EFA Angola Aves
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da
Bacia do Rio Okavango:
Módulo Avaliação do Caudal
Ambiental
Relatório de Especialidade
País: Angola
Disciplina:Aves
Carmen Ivelize Van-Dúnem S.N. Santos
Junho 2009
1
EFA Angola Aves
Análise Diagnóstica
Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango:
Módulo Avaliação do Caudal
Ambiental
Relatório de Especialidade
Angola
AVES
Carmen Ivelize Van-Dúnem S.N. Santos
1/06/09
2
EFA Angola Aves
RESUMO EXECUTIVO
A avaliação de caudais ambientais (ACA) levada a cabo na bacia do Cuando
Cubango, enquadra-se na Análise de diagnóstico Transfronteiriça que a FAO realiza
com o objectivo de integrar os conhecimentos sobre o ecossistema nesta bacia.
Os caudais ambientais pressupõem ser o regime de águas que se acumula,
perpetua ou se distrubui pelos três países que partilham esta bacia e
consequentemente a água que nela corre.
As condições de utilização e usufruto desta dádiva de água podem levar ao
desiquilibrio no aproveitamento por parte de cada país. Assim poder contar com uma
avaliação de cenários a partir dos quais se poderá adquirir maior probabilidade de
ter em conta o real valor ou dimensão de valores.
A fauna selvagem, nomeadamente as aves ocorrem em todo o território da bacia
hidrográfica do Cuando Cubango. Entre estas, as aves cuja dependência ao rio é
relevante, quer para a seu modo de vida como para a sua biologia reproductiva,
constituem um factor ecologicamente importante na avaliação dos caudais
ambientais.
Em estudos semelhantes as aves constituem indicadores ecológicos reconhecidos
pela sua importância na utilização dos habitats.
3
EFA Angola Aves
ÍNDICE DOS ASSUNTOS
RESUMO EXECUTIVO ................................................................................................... 3
LISTA DE TABELAS ....................................................................................................... 7
LISTA DE IMAGENS ....................................................................................................... 9
AGRADECIMENTOS .................................................................................................... 11
1INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 12
1.1 Antecedentes ................................................................................................... 12
1.2 Objectivos e Plano de Trabalho da ACA da Bacia do Okavango .................... 12
1.2.1
Objectivos do Projecto ........................................................................... 12
1.3 Disposição do presente relatório ...................................................................... 13
2ÁREA DE ESTUDO .................................................................................................... 14
2.1 Descrição da Bacia do Okavango .................................................................... 14
2.2 Delineamento da Bacia do Okavango em Unidades Integradas de
Análise ............................................................................................................. 15
2.3 Panorama geral dos locais ............................................................................... 16
2.3.1
Local 1: Rio Cuebe em Capico .............................................................. 16
2.3.2
Local 2: Rio Cubango em Mucundi ........................................................ 17
2.3.3
Local 3: Rio Cuito no Cuito Cuanavale .................................................. 17
2.4 Aves-descrição especifica dos locais de Angola ............................................. 17
2.4.1
Local 1: Capico ...................................................................................... 20
2.4.2
Local 2: Mucundi .................................................................................... 20
2.4.3
Local 3: Cuito-Cuanavale ....................................................................... 21
2.4.4
Integridade do habitat dos locais em Angola ......................................... 22
3INDENTIFICAÇÃO DE INDICADORES E CATEGORIAS DE CAUDAIS ................... 24
3.1 Indicadores ....................................................................................................... 24
3.1.1
Introdução .............................................................................................. 24
3.1.2
Lista indicativa para a AVES .................................................................. 24
3.1.3
Descrição e localização dos indicadores ............................................... 26
3.2 Categorias de caudais sítios do rio ............................................................... 30
3.3 Categorias de inundação pontos do Delta .................................................... 33
4ANÁLISE DA BIBLIOGRAFIA ..................................................................................... 34
4.1 Indicador No 1 Espécies Piscívoras de água abertas ...................................... 36
4.1.1
Principais características do Indicador .................................................. 36
4.1.2
Atributos do ciclo de vida do indicador .................................................. 36
4.1.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 36
4.2 Indicador nº 2 ................................................................................................... 36
4.2.1
Principais características do Indicador .................................................. 36
4.2.2
Atributos do ciclo de vida do indicador .................................................. 36
4.2.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 37
4.3 Indicador nº3 .................................................................................................... 37
4.3.1
Principais características do Indicador .................................................. 37
4
EFA Angola Aves
4.3.2
Atributos do ciclo de vida do indicador .................................................. 37
4.3.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 37
4.4 Indicador nº4 .................................................................................................... 37
4.4.1
Principais características do Indicador .................................................. 37
4.4.2
Atributos do ciclo de vida do indicador .................................................. 37
4.4.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 38
4.5 Indicador nº5 .................................................................................................... 38
4.5.1
Principais características do Indicador .................................................. 38
4.5.2
Atributos do ciclo de vida do indicador .................................................. 38
4.5.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 38
4.6 Indicador nº6 .................................................................................................... 38
4.6.1
Principais características do Indicador .................................................. 38
4.6.2
Atributos do ciclo de vida do indicador .................................................. 38
4.6.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 38
4.7 Indicador nº7 .................................................................................................... 38
4.7.1
Principais características do Indicador .................................................. 38
4.7.2
Atributos do ciclo de vida do indicador .................................................. 39
4.7.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 39
4.8 Indicador nº 8 ................................................................................................... 39
4.8.1
Principais características do Indicador .................................................. 39
4.8.2
Atributos do ciclo de vida do indicador .................................................. 39
4.8.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 39
4.9 Indicador nº9 .................................................................................................... 39
