas (diretamente de proteínas ou de outros compostos
nitrogenados). Os iões amônio são muito mais reativos do que nitrato devido a sua
alta energia química. A importância da amônia está na sua assimilação pelo
Fitoplancton com menor gasto energético que a assimilação de nitrato, o que requer
ainda presença de enzima. (WETZEL, 1983;PAYNE, 1986).

A toxicidade da amônia para animais e plantas aquáticas é de grande importância. O
gás amônia (NH3) dissolve-se muito facilmente na água e forma hidróxido de amônia
(NH4OH), o qual dissocia produzindo amônio (NH4+) e iões hidroxila (OH-). Em
condições ácidas a porcentagem de NH4OH decresce e em condições alcalinas ela
aumenta. O NH
+
4OH não dissociado é tóxico, mas o ião NH4 não é perigoso. A
toxicidade do NH4OH varia não somente com o pH, mas também com a
temperatura, oxigênio dissolvido, dureza e conteúdo de sais da água (GOLDMAN &
HORNE, 1983).

4.7.2 Ligação com o caudal
O grau de pureza da bacia do Okavango indica que é extremamente
deficiente em nutrientes (Obeid Mendelsohn J & S, 2004). A concentração é
mais levada na estação seca onde o caudal é baixo em relação a estação
chuvosa onde o caudal é alto verifica-se uma rápida diluição .



33

EFA Angola Qualidade da Água
4.8 Indicador8 Fosforo total
4.8.1 Principais características do Indicador Temperatura Fósforo
O fósforo na água ocorre em formas orgânicas e inorgânicas. A maior parte do
fosfato inorgânico presente na água está na forma de ortofosfato (PO4-3), com
poucas quantidades de monofosfato (H PO -2
-
4 ) e dihidrogenofosfato (H2PO4 ). Fósforo
orgânico dissolvido usualmente representa o volume do fósforo solúvel total. Uma
pequena fracção do fósforo total é comum em apresentar-se em forma coloidal com
alto peso molecular. Na maioria dos ambientes aquáticos, o fósforo total em
particulas está presente em quantidades muito maiores que o fósforo solúvel.
(GOLDMAN & HORNE, 1983). O fósforo é um elemento indispensavel na água,
necessária para o crescimento das plantas e animais. A sua concentração em
águas puras é geralmente baixa. O PT encontra-se em corpos de água como
um elemento natural, encontra-se em rochas e solos e também provem a
partir das actividades humanas. O fósforo total inclui fósforo orgânico e
fosfato inorgânico. Fósforo orgânico determina a vida de plantas e animais,
enquanto que o fosforo inorgânico consiste em íons ligados a partículas
provinientes do solo e do fosfato presente em detergentes de para usados na
lavagem da roupa. Dados sobre este indicador no sistema fluvial do
Okavango relaciona de grau de pureza do Rio Okavango com a indicação de
extrema deficiencia em nutrientes (Obeid Mendelsohn J & S, 2004).

4.8.2 Ligação com o caudal
Da Silva e Esteves: Relatam que as concentrções do fósforo total e nitrogénio
total na água passam a ser maior no período seco em relação ao período
chuvoso.

A concentração da PT é mais levada na estação seca onde o caudal é mais
baixo. Na estação chuvosa onde o caudal é mais alto a concentração é mais
baixa.










34

EFA Angola Qualidade da Água
5. Resumo

5.1 Metodologia para recolha e análise de dados
Para as três unidades selecionadas na porção Angolana da Bacia, a recolha das
amostras de água foram feitas sempre no ponto junto da estação hidrométrica, e
cerca de 500 metros a montante e a juzante do ponto da estação selecionada
(correspondendo assim a três perfis para cada unidade homogénea da bacia
hidrografica).
As recolhas das amostras foram feitas de forma que para cada perfil, não somente
se recolhesse a parte da lâmina de água mais superficial, mais sim até
sensivelmente uns 50cm de profundidade, o que garante uma homogenização da
amostra para a citada profundidade.
Os 500 metros estabelecidos como distância, tiveram como critério a morfologia
fluvial.
Os parâmetros físicos foram medidos insitu, utilizando uma sonda multiparamétrica
portátil modelo,Cyber Scan Series600 Water proof da (EUTECH INSTRUMENTS).
Para o caso da turbidez, medida no laboratório, o modelo utilizado é o turbidimeter
TN -100 (EUTECH INSTRUMENTS).
Para o caso das análises químicas (Nitrogénio total e fósforo total), as mesmas não
foram realizadas no laboratório da Faculdade de Ciências da Universidade
Agostinho Neto, por falta de reagentes. Estas análises químicas foram realizadas
nos laboratórios da (EPAL e o instituto de investigação pesqueira e na Namibia).
A metodologia utilizada nos laboratórios do EPAL e Ministério das Pescas nos
processo analítico, para o caso do nitrogênio e fosforo total é a descrita em
VALDERRAMA (1981)


Nitrogênio Total ­ Metodologia descrita em VALDERRAMA (1981)

O nitrogênio total representa todas as formas de nitrogênio da água, o que inclui as
formas dissolvidas (nitrito, nitrato, íons amônio, uréia), inorgânicas e orgânicas
(nitrogênio orgânico dissolvido, aminoácidos e proteínas); e até um certo ponto pode
indicar a produtividade do sistema.


Princípio do Método:
Em solução moderadamente alcalina (pH entre 8,0 e 11,5) o radical amônio reage
com hipoclorito de sódio formando monocloramina. Este produto formado em
presença de fenol e um excesso de hipoclorito catalizado por nitroprussiato iônico
forma o azul de indofenol, o qual obedece a lei de Beir com concentrações inferiores
a 500 µg/1 de N-NH3.


REAGENTES:
a) Todos os reagentes devem ser preparados em água "livre" de amônia (água
bideionizada ou deionizada fervida).



35

EFA Angola Qualidade da Água
Koroleff recomenda o seguinte método: Para cada litro de água contido em
um balão de destilação, adicionar 15 ml de solução 0,5 N de NaOH e 1 g de
H2S2O8. Ferver durante 10 minutos e então conectar ao condensador e
destilar até a obtenção de um resíduo de aproximadamente 150 ml.
Preferivelmente utilizar um sistema fechado. O destilado recente é livre de
nitrogênio e amônia.

A água destilada pode ser usada, mas deverá ser tratada antes de sua
utilização. Pode-se alternar ferver a água destiladai durante dez minutos.
Evitar contaminações por fumaça.


b) Solução de NaOH 0,5 N (Merck)
c)
Dissolver 20 g de NaOH em água destilada livre de amônia e diluir para 1000
ml em balão volumétrico.Guardar em frasco de polietileno em temperatura
ambiente.

d) Reagente Fenol (Merck)
Disssolver 38 g de Fenol (C6H5OH), 400 mg (0,4 g) de nitroprussiato de
A curva padrão para leitura espectrofotométrica é a mesma efetuada para
íons amônio.


Reagente de Oxidação (RO)
Preparar a solução de NaOH 1 M da seguinte maneira: Dissolver 40 gramas
de NaOH da MERCK em 1000 ml de água deionizada.

Dissolver 50 g de Persulfato de Potássio (K2S2O3) da MERCK e 30 g de
ácido bórico (H3BO3) da MERCK em 350 ml da solução de NaOH 1 M
(preparada anteriormente), completar até 1000 ml com água destilada.
Guardar em frasco âmbar em temperatura ambiente (Estável por 6 a 8
meses). Este reagente é o mesmo utilizado para Fósforo Total.


Procedimento:
30,0 ml da amostra sem filtrar
4,0 ml de reagente de oxidação (RO). Agitar
Tampar com rolha e papel alumínio
Autoclavar a 1 atm, 120 ºC, durante 30 minutos.
Esfriar e agitar.
Em frascos plásticos apropriados, colocar:
0,60 g de cádmio, amalgamado recentemente
10 ml de amostra autoclavada
3,0 ml de solução de cloreto de amônia 2,6%
1,0 ml de solução de bórax 2,1 %
Fechar e levar para agitar 20 minutos ( agitadora electromagnetico)
A seguir:
7 ml de amostra
1 ml de sulfanilamida. Agitar
1 ml de N ­ (1-naftil) ­ etilenodiamida (Aguardar 4 a 6 minutos)
Leitura no espectrofotômetro a 543 nm em cubeta de 1 cm
A curva padrão para leitura espectrofotométrica é a mesma efetuada para
íons amônio.



36

EFA Angola Qualidade da Água

Reagente de Oxidação (RO)
Preparar a solução de NaOH 1 M da seguinte maneira: Dissolver 40 gramas
de NaOH da MERCK em 1000 ml de água destilada.
Dissolver 50 g de Persulfato de Potássio (K2S2O3) da MERCK e 30 g de
ácido bórico (H3BO3) da MERCK em 350 ml da solução de NaOH 1 M
(preparada anteriormente), completar até 1000 ml com água destilada.
guardar em frasco âmbar em temperatura ambiente (Estável por 6 a 8
meses). Este reagente é o mesmo utilizado para Fósforo Total.

Dihidratado (Na2Fe(CN)5NO.2H2O) em 1000 ml de água livre de amônia. O
fenol pode apresentar leve coloração.

Guardar em frasco de vidro âmbar em refrigerador bem fechado. Este
reagente é estável durante 1 ano.


e) Solução de Citrato trissódico (Merck)
Dissolver 240g de C6H5Na3O7. 2H2O em aproximadamente 500 ml de água
destilada livre de amônia. Tornar a solução alcalina com 20 ml de NaOH 0,5
N. Adicionar algumas pérolas de vidro e remover a amônia por fervura até a
obtenção de um volume inferior a 500 ml.
Resfriar e diluir para 500 ml com água deionizada livre de amônia. guadar em
frasco âmbar fora da geladeira.

f) Reagente de Hipoclorito
Diluir 2,5 ml de solução de Hipoclorito de Sódio P.A. em 47,5 ml de solução
de NaOH 0,5 N que deve ser preparada na hora.
Esta solução deverá ser padronizada freqüentemente com tiossulfato de
sódio para testar a quantidade de cloro disponível. Proceder da seguinte
maneira: Dissolver aproximadamente 0,5 g de KI ou NaI em 50 ml de H2SO4
0,1 N. Adicionar 10 ml de solução de hipoclorito e titular o iodo liberado com
solução NaS2O3 0,1 N, de maneira usual, utilizando solução de amido como
indicador. 10 ml desta solução de tiossulfato de sódio correspondente a 3,54
mg de cloro ativo.

A solução de hipoclorito de Sódio P.A. deve ser mantido no refrigerador (4
ºC).
g) Solução stoque de Cloreto de Amônio MERCK (140.000 µg-N/L)
Secar 60 mg (0,06 g) de NH4CL a 100 ºC, durante 2 horas, resfriar em
dessecador, pesar 53,5 mg e dissolver em 100 ml de água destilada, livre de
amônia. Preserva-la com uma gota de clorofórmio.
Manter em frasco de vidro no refrigerador. Esta solução é estável por vários
meses.

Tabela da relação AMÔNIO e NITROGÉNIO TOTAL
Estoque Diluição (ml de água
Concentração
(ml)
destilada
desejada (mg/l)
0,025 500 7,0
0,05 500 14,0


37

EFA Angola Qualidade da Água
0,1 500 28,0
0,2 500 56,0
0,4 500 112,0
0,5 500 140,0
1,0 500 280,0
2,0 500 560,0

Dihidratado (Na2Fe(CN)5NO.2H2O) em 1000 ml de água livre de amônia. O
fenol pode apresentar leve coloração.

Guardar em frasco de vidro âmbar em refrigerador bem fechado. Este
reagente é estável durante 1 ano.


600

500


400
Diluição (ml de água

destilada
300

Concentração desejada
(mg/l)

200

100

0

0,03 0,05 0,1
0,2
0,4
0,5
1
2


Fig. ... - Curva Padrão do Amónio e Nitrogénio Total

Reagente de Oxidação (RO)
Preparar a solução de NaOH 1M da seguinte maneira: Dissolver 40 gramas de
NaOH da MERCK em 1000 ml de água deionizada.
Dissolver 50 g de Persulfato de Potássio (K2S2O3) da MERCK e 30 g de ácido bórico
(H3BO3) da MERCK em 350 ml da solução de NaOH 1 M (preparada anteriormente),
completar até 1000 ml com água deionizada.
Guardar em frasco âmbar em temperatura ambiente (Estável por 6 a 8 meses). Este
reagente é o mesmo utilizado para Fósforo Total.

Procedimento:
35,0 ml da amostra
1,0 ml da solução de citrato trissódico. Agitar
1,0 ml da solução de fenol. Agitar
1,0 ml do reagente de hipoclorito. Agitar
Manter no escuro, em repouso, no mínimo durante 3 horas.
Leitura a 630 nm em cubeta de 1 cm.


Para o caso do fósforo Total

Fósforo Total - De acordo com VALDERRAMA (1981)



38

EFA Angola Qualidade da Água

O fósforo total além de conter as formas dissolvidas, tratadas anteriormente,
apresenta as formas de fósforo particuladas não disponíveis à absorção imediata
pelo fitoplâncton, ou seja, dá uma medida do conteúdo de todas as formas de
fósforos presentes na água.

REAGENTES:
Reagente de Oxidação (RO)
Preparar a solução de NaOH 1 M da seguinte maneira: Dissolver 40 gramas de
NaOH em 1000 ml de água deionizada.
Dissolver 50 g de Persulfato de Potássio (K2S2O3) e 30 g de ácido bórico (H3BO3) em
350 ml da solução de NaOH 1 M (preparada anteriormente), completar até 1000 ml
com água deionizada.
Estocar em frasco âmbar em temperatura ambiente (Estável por 6 a 8 meses).

A curva padrão é a mesma utilizada para o fosfato total dissolvido e fosfato
orgânico.
Procedimento:

30,0 ml da amostra sem filtrar
4,0 ml de reagente de oxidação (RO). Agitar
Tampar com rolha e papel alumínio
Autoclavar a 1 atm, 120 º C, durante 30 minutos.
Esfriar

Adicionar 3,4 ml de reagente misto. Agitar
Leitura após 30 minutos, a 882 nm, em cubeta de 5 cm. Caso as amostras estiverem
muito concentradas, utilizar cubeta de 1 cm.

Para o caso da clorofila, é-nos impossível apresentar os resultados nesta fase do
projecto devido a sensibilidade que a própria analise exige e por falta de uma sonda
que faça essa medição no terreno.





39

EFA Angola Qualidade da Água
5.2 Resultados

Os resultados serão apresentados em função de cada um dos locais selecionados
na unidade homogenea da bacia.


Tabela 5.2. 1: Valores médios da Condutividade para o CUITO CUANAVALE
C UITO C UA NA V A L E

18
16,42
Média para cada
Estação
16
epoca de amostragem
14
trica
11,8
10
Fim da seca (14/10/08)
12
10
)

10

cm
8
S/
16,42
Inicio da chuvosa (T)
6
(


(18- 19/10/09)
4
11,8
Chuvosa ( /03/09)
2
Conductividade eléc
0

14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009

Para o caso do Rio Cuito, os valores obtidos para os perfis encontram-se
representados na tabela em anexo.
A condutividade elétrica no rio Cuito teve uma ligeira variação que oscilou em média
na estação seca 10(S/cm) verificando-se um aumento para 16,3(S/cm) no
inicio da estação chuvosa, na estação chuvosa a conditividade volta a baixar
para 11,8(S/cm) esses valores ilustram a variação do indicador condutividade
elétrica relacionados com as características litologicas da região onde se verifica
uma concentação minima de sais durante o fim da estação seca, tendo aumentado
essa concentração de sais com o aporte proviniente da desagregação das rochas da
formação Kalahari isso no inicio da estacão chuvosa, com o aumento do caudal é
possível observar o decréscimo nos valores de condutividade na época de cheia,
(estação chuvosa) esses resultados refletem a diluição das águas do rio Cuito e
consequentemente a diluição dos sais devido aos altos índices de precipitação
pluviométrica na região. Considerando que a condutividade elétrica reflete a
concentração de íons em solução.






40

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 5.2. 2: Valores médios de pH
C UITO C UA NA V A L E
(Potencial de Hidrogénio) das
campanhas realizadas

6,9
6,78
6,8

6,7

6,6
6,52

6,5
6,37
Média para cada ponto
Estação
6,4



6,3
l
de
De amostragem

6,2
cia
n
6,78
Fim da seca (14/10/08)

6,1
6,52
Inicio da chuvosa (T)
14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009
(Pote
(18- 19/10/09)

Hidrogénio)
pH
6,37
Chuvosa ( /03/09)


Os pontos medidos nas três estações apresentaram valores de pH em média entre
(fim da estação de seca) 6,71 (inicio da estação da chuvosa) 6,52 (estação chuvosa)
6,37.O quer dizer que houve uma diminuição de pH no inicio da estação chuvosa e
na estação chuvosa, o pH mais alto registou-se no fim da estação seca em relação a
época chuvosa nota-se que há uma estreita relação entre as comunidades de
vegetais, animais e o meio aquático, actuando directamente nos processos de
permeabilidade da membrana celular, interferindo portanto, no transporte iônico intra
e extracelular.
A redução dos valores de pH durante o início da estação chuvosa e estação
chuvosa está possivelmente, relacionada com o maior aporte de matéria organica
em decomposição. Porque o pH é muito influenciado pela quantidade de matéria
morta a ser decomposta,
sendo que quanto maior a quantidade de matéria orgânica disponível, menor o
pH, pois
quando há decomposição de materiais muitos ácido são produzidos (ácidos
húmicos).
Todos os pontos de amostragem indicam que as águas do rio Cuito encontram-se
próximo da neutralidade em épocas seca e tendência a acidas em épocas chuvosas



Tabela 5.2. 3: Valores médios de
Oxigénio Dissolvido das
campanhas realizadas




Média para cada
Estação
ponto de amostragem
6,1
Fim da seca (14/10/08)
5,68
Inicio da chuvosa (T)
Oxigénio
(18- 19/10/09)
Dissolvidp (mg/l)
3,88
Chuvosa ( /03/09)






41

EFA Angola Qualidade da Água
Os teores de oxigênio dissolvido (OD) nas águas do rio Cuito nas estações
medidas variam em média entre 6,1 (fim da estação seca) 5,68 (inicio da estação
chuvosa) e 3,88 (estação chuvosa). É de salientar que a variação é consideravel
podendo verificar-se uma redução drástica no período de cheias (estação chuvosa)
provavelmente isso tenha ocorrido devido ao aumento do caudal que não se fez
acompanhar de um acréscimo do gradiente nem aumento da secção do leito do rio
estando o rio numa condição de pouco fluxo e acentuada quantidade de matéria
orgânica já que eta matéria orgânica contribui para a diminuição de OD, porque
essa matéria orgânica é decomposta por microorganismos que utilizam o
oxigênio na respiração. Assim, quanto maior a carga de matéria orgânica, maior
o número de microorganismos decompositores e conseqüentemente, maior o
consumo de oxigênio. Assim como também pode ser uma má calibração da
sonda que foi utilizada para a medição do referido parâmetro.


Tabela 5.2. 4: Valores médios de temperaturas
C UITO C UA NA V A L E
das campanhas realizadas no CUITO
1,6
CUANAVALE
1,36
1,4

1,2
0,98
Média para cada
Estação
1


ponto de amostragem
0,8

Fim da seca (14/10/08)

0,6
0,4
0,98
Inicio da chuvosa (T)

0,2
(18- 19/10/09)

0
Turbidez (NTU)
1,36
Chuvosa ( /03/09)
14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009
A
turbidez expressa a quantidade de material em suspensão e pode ser usada como
uma medida directa dessa quantidade. Os sólidos em suspensão, que são
transportados pelas

águas como a silte, argila, detritos orgânicos e plâncton em geral contribuem para a
elevação da turbidez.A turbidez medida ao longo do canal principal do rio Cuito,
oscilararam em média entre 0,98NTU isto é no (inicio da estação chuvosa) e 1,36
NTU na (estação chuvosa) o que indica um aumento da turbidez na época de cheias
(estação chuvosa). A maior parte dos rios turbidez aumenta após chuvas e
inundações devido a erosão dos solos.
Tabela 5.2. 5: Valores médios de turbidez das campanhas realizadas

C UITO C UA NA V A L E
Média para cada
Estação


ponto de amostragem
r
aºC
30
26
Fim da seca (14/10/08)

29,20
29
29,20
Inicio da chuvosa (T)
(18- 19/10/09)
28

27,3
Temperatu
27,3
Chuvosa ( /03/09)
27
26
26

25

24

14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009



42

EFA Angola Qualidade da Água
Temperatura ­ Determinada espécie animal ou cultura vegetal cresce melhor dentro
de uma faixa de temperatura. O mesmo para animais aquáticos, e geralmente
reconhece-se três grupos de temperatura: água fria, água morna e água quente.
Espécies de peixes de água quente crescem melhor a temperatura de 25ºC, mas se
a temperatura ultrapassar os 32-35º C, o crescimento pode ser prejudicado. Outros
organismos como por exemplo, bactérias, fitoplâncton, e plantas com raízes, e
processos químicos e físicos que influenciam a qualidade do solo e da água também
respondem favoravelmente ao aumento de temperatura. Microorganismos
decompõem a matéria orgânica mais rápido a 30º que a 25ºC a taxa da maioria dos
processos que afetam a qualidade da água e do solo dobram a cada aumento de
10ºC na temperatura. Mesmo nos trópicos onde a temperatura é relativamente
constante, pequenas diferenças nas temperaturas das estações podem influenciar o
crescimento dos peixes.Para o caso do Cuito Cuanaval a temperatura no fim da
estação seca em media oscilou entre 26ºC no incio da da estação chuvosa 29,2ºC
estação chuvosa27,3ºC, o que quer dizer que a temperatura tende a subir durante
no inicio da estação da chuvosa mais nunca ultrapassando os 30ºC e volta a baixar
na estação chuvosa devido ao aumento da espessura da lamina de água. Estas
temperaturas foram medidas ao longo do canal principal e das margens em
diferentes períodos e horas do dia e numa profundidade aproximadamente de 50cm,
provavelmente tenha influênciado os resultados das médições.

Nitrgenio total ­
Para o rio Cuito os valores obtidos não mostram uma grande
variaçao ao longo dos dois perfis establecidos, em média os valores oscilaram entre
1,83mg/l estes valores foram medidos no inicio da estação chuvosa, e na estação
chuvosa em média os valores foram <0,5 mg/l a tendência é a diminuição da
concentração do nitrogénio no período da inundação ( estação chuvosa).

Fósforo total-Assim como o nitrogénio é um importante nutriente para a flora e pode
contribuir com fenómeno de eutrofização a concentração de fosfatos em corpos de
agua pode ter origem apartir de descargas de material industrial ou domestico ou
apartir da lixiviação do solo com fertilizantes e pesticidas assim como pode ter
origem apartir do escoamento em épocas de chuvas.É de salientar que no Cuito
Cuanaval as medições feitas podem ser estimadas em média de0,23mg/l no inicio
da estação chuvosa e <0.2 mg/l na estação chuvosa. Há uma tendecia de diluição
do fósforo total, estes valores provavelmente sejem considerados baixos devido a
falta de agricultura intensa onde não se regista o uso de fertilizantes, adubos e
pesticidas a base de fósforo e nitrogenio, consequentemente não há lixiviação
destes nutrientes apartir dos solos.



















43

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 5.2. 6: Nitrogênio e Fósforo Totais para o Cuito Cuanavale
Data
Estação
N.T. (mg/l)
F.T.(mg/l)
14 e 15-10-2008
Fim Seca
--- ---
18 e 23-11-08
Chuvosa (Início)
1,83 0,26
10 e 13-03-2009
Chuvosa
0,4 0,1





2
1,83

1,8
1,6

1,4
1,2
Nitrogénio Total

1
Fósforo Total
0,8

0,6
0,4
0,4
0,26

0,1
0,2
Fig. ... - Histograma dos
0
C A P IC O

Nitrogênio e Fósforo Totais
14 e 15-10-2008
18 e 23-11-08
10 e 13-03-2009

42,80
45
40,71
40

35
30
Média para cada
Estação
25

20
ponto de amostragem
20
15
20
Fim da seca (14/10/08)
10
40,71
Inicio da chuvosa (T)
5
(18- 19/10/09)
0
Condutividade
42,80
Chuvosa ( /03/09)
14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009


A condutividade elétrica
no rio Cuebe teve uma ligeira variação que oscilou na
estação seca, nos três pontos medidas entre 20 (S/cm) no fim da estação e 40,7
(S/cm) no inicio da estação chuvosa e 42,8(S/cm) na estação chuvosa. Os
resultados confirmam que, a ausência dos granitos de tipo regional no leito do rio,
possibilitou um maior contacto entre as águas período de inundação (estação
chuvosa), com as formações geológicas existentes (Kalahari), verificando desta
forma o contínuo aumento da conductividade eléctrica.
Tabela 5.2. 7: Valores médios de pH (Potencial de Hidrogénio) das campanhas
realizadas

C A P IC O


7,2
7,08
7
Média para cada ponto
Estação
e


de amostragem
6,8
6,71
ncial d
7,08
Fim da seca (14/10/08)
6,6
6,71
Inicio da chuvosa (T)
6,37
6,4
(Pote
Hidrogénio)
(18- 19/10/09)
PH
6,2
6,37
Chuvosa ( /03/09)
6
14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009



44

EFA Angola Qualidade da Água


PH ­ o rio Cuebe no Capico

Os pontos medidos dos perfis seleccionados apresentaram valores de pH em média nos pontos
medidos entre 7,13 (estação de seca) e 6,71 (inicio da estação chuvosa) 6,37 (estação chuvosa)

O quer dizer que houve uma diminuição progressiva do Ph no início da estação chuvosa e na

estação chuvosa. O ph mais alto registou-se na época seca em relação a época chuvosa. Com o
aumento do caudal, houve uma inundação da margem direita em relação a estação hidrometrica,

verificando-se assim plantas submersas na zona de inundação e a degradação das mesmas

aumentando a concentração da matéria orgânica e provavelmente tornando o Ph mais ácido.



Tabela 5.30 ­ Valores médios de

Oxigénio Dissolvido das campanhas

C A P IC O
realizadas

Média para
6,59
Estação
7

cada ponto
5,56
g/l)

6
de amostragem
(
m
5


4
Fim da seca
6,59
3
(14/10/08)
2
Oxigénio Diss
Inicio da chuvosa (T)
5,56
1
(18- 19/10/09)
0

14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009

Os teores de oxigênio dissolvido (OD) nas águas do rio Cuebe ao longo dos perfis
medidos 6,59mg/l (inicio da estação chuvosa) e 5,56mg/l (estação chuvosa). É de
salientar que o índice de comparação entre as três estações médidas
respectivamente houve maior concentração de OD no início da estação chuvoso.Os
valores medidos de OD indicam que há uma maior oxigenação no inicio da estação
chuvosa em relação a estação chuvosa onde se verifica uma diminuição o aumento
acentuado da quantidade de matéria orgânica, provavelmente estejam na base da
diminuição de OD.

C AP IC O
Tabela 5.3. 1:Valores médios de turbidez das
7
campanhas realizadas
6

5
4,20
4
3,07
Média para cada ponto
Estação
3

de amostragem
Fim da seca
2
-
(14/10/08)
1
3,07
Inicio da chuvosa (T)
0
(18- 19/10/09)
14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009
Turbidez(NTU)
4,20
Chuvosa ( /03/09)


45

EFA Angola Qualidade da Água

A turbidez medida ao longo dos perfis traçadas no rio Cuebe oscilararam
em média entre 3,13 NTU isto é no início da estação chuvosa, já que no
fim da estação seca não se fez medição, 4,2 NTU na estação chuvosa.
Verifica-se um aumento da turbidez devido ao transporte das partículas
vindas a partir da erosão das margens rio e da litologia que caracteriza a
área.
Média para cada
Estação
Tabela 5.3. 2

ponto de amostragem
r
aºC

26
Fim da seca (14/10/08)

27,51
Inicio da chuvosa (T)
(18- 19/10/08)

Temperatu
24,80
Chuvosa ( 11/03/09)



C A P IC O

28
27,51

27

26

26
24,80

25

24

23

14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009

Temperatura
Para o caso do Capico a temperatura no fim da estação seca em
media oscilou enrte 26ºC no incio da da estação chuvosa27,51ºC estação
chuvosa24,8 ºC o que quer dizer que a temperatura é mais alta durante o inicio da
estação das chuvas mais nunca onde a lamina de água é menor em relação a
estação chuvosa onde volta baixar devido ao aumento da espessura da lamina de
água. Estas temperaturas foram medidas ao longo do canal principal e das margens
onde não se registrou variações significativas nas correspondentes estações (fim da
estação seca inicio da estação chuvosa e estação estação) e em diferentes
períodos do dia e horas a uma profundidade aproximadamente de 50cm.










46

EFA Angola Qualidade da Água
Nitrogénio total ­ Para o rio Cueber os valores obtidos não mostram uma grande
variaçao ao longo dos pontos dos três perfis establecidos, em média os resultados
variam entre 2,33mg/dm2 (inicio da estação chuvosa) e <0.5 mg/dm3 na (estação
chuvosa) verificando-se um decrescismo, devido a diluição do NT como
consequência do aumento do caudal.

Fósforo total-Assim como o nitrogénio o fósforo é um importante nutriente, a
concentração de fosfatos em corpos de agua provavelmente tenham origem a partir
do escoamento em épocas de chuvas.É de salientar que as medições feitas pode-se
estimar uma média de; 0,26 (inicio da estação chuvosa) e< 0,2 (estação chuvosa)
estes valores da concetração tem a baixar, varifica-se uma certa diluição na estação
chuvosa.


2

1,75
1,8

1,6
1,4

1,2
Nitrogénio Total
1

Fósforo Total
0,8

0,6
0,40
0,4
0,26

0,17
0,2
0

14 e 15-10-2008
18 e 23-11-08
10 e 13-03-2009


MUCUNDI

Tabela 5.3. 3: ­ Valores médios de Oxigénio Dissolvido das campanhas realizadas
MUC UNDI


60
48,76
50
Média para cada
Estação
40

35,6
40
ponto de amostragem
40
Fim da seca (14/10/08)
30
48,76
Inicio da chuvosa (T)
20
(18- 19/10/09)
10
Condutividade
36,6
Chuvosa ( /03/09)
0

14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009

A condutividade elétrica no rio Cubango oscilou em média entre 40 (S/cm) na
estação seca, 48,76 (S/cm) no inicio da estação chuvosa 35,6 (S/cm) na
estação chuvosa.
Os resultados das análises físico-químicas confirmaram que o fim da estação seca
verifica-se uma grande concentração de sais em águas com fluxo baixo, no incio da
estação chuvosa há um incremento da condutividade provavelmente seja devido as
características da própria litologia e a interação rocha água, na estação chuvosa


47

EFA Angola Qualidade da Água
devido o incremento do caudal verifica-se maior diluição dos sais e
consequentemente a diminuição da condutividade.


Tabela 5.3. 4: Valores médios de PH das 7,2
7,1
7,1
Média para cada
Estação
7
6,9

ponto de
6,8
l
de

amostragem
6,67
6,7
cia
7,1
Fim da seca
n
6,6
6,54
(14/10/08)
6,5
(Pote
Hidrogénio)
6,67
Inicio da chuvosa (T)
6,4
pH
(18- 19/10/09)
6,3
6,54
Chuvosa ( /03/09)
6,2
14 e 15102008
18 e 231108
10 e 13032009
campanhas realizadas
pH ­ o rio Cubango no Mucundi
Os pontos medidos nas diferentes estações apresentaram valores de pH em média
entre 7,1 (estação de seca) 6,66 (inicio estação da chuvosa) 6,54 na (estação
chuvosa). O quer dizer que houve uma diminuição de Ph progressivamente no inicio
da estação chuvosa e na estação chuvosa. O PH mais alto registou-se na época
seca em relação a época chuvosa. Provavelmente na estação chuvosa houve menor
concentração de iões e o um incremento da matéria orgânica que fez com que o Ph
se tornasse ligeiramente mais ácido.

MUCUNDI
MUC UNDI
Tabela 5.3. 5: Valores médios de Oxigénio
8

Média para cada
Estação
6,67
7
ponto de amostragem
5,51
6
---
Fim da seca (14/10/08)
5
6,67
Inicio da chuvosa (T)
4
Oxigénio
3
(18- 19/10/09)
2
Dissolvidp (mg/l)
5,51
Chuvosa ( /03/09)
1
0
Dissolvido das campanhas 14 e 15102008 18 e 231108 10 e 13032009
realizadas.


Os teores de oxigênio dissolvido (OD) nas águas do rio Cubango medidos variam
em média entre 6,66mg.L (inicio da estação chuvosa) e 5,51 na (estação chuvosa).
É de salientar que o fim da estação seca não foi possível fazer-se a respectiva
medição. Os valores medidos de OD indicam que há uma maior concentração de
oxigénio no inicio da chuvosa em relação a estação chuvosa já que na época de
inundação (estação chuvosa), verifica-se maior concentração de matéria orgânica
influenciando assim na concentração de OD.



48

EFA Angola Qualidade da Água

MUC UNDI

1,89
2
Tabela 5.3. 6: Valores médios da temperatura
das campanhas realizadas
1,5
)

Média para cada
Estação
0,89
1
ponto de amostragem
-
Fim da seca (14/10/08)
0,5
0,89
Inicio da chuvosa (T)
(18- 19/10/09)
0
Turbidez (NTU

1,89
Chuvosa ( /03/09)
14 e 15102008
18 e 231108 10 e 13032009

A turbidez medida ao longo das diferentes estações no rio Cubango
oscilararam em média entre 0,916 isto é no (início da estação chuvosa) e
1,89NTU (estação chuvosa) Verifica-se um aumento da turbidez seje
devido ao transporte das partículas vindas a partir da erosão das margens
rio e da litologia que característica da área.



Tabela 5.3. 7: Valores médios da temperatura das campanhas realizadas
Média para cada
Estação
a
ponto de amostragem
27
Fim da seca (14/10/08)
atur
er

29,12
Inicio da chuvosa (T)
p
m
e

(18- 19/10/09)

T

ºC
26,6
Chuvosa ( /03/09)


29,5
29,12
29

28,5

28
27,5
27

27

26,5
26
25,6

25,5

25

14 e 15102008 18 e 231108 10 e 13032009








49

EFA Angola Qualidade da Água
Temperatura Para o caso do Mucundi a temperatura no fim da estação seca em
media oscilou enrte 27ºC, no incio da da estação chuvosa 29,12ºC estação
chuvosa25,6ºC o que quer dizer que a temperatura é alta durante o inicio da estação
das chuvas mais nunca ultrapassando os 30ºC e baixa na estação chuvosa. Estas
temperaturas foram medidas ao longo do canal principal e nas margens, onde não
se registrou variação significativa em diferentes períodos e horas do dia e numa
profundidade aproximadamente de 50cm.


Nitrogénio total
­ Para o rio Cubango os valores obtidos não mostram uma grande
vaiaçao ao longo dos pontos dos três perfis establecidos, em média entre 2,35 (inicio
da estação chuvosa) e <0.5mg / dm³ (estação chuvosa).

Fósforo total-Assim como o nitrogénio é um importante nutriente para a flora e pode
colaborar com o fenomeno de eutrofização. A concentração de fosfatos em corpos
de agua provavelmente tenham origem na descarga de efluentes industriais ou
domésticos e ate mesmo na lixiviação dos solos fertilizados a partir do escoamento
em épocas de chuvas.As medições feitas pode-se estimar uma média de 0,26 (inicio
da estação chuvosa) e< 0,2 (estação chuvosa) provavelmente sejem considerados
baixos devido a falta de agricultura intensa onde se registre o uso de fertilizantes,
adubos e pesticidas a base de fosforo.

Tabela 5.3. 8: Valores médios de Nitrogénio e fósforo total das campanhas realizadas
e
l
Média para cada
Estação
ponto de amostragem

Tota
-
-
Fim da seca (14/10/08)
1,35
0,25
Inicio da chuvosa (T)
(18- 19/10/09)
Nitrogénio
fosforo
(mg/l)
1,89
0,196
Chuvosa ( /03/09)


1,6

1,35
1,4

1,2

1
Nitrogénio Total

0,8
Fósforo Total

0,6
0,43

0,4
0,26
0,186
0,2

0

14 e 15-10-2008
18 e 23-11-08
10 e 13-03-2009







50

EFA Angola Qualidade da Água
5.3-Um resumo do entendimento presente das respostas previstas de todos os indicadores (qualidade de água) as
potenciais mudanças no regime de fluxo

5.3.1. - Indicador (condutividade)
Tabela 5. 1: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo da condutividade no ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O inicio ocorre mais cedo ou
Nada acontece
1
Baixa
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Nada acontece
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
Baixa
natural
Extende-se por mais tempo
A tendência é de aumentar a condutividade, porque a evaporação isto implica maior
3
Média
que o natural
concentração de sais
A duração é mais longa ou
A tendência é de diminuir a condutividade
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Baixa
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudaisfl são mais ou neos
5

variáveis que o natural


51

EFA Angola Qualidade da Água
O inicio ocorre mais cedo ou
A tendência é de aumentar a condutividade
8
Baixa
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Não acontece nada
Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Baixa
escarpada ou de menor
profundidade



















52

EFA Angola Qualidade da Água
5.3.2Indicador (PH)
Tabela 5. 2: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo do pH no ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O inicio ocorre mais cedo ou
Nada acontece
1
Baixa
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Nada acontece
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
Baixa
natural
Extende-se por mais tempo
A tendência é de aumentar o Ph, porque a maior evaporação isto implica maior
3
Média
que o natural
concentração de sais
A duração é mais longa ou
Não acontece nada
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Baixa
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudaisfl são mais ou neos
5

variáveis que o natural
O inicio ocorre mais cedo ou
A tendência é aumentar o Ph devido ao incremento da matéria organica
Época de
mais tarde que o natural ­ a
6
Média
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterada


53

EFA Angola Qualidade da Água
Alterada a proporção natural
Não acontece nada
7
dos diferentes tipos de
Baixa
inundações anuais
O inicio ocorre mais cedo ou
A tendência é de aumentar o Ph
8
Baixa
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Não acontece nada
Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Baixa
escarpada ou de menor
profundidade



54

EFA Angola Qualidade da Água
5.3.3 Indicador (Temperatura)
Tabela 5. 3: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo da Temparatura no ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O inicio ocorre mais cedo ou
A temperatura será moderada
1
Média
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Não acontece nada
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
Baixa
natural
Extende-se por mais tempo
A tendência é de aumentar a temperatura
3
Média
que o natural
A duração é mais longa ou
Tendência é de baixar a temperatura
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Baixa
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os são mais ou neos variáveis
5

que o natural


55

EFA Angola Qualidade da Água
O inicio ocorre mais cedo ou
Não acontece nada
mais tarde que o natural ­ a
6
Baixa
sincronização com a chuva
Época de
poderá ser alterada
inundação
Alterada a proporção natural
Não acontece nada
7
dos diferentes tipos de
Baixa
inundações anuais
O inicio ocorre mais cedo ou
Não acontece nada
8
Baixa
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Tendência é de baixar a temperatura
Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Baixa
escarpada ou de menor
profundidade











56

EFA Angola Qualidade da Água
5.5.4 Indicador (Turbidez)
Tabela 5. 4: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo da Turbidez no ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O inicio ocorre mais cedo ou
Não acontece nada
1
Medium
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Não acontece nada
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
Medium
natural
Extende-se por mais tempo
Não acontece nada
3
Baixo
que o natural
A duração é mais longa ou
Tendência é de aumentar a turbidez
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Medium
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os são mais ou neos variáveis
5

que o natural
O inicio ocorre mais cedo ou
Não acontece nada
Época de
mais tarde que o natural ­ a
6
Medium
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterada


57

EFA Angola Qualidade da Água
Alterada a proporção natural
Tendecia de aumento da turbidez devido os sedimentos em suspensão
7
dos diferentes tipos de
Medium
inundações anuais
O inicio ocorre mais cedo ou
Não acontece nada
8

mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Aumento consideravel da turbidez devido o aumento da matéria orgânica
Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Medium
escarpada ou de menor
profundidade












58

EFA Angola Qualidade da Água
5.5.5 Indicador (Oxigénio dissolvido)
Tabela 5. 5: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo do OD no ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O inicio ocorre mais cedo ou
Não acontece nada
1
Baixa
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Não acontece nada
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
Baixa
natural
Extende-se por mais tempo
A tendência é de baixar os níveis de oxigénio dissolvido
3
Baixa
que o natural
A duração é mais longa ou
Tendência é de baixar a concentração de OD devido o incremento da matéria organica
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Média
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os são mais ou neos variáveis
5

que o natural
O inicio ocorre mais cedo ou
Não acontece nada
Época de
mais tarde que o natural ­ a
6
Baixa
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterada


59

EFA Angola Qualidade da Água
Alterada a proporção natural
Não acontece nada
7
dos diferentes tipos de
Baixa
inundações anuais
O inicio ocorre mais cedo ou
Não acontece nada
8
Baixa
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Não acontece nada
Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Baixa
escarpada ou de menor
profundidade












60

EFA Angola Qualidade da Água
5.5.6 Indicador (Nitrogénio Total)
Tabela 5. 6: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo do NT no ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O inicio ocorre mais cedo ou
Nada acontece
1
Baixa
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais
Nada acontece
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
Baixa
natural
Extende-se por mais tempo
Tendecia de aumentar as concentrações e pode atingir niveis toxicos
3
Medio
que o natural
A duração é mais longa ou
Nada acontece
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Baixo
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os são mais ou neos variáveis
5
Medio
que o natural
O inicio ocorre mais cedo ou
Nada acontece
Época de
mais tarde que o natural ­ a
6
Medio
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterada


61

EFA Angola Qualidade da Água
Alterada a proporção natural
Nada acontece
7
dos diferentes tipos de
Medio
inundações anuais
O inicio ocorre mais cedo ou
Nada acontece
8
Medio
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Nada acontece
Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Medium
escarpada ou de menor
profundidade



62

EFA Angola Qualidade da Água
5.5.7 Indicador (Fósforo Total)
Tabela 5. 7: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de fluxo do FT no ecosistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de cauda
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O inicio ocorre mais cedo ou
Nada acontece
1
Baixa
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais
Nada acontece
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
Baixa
natural
Extende-se por mais tempo
Tendecia de aumentar as concentrações e pode atingir niveis toxicos
3
Medio
que o natural
A duração é mais longa ou
Nada acontece
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Baixo
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os são mais ou neos variáveis Tende a aumentar
5
Medio
que o natural


63

EFA Angola Qualidade da Água
O inicio ocorre mais cedo ou
Tendencia é de diminuir
mais tarde que o natural ­ a
6
Medio
sincronização com a chuva
Época de
poderá ser alterada
inundação
Alterada a proporção natural
Nada acontece
7
dos diferentes tipos de
Medio
inundações anuais
O inicio ocorre mais cedo ou
Nada acontece
8
Medio
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Nada acontece
Transição 2
mais curta que o natural ­ i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Medium
escarpada ou de menor
profundidade



64

EFA Angola Qualidade da Água

5.4 Conclusão

Se observarmos os Histogramas resultantes para os três pontos de medição de
caudais e fazermos uma analogia com as amostras recolhidas para a determinação
dos parâmetros físico-químico, podemos afirmar que as três campanhas centraram-
se na estação seca e perído transicional 1 e período humido conforme as imagens
3.1 até 3.5.
As analogias que serão aqui feitas referir-se-ão aos períodos relacionados com os
transicionais 2 e o período húmido (ver Imagem 3.1-3.5)

Considerando os valores máximos de caudais representados para os três anos em
cada uma das estações foronómicas, começaremos por fazer referência ao período
húmido

Estação Mucundi (Rio Cubango)

Para todos os parâmetros físico-químico analisados, a tedência será sempre
decescente em relação aos valores correspondentes ao período seco e transicional
1.Gostaríamos entretanto de sublinhar que, para o caso da conductividade eléctrica,
a litologia típica para esta zona (areias do Kalahari) facilitam o aumento deste
parâmetro, apesar de em algumas partes do rio, aflorarem granitos do tipo regional,
apresentando estructuras magmáticas tipo geoides, o que permitem a retenção das
águas e consequentemente o maior tempo de permanência nelas.

Estação Capico (Rio Cuebe)

Para esta estação, a ausência dos granitos de tipo regional no leito do rio,
possibilitará um maior contacto entre as águas neste período com as formações
geológicas existentes (Kalahari), justificando desta forma o contínuo aumento da
conductividade eléctrica.
Para os demais paramâmetros analizados, a tendência geral será igualmente
decrescente com excpção da condutividade e turbidez que tenderá a aumentar.
Todos os parâmetros analisados tenderão a ser decescente, apesar de serem de
menor magnitude.


Estação do Cuito Cuanaval (Rio Cuito)

Na ausência de dados tectónicos de detalhe sobre a área, não estabeleceremos
nesta fase do trabalho qualquer relação entre o rio Cuito e as águas subterrâneas da
região, consequentemente não colocar-se-a em evidência a possível influência a
que os parâmetros analizados poderiam estar submetidos.
Os parâmetros estudados, terão uma tendência igualmente decrescente mais
sempre superior ao dos pontos anteriores, justificados provavelmente pelos altos
valores de caudal do rio, nesta área.




65

EFA Angola Qualidade da Água
Para o período transicional 2 conforme comentado nos parágrafos anteriores, as
tendências para as três estações de medida, serão decrescentes, segundo se pode
observar nos parágrafos posteriores:


Estação Mucundi (Rio Cubango)

Para todos os parâmetros físico-químico analisados, a tedência será sempre
decrescente em relação aos valores correspondentes ao período húmido.
É importante realçar, que apesar do decréscimo das tedências, a conductividade
eléctrica conservará um valor residual que merecerá a devida atenção.

Estação Capico (Rio Cuebe)

Alguns parâmetros físico-químico analisados, terão uma tendência crescente, (ex:
pH, t, OD), enquanto que outros que tem como base a concentração iónica,
tenderão logicamente a aumentar segundo o aumento das referidas concentrações
(Cond. eléctrica).

Estação do Cuito Cuanaval (Rio Cuito)

Todos os parametros, a semelhança do exposto no parágrafo anterior, terão uma
tendência a crescer.


66

EFA Angola Qualidade da Água
6-RELAÇÃO DA CURVA DE RESPOSTA DOCAUDAL PARA USO NA
ACA-SAD (SISTEMA DE APOIO DE TOMADA DE DECISÃO) DO
OKAVANGO

Deverá inserir estas curvas de respostas depois de os ter criado durante o
Workshop de Captação de Conhecimentos em Março de 2009. Deixar o presente
espaço em branco por agora.




67

EFA Angola Qualidade da Água
7-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Ambiente, 2006. Variáveis de qualidade das águas, (http://www.cetesb.sp.gov.br).
Acesso: 08/11/2008

Angelis, C.F. McGregor, G.R.; Kidd, C. 2004. A 3 year climatology of rainfall
characteristics over tropical and subtropical South America based on Tropical
Rainfall Measuring Mission Precipitation Radar data. International Journal of
Climatology, 24: 385 ­ 399.

Ayres, R.S. West cot, D.W.A qualidade da água na agricultura tradução H.R.Ghety
J.F de Medeiros, UFPB, Campina publicações 1991 p.217
Bethune S, 1991 ­ Kavango River Wetlands
Branco, S.M. Hidrologia aplicada a engenharia.3ª edição.Porto 1986 p.640

Carvalho, A.R. Schlittler, F.H.M. Tornisielo, V.L. 2000. Relações da
atividade agropecuária com parâmetros físicos químicos da água. Química
Nova
, 23 (5): 618-622.

CETESB ­ Companhia Estadual Técnica de Saneamento Básico e Defesa do meio
Ambiente, 2006. Variáveis de qualidade das águas, (http://www.cetesb.sp.gov.br).

Esteves, F.A. 1998. Fundamentos de Limnologia. Interciência, Rio de Janeiro. 602
pp.
Goldman e Horne The Influence of the physiography and human activities on the
limnological characteristics of lotic ecosystems of the south coast of São Paulo Brazil
p. 231-243

Jafet Andersson, 2006 study on Land Cover Changes in the Okavango River Basin

Jhon Mendelson & Selma Obeid. Rio Okavango. A fonte da vida p.163-16
Maier, M.H, 1987, Ecologia da bacia do rio Jacaré-Brasil qualidade de água do rio
principal, . Ciência e Cultura, vol (39),p164.

Sawer. C.N Mc Carty, P.L.; Parking, G. F. chemistry for envitomental
engineering.4ªed.New York.1994. p658

Tundisi J.G. Enviroment and dans ciência hoje, vol (27), p 48-55 1986

VALDERRAMA, J. C. The simultaneous analysis of total nitrogen and total
phosphorous in natural waters. Marine chemistry, v.10, p.109-222. 1981.
Wetzel, R.G. limonologia.Ed da Fundação Calouste glubenkian. Lisboa, 1993, p.645


68

EFA Angola Qualidade da Água

8
ANEXO A: DESCRIÇÃO COMPLETA DOS INDICADORES
























Fig. ... - Fotografia mostrando os perfis de amostragem sobre o rio Cubango, área
adjacente a Aldeia de Mucundi.



Aldeia do Mucundi





Perfis e pontos de amostragem sobre o rio Cubango








69

EFA Angola Qualidade da Água













Fig. ... - F otografia mostrando os perfis de amostragem sobre o rio Cuebe, área adjacente a Aldeia de Capico.







Aldeia do Capico Perfis e pontos de amostragem sobre o rio Cuebe










Fig. Imagem mostrando os perfis de amostragem
sobre o rio Cuito-Cuanavale.




Cuito Cuanavale, Capico, Mucundi as medições foram feitas tanto no
canal principal como nas margens conforme se vê nos mapas de
amostragem a cima onde verificou-se variações insignificantes


70

EFA Angola Qualidade da Água
ANEXO A


Tabela A1 - Fim da estação seca


Origem
Cuito Cuanavale
Capico
Mucundi

Descrição
Amostagem do canal principal e das margens
Amostagem do canal principal e das margens
Amostagem do canal principal e das margens
Latitude
15º10´05´´ 15º33´05´´ 16º13´05´´

Longitude
19º12´00´´ 17º34´00´´ 17º41´00´´

Date de amostragem
14/10/2008 15/10/2008 16/10/2008

Date recpção
Não se fez análise de laboratório NT ePT
Não se analise de laboratório do NTe PT
Não se fez análise de laboratorio


Parametros

Valores


Unidades

Total de solidos dissolvidos (det.)

-------
------
-------
mg/L
Nitrogenio total
-----
------
-----
mg/L
Fosforo Total



mg/L

Parametros fisícos
:
pH 6,78
7,08 7,1

Temperatura 26° C
26°C 26°C
Oxigenio Dissolvido
6,1mg/L
---
----

Conductividade Electrical
10S/cm 20S/cm 40S/cm
Turbidez ----
----





71

EFA Angola Qualidade da Água

TabelaA2-Inicio da Estação chuvosa


Origem
Cuito Cuanavale
Capico
Mucundi

Descrição
Amostagem docanal principal e das margens
Amostagem do canal principal e das
Amostagem do canal principal e das margens

(média)
margens(média)
Latitude
15º10´12,1´´ 15º33´05´´ 16º13´05´´

Longitude
19º12´59,4´´ 17º34´00´´ 17º41´00´´

Data de amostragem
18 e 20/11/2008
20/11/2008
22 e 23 /11/2008

Data da Análise
9/01/2009 9/01/2009 9/01/2009


Item e numero do Teste
08/679/00-1 0.005.679/00-1
0.005.679/00-1


Parametros
Valores

Unidades

Total de solidos dissolvidos (det.) 32,40

42,87mg/L
46,7mg/L
mg/L
Nitrogenio total
1,883mg/L
1,33mg/L 1,35mg/L
mg/L
Fosforo Total
0.26mg/L
0,26
0,26
mg/L

Parametros fisícos :
pH
6,78 6,71 6,67

Temperatura 26° C
26°C 29,2°C
Oxigenio Dissolvido 5,68mg/L 6,59mg/L 6,67mg/L

Conductividade Electrical
16,42S/cm 40,71S/cm 48,76S/cm
Turbidez
0,80 NTU
3,07 NTU
0,89 NTU




72

EFA Angola Qualidade da Água


Tabela A3- Estação Chuvosa

Origem
Cuito Cuanavale
Capico
Mucundi

Descrição
Amostagem docanal principal e das margens
Amostagem do canal principal e das
Amostagem do canal principal e das margens

(média)
margens(média)
Latitude
15º10´12,1´´ 15º33´05´´ 16º13´05´´

Longitude
19º12´59,4´´ 17º34´00´´ 17º41´00´´

Data de amostragem
11/03/2009 10/03/2009 11/13/2009

Data da recepção
08/04/2009 08/04/2009 08/04/2009


Item e numero do Teste
09/7412 09/7413
09/7414


Parametros
Valores

Unidades

Total de solidos dissolvidos (det.) 12,26mg/L

40,27mg/L
35,3mg/L mg/L
Nitrogenio total
<0.5mg/L
<0.5mg/L <0.5mg/L
mg/L
Fosforo Total
<0.2mg/L
<0.2mg/L <0.2mg/L
mg/L

Parametros fisícos :
pH
6,36 6,37 6,54

Temperatura 27.3°C 27,51°C 27°C
Oxigenio Dissolvido 3.88mg/L 5,56mg/L 5,51mg/L

Conductividade Electrical
11,8S/cm 42,80S/cm 35,6S/cm
Turbidez
1,36 NTU
4,20 NTU
1,89 NTU




73

EFA Angola Qualidade da Água


9
ANEXO B: DADOS BRUTOS

Tabela 1 - Fim da estação seca (campanha realizada em 14/10/08)
CUITO CUANAVALE

Tabela 1.1
Ponto de amostragem 2
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
10,0 10,0 10,0
Turbidez
- - -
Oxigénio Dissolvido
5,40 5,50 5,50
(mg/l)
Temperatura
26,0 26,0 26,0
(ºC)
TDS(mg/l)



PH
6,90 6,80 6,80
Nitrgenio total
- - -
Fºosforo total
- - -










74

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 2 - CAPICO (campanha realizada em 15/10/08)

Ponto de amostragem 1
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
20,0 20,0 20,0
Turbidez
- - -
Oxigénio Dissolvido
6,0 6,1 6,0
(mg/l)
Temperatura
27,0 27,0 27,0
(ºC)
TDS
- - -
(mg/l)
pH
7,1 7,1 7,3
Nitrgenio total
- - -
Fºosforo total
- - -


Tabela 2.1
Ponto de amostragem 2
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
20,0 20,0 20,0
Turbidez
- - -
Oxigénio Dissolvido
- - -
(mg/l)
Temperatura
26,0 26,0 26,0
(ºC)
TDS
- - -
(mg/l)
pH
6,8 7,2 7,3
Nitrgenio total
- - -
Fºosforo total
- - -



75

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 3 - MUCUNDI
Ponto de amostragem 1
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
40,0 40,0 40,0
Turbidez
- - -
Oxigénio Dissolvido
- - -
(mg/l)
Temperatura
27,0 27,0 27,0
(ºC)
TDS
- - -
(mg/l)
pH
7,1 7,1 7,1
Nitrgenio total
- - -
Fºosforo total
- - -














76

EFA Angola Qualidade da Água
Ínicio da estação chuvosa (campanha realizada em 18 e 19/11/08)

Tabela 4 - Cuito- Cuanaval
Ponto de amostragem 1
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
16,30 16,57 16,67
Turbidez
0,85 0,80 0,84
Oxigénio Dissolvido
5,38 5,66 5,79
(mg/l)
Temperatura
28,2 28,3 28,3
(ºC)
TDS
32,04 33,10 32,5
(mg/l)
pH
6,25 6,37 6,38
Nitrgenio total(mg/l)
1,83 1,82 1,83
Fosforo total(mg/l)
025
0,20 0,25

Tabela 4.1
Ponto de amostragem 2
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
16,45 16,63 16,40
Turbidez
0,81 0,80 0,81
Oxigénio Dissolvido
5,94 5,96 5,94
(mg/l)
Temperatura
29,4 30,0 30,5
(ºC)
TDS
33,44 31,33 31,76
(mg/l)
pH
6,60 6,62 6,62
Nitrgenio total(mg/l)
1,84 1,79 1,84
Fosforo total(mg/l)
0,25 0,22 0,24


77

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 4.2
Ponto de amostragem 3
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
16,25 16,23 16,24
Turbidez
0.82 0,80 0,81
Oxigénio Dissolvido
5,49 5,49 5,94
(mg/l)
Temperatura
29,0 30,0 30,0
(ºC)
TDS
34,0 33,0 31,0
(mg/l)
pH
6,63 6,62 6,62
Nitrgenio total(mg/l)
1,89 1,89 1,89
Fºosforo total(mg/l)
0,23
0,25
0,27















78

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 5 - CAPICO (campanha realizada em 20/11/08)

Ponto de amostragem 1
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
40,38 41,0 40,30
Turbidez
4,60 3,83 3,02
Oxigénio Dissolvido
5,85 6,48 6,01
(mg/l)
Temperatura
27,0 27,80 27,80
(ºC)
TDS
43,15 43,76 43,49
(mg/l)
pH
6,42 6,47 6,50
Nitrgenio total(mg/l)
1,34 1,29 1,32
Fºosforo total(mg/l)
0,29 0,23 0,26

Tabela 5.1
Ponto de amostragem 2
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
41,06 40,83 40,84
Turbidez
2,82 1,96 2,91
Oxigénio Dissolvido
6,65 6,87 6,97
(mg/l)
Temperatura
27,70 27,60 27,50
(ºC)
TDS
43,60 43,49 43,33
(mg/l)
pH
6,48 6,80 6,83
Nitrgenio total(mg/l)
1,35 1,30 1,35
Fosforo total(mg/l)
0,26 0,24 0,26




79

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 5.2
Ponto de amostragem 3
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
40,50 40,95 40,52
Turbidez
2,69 2,79 3,01
Oxigénio Dissolvido
6,45 7,03 7,01
(mg/l)
Temperatura
27,6 27,6 27,0
(ºC)
TDS
43,01 43,01 43,0
(mg/l)
pH
6,92 7,01 6,98
Nitrgenio total(mg/l)
1,33 1,34 1,33
Fºosforo total(mg/l)
0,26 0,24 0,21















80

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 6 - MUCUNDI (campanha realizada em 22 e 23/11/08)
Ponto de amostragem 1
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
48,90 48,78 48,24
Turbidez
0,98 0,88 0,91
Oxigénio Dissolvido
6,32 6,53 7,06
(mg/l)
Temperatura
28,8 28,80 29,0
(ºC)
TDS
54,38 53,61 53,56
(mg/l)
pH
6,46 6,68 6,14
Nitrgenio total(mg/l)
1,35 1,30 1,35
Fºosforo total(mg/l)
0,26 0,24 0,26

Tabela 6.1
Ponto de amostragem 2
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
48,54 48,53 48,20
Turbidez
0,79 0,73 0,96
Oxigénio Dissolvido
6,59 6,40 6,53
(mg/l)
Temperatura
29,2 29,3 29,3
(ºC)
TDS
54,83 55,3 54,63
(mg/l)
pH
6,40 6,42 6,52
Nitrgenio total
1,40 1,26 1,40
Fºosforo total
0,27 0,22 0,30




81

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 6.2
Ponto de amostragem 3
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
49,05 49,36 49,23
Turbidez
0,96 0,89 0,94
Oxigénio Dissolvido
6,78 7,11 6,70
(mg/l)
Temperatura
29,3 29,2 29,2
(ºC)
TDS
55,51 55,54 55,61
(mg/l)
pH
7,43 7,10 6,91
Nitrgenio total(mg/l)
1,38 1,36 1,40
Fósforo total(mg/l)
0,26 0,25 0,26














82

EFA Angola Qualidade da Água
Estação chuvosa (campanha realizada de 13/03/09)
Tabela 7 - Cuito- Cuanaval
Ponto de amostragem 1
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
11,82 11,86 11,78
Turbidez
1,36 1,35 1,40
Oxigénio Dissolvido
3,86 3,93 3,96
(mg/l)
Temperatura
26,8 27 27
(ºC)
TDS
12,23 12,26 12,25
(mg/l)
pH
6,30 6,25 6,27
Nitrgenio total(mg/l)
<0.5mg/L <0.5mg/L <0.5mg/L
Fosforo total(mg/l)
<0.2mg/L <0.2mg/L <0.2mg/L


Tabela 7.1
Ponto de amostragem 2 (Juzante)
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
11,84 11,84 11,83
Turbidez
2,45 2,40 2,43
Oxigénio Dissolvido
3,79 3,79 4,07
(mg/l)
Temperatura
27,1 27 27,3
(ºC)
TDS
12,25 12,25 12,27
(mg/l)
pH
6,25 6,23 6,25
Nitrgenio total(mg/l)
<0.5mg/L <0.5mg/L <0.5mg/L
Fosforo total(mg/l)
<0.2mg/L <0.2mg/L <0.2mg/L



83

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 7.2
Ponto de amostragem 3
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
11,87 11,85 11,85
Turbidez
2,45 2,40 2,44
Oxigénio Dissolvido
3,82 3,80 3,86
(mg/l)
Temperatura
27 27,4 27
(ºC)
TDS
12,31 12,27 12,27
(mg/l)
pH
6,60 6,65 6,60
Nitrgenio total(mg/l)
<0.5mg/L <0.5mg/L <0.5mg/L
Fºosforo total(mg/l)
<0.2mg/L <0.2mg/L <0.2mg/L















84

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 8 - CAPICO (campanha realizada em 10/03/09)

Ponto de amostragem 1
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
42,86 42,90 42,87
Turbidez
5,55 5,50 5,56
Oxigénio Dissolvido
5,73 5,76 5,43
(mg/l)
Temperatura
24,5 24,8 24,9
(ºC)
TDS
40,16 40,20 40,29
(mg/l)
pH
6,39 6,38 6,39
Nitrgenio total(mg/l)
<0.5mg/L <0.5mg/L <0.5mg/L
Fºosforo total(mg/l)
<0.2mg/L <0.2mg/L <0.2mg/L

Tabela 8.1
Ponto de amostragem 2
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
42,82 42,25 42,88
Turbidez
5,50 4,93 5,59
Oxigénio Dissolvido
5,46 5,60 5,42
(mg/l)
Temperatura
24,6 24,60 24,6
(ºC)
TDS
40,29 40,26 40,22
(mg/l)
pH
6,29 6,27 6,30
Nitrgenio total(mg/l)
<0.5mg/L <0.5mg/L <0.5mg/L
Fosforo total(mg/l)
<0.2mg/L <0.2mg/L <0.2mg/L




85

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 8.2

Ponto de amostragem 3
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
42,83 42,90 42,92
Turbidez
6,64 4,45 5,00
Oxigénio Dissolvido
5,57 5,57 5,57
(mg/l)
Temperatura
24,6 24,6 24,6
(ºC)
TDS
40,43 40,41 40,25
(mg/l)
pH
6,40 6,37 6,39
Nitrgenio total(mg/l)
<0.5mg/L <0.5mg/L <0.5mg/L
Fºosforo total(mg/l)
<0.2mg/L <0.2mg/L <0.2mg/L














86

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 9 - MUCUNDI (campanha realizada 11/03/09)
Ponto de amostragem 1
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
36 35,89
35,87
Turbidez
0,98 0,90 1,00
Oxigénio Dissolvido
5,18 5,42 5,30
(mg/l)
Temperatura
25,7 25,7 25,5
(ºC)
TDS
35,5 35,17 35,23
(mg/l)
pH
6,60 6,71 6,57
Nitrgenio total(mg/l)
<0.5mg/L <0.5mg/L <0.5mg/L
Fºosforo total(mg/l)
<0.2mg/L <0.2mg/L <0.2mg/L

Tabela 9.1
Ponto de amostragem 2
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
35,72 35,55 35,41
Turbidez
0,92 0,89 0,90
Oxigénio Dissolvido
5,53 5,21 5,32
(mg/l)
Temperatura
25,5 25,7 25,7
(ºC)
TDS
35,5 34,94 35,26
(mg/l)
pH
6,44 6,53 6,43
Nitrgenio total
<0.5mg/L <0.5mg/L <0.5mg/L
Fºosforo total
<0.2mg/L <0.2mg/L <0.2mg/L




87

EFA Angola Qualidade da Água
Tabela 9.2
Ponto de amostragem 3
Margem direita
Centro
Margem esquerda
Conductividade eléctrica (S/cm)
35,35 35,88 35,87
Turbidez
0,89 0,90 0,89
Oxigénio Dissolvido
5,45 5,48 5,62
(mg/l)
Temperatura
26 25,7 25,9
(ºC)
TDS
35,65 35,33 35,59
(mg/l)
pH
6,61 6,31 6,71
Nitrgenio total(mg/l)
<0.5mg/L <0.5mg/L <0.5mg/L
Fósforo total(mg/l)
<0.2mg/L <0.2mg/L <0.2mg/L




88

EFA Angola Qualidade da Água
The Okavango River Basin Transboundary Diagnostic Analysis
Technical Reports

In 1994, the three riparian countries of the
a base of available scientific evidence to guide
Okavango River Basin ­ Angola, Botswana and
future decision making. The study, created from
Namibia ­ agreed to plan for collaborative
inputs from multi-disciplinary teams in each
management of the natural resources of the
country, with specialists in hydrology,
Okavango, forming the Permanent Okavango
hydraulics, channel form, water quality,
River Basin Water Commission (OKACOM). In
vegetation, aquatic invertebrates, fish, birds,
2003, with funding from the Global
river-dependent terrestrial wildlife, resource
Environment Facility, OKACOM launched the
economics and socio-cultural issues, was
Environmental Protection and Sustainable
coordinated and managed by a group of
Management of the Okavango River Basin
specialists from the southern African region in
(EPSMO) Project to coordinate development
2008 and 2009.
and to anticipate and address threats to the

river and the associated communities and
The following specialist technical reports were
environment. Implemented by the United
produced as part of this process and form
Nations Development Program and executed
substantive background content for the
Okavango River Basin Transboundary
by the United Nations Food and Agriculture
Diagnostic Analysis
Organization, the project produced the
Transboundary Diagnostic Analysis to establish

Final Study
Reports integrating findings from all country and background reports, and covering the entire
Reports
basin.


Aylward, B.
Economic Valuation of Basin Resources: Final Report to
EPSMO Project of the UN Food & Agriculture Organization as
an Input to the Okavango River Basin Transboundary
Diagnostic Analysis



Barnes, J. et al.
Okavango River Basin Transboundary Diagnostic Analysis:
Socio-Economic Assessment Final Report



King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment Project
C.A.
Initiation Report (Report No: 01/2009)


King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment EFA
C.A.
Process Report (Report No: 02/2009)


King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Guidelines for Data Collection, Analysis and Scenario Creation
(Report No: 03/2009)


Bethune,
S.
Mazvimavi,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
D. and Quintino, M.
Delineation Report (Report No: 04/2009)


Beuster, H.
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
Hydrology Report: Data And Models(Report No: 05/2009)


Beuster,
H. Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
Scenario Report : Hydrology (Report No: 06/2009)


Jones, M.J.
The Groundwater Hydrology of The Okavango Basin (FAO
Internal Report, April 2010)



King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Scenario Report: Ecological and Social Predictions (Volume 1
of 4)(Report No. 07/2009)



King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Scenario Report: Ecological and Social Predictions (Volume 2
of 4: Indicator results) (Report No. 07/2009)



King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Scenario Report: Ecological and Social Predictions: Climate
Change Scenarios (Volume 3 of 4) (Report No. 07/2009)



King, J., Brown, C.A.,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
Joubert, A.R. and
Scenario Report: Biophysical Predictions (Volume 4 of 4:
Barnes, J.
Climate Change Indicator Results) (Report No: 07/2009)


King, J., Brown, C.A.
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment Project
and Barnes, J.
Final Report (Report No: 08/2009)


Malzbender, D.
Environmental Protection And Sustainable Management Of The
Okavango River Basin (EPSMO): Governance Review



Vanderpost, C. and
Database and GIS design for an expanded Okavango Basin
Dhliwayo, M.
Information System (OBIS)


Veríssimo, Luis
GIS Database for the Environment Protection and Sustainable
Management of the Okavango River Basin Project



89

EFA Angola Qualidade da Água

Wolski,
P.
Assessment of hydrological effects of climate change in the
Okavango Basin





Country Reports
Angola
Andrade e Sousa,
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Biophysical Series
Helder André de
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina: Sedimentologia &
Geomorfologia



Gomes, Amândio
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina: Vegetação


Gomes,
Amândio
Análise Técnica, Biofísica e Socio-Económica do Lado
Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio Cubango: Relatório
Final:Vegetação da Parte Angolana da Bacia Hidrográfica Do
Rio Cubango



Livramento, Filomena
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina:Macroinvertebrados



Miguel, Gabriel Luís
Análise Técnica, Biofísica E Sócio-Económica do Lado
Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio Cubango:
Subsídio Para o Conhecimento Hidrogeológico
Relatório de Hidrogeologia



Morais, Miguel
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Análise Rio
Cubango (Okavango): Módulo da Avaliação do Caudal
Ambiental: Relatório do Especialista País: Angola Disciplina:
Ictiofauna


Morais,
Miguel
Análise Técnica, Biófisica e Sócio-Económica do Lado
Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio Cubango: Relatório
Final: Peixes e Pesca Fluvial da Bacia do Okavango em Angola



Pereira, Maria João
Qualidade da Água, no Lado Angolano da Bacia Hidrográfica
do Rio Cubango


Santos,
Carmen
Ivelize
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Van-Dúnem S. N.
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório de
Especialidade: Angola: Vida Selvagem



Santos, Carmen Ivelize
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Van-Dúnem S.N.
Okavango:Módulo Avaliação do Caudal Ambiental: Relatório de
Especialidade: Angola: Aves


Botswana Bonyongo, M.C.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Wildlife



Hancock, P.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module : Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Birds


Mosepele,
K. Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Fish



Mosepele, B. and
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Dallas, Helen
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Aquatic Macro Invertebrates


Namibia
Collin Christian &
Okavango River Basin: Transboundary Diagnostic Analysis
Associates CC
Project: Environmental Flow Assessment Module:
Geomorphology



Curtis, B.A.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report Country:
Namibia Discipline: Vegetation



Bethune, S.
Environmental Protection and Sustainable Management of the
Okavango River Basin (EPSMO): Transboundary Diagnostic
Analysis: Basin Ecosystems Report



Nakanwe, S.N.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Namibia: Discipline: Aquatic Macro Invertebrates


Paxton,
M. Okavango River Basin Transboundary Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist
Report:Country:Namibia: Discipline: Birds (Avifauna)



Roberts, K.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Namibia: Discipline: Wildlife


Waal,
B.V. Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Namibia:Discipline: Fish Life

Country Reports
Angola
Gomes, Joaquim
Análise Técnica dos Aspectos Relacionados com o Potencial
Socioeconomic
Duarte
de Irrigação no Lado Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio
Series
Cubango: Relatório Final

Mendelsohn,
.J.
Land use in Kavango: Past, Present and Future


90

EFA Angola Qualidade da Água


Pereira, Maria João
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina: Qualidade da Água



Saraiva, Rute et al.
Diagnóstico Transfronteiriço Bacia do Okavango: Análise
Socioeconómica Angola


Botswana Chimbari, M. and
Okavango River Basin Trans-Boundary Diagnostic Assessment
Magole, Lapologang
(TDA): Botswana Component: Partial Report: Key Public Health
Issues in the Okavango Basin, Botswana


Magole,
Lapologang
Transboundary Diagnostic Analysis of the Botswana Portion of
the Okavango River Basin: Land Use Planning



Magole, Lapologang
Transboundary Diagnostic Analysis (TDA) of the Botswana p
Portion of the Okavango River Basin: Stakeholder Involvement
in the ODMP and its Relevance to the TDA Process


Masamba,
W.R.
Transboundary Diagnostic Analysis of the Botswana Portion of
the Okavango River Basin: Output 4: Water Supply and
Sanitation



Masamba,W.R.
Transboundary Diagnostic Analysis of the Botswana Portion of
the Okavango River Basin: Irrigation Development


Mbaiwa.J.E. Transboundary Diagnostic Analysis of the Okavango River
Basin: the Status of Tourism Development in the Okavango
Delta: Botswana



Mbaiwa.J.E. &
Assessing the Impact of Climate Change on Tourism Activities
Mmopelwa, G.
and their Economic Benefits in the Okavango Delta

Mmopelwa,
G.
Okavango River Basin Trans-boundary Diagnostic Assessment:
Botswana Component: Output 5: Socio-Economic Profile



Ngwenya, B.N.
Final Report: A Socio-Economic Profile of River Resources and
HIV and AIDS in the Okavango Basin: Botswana


Vanderpost,
C.
Assessment of Existing Social Services and Projected Growth
in the Context of the Transboundary Diagnostic Analysis of the
Botswana Portion of the Okavango River Basin


Namibia
Barnes, J and
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Wamunyima, D
Environmental Flow Module: Specialist Report:
Country: Namibia: Discipline: Socio-economics



Collin Christian &
Technical Report on Hydro-electric Power Development in the
Associates CC
Namibian Section of the Okavango River Basin


Liebenberg, J.P.
Technical Report on Irrigation Development in the Namibia
Section of the Okavango River Basin



Ortmann, Cynthia L.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module : Specialist Report Country:
Namibia: discipline: Water Quality



Nashipili,
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis: Specialist
Ndinomwaameni
Report: Country: Namibia: Discipline: Water Supply and
Sanitation


Paxton,
C.
Transboundary Diagnostic Analysis: Specialist Report:
Discipline: Water Quality Requirements For Human Health in
the Okavango River Basin: Country: Namibia





91

EFA Angola Qualidade da Água



93

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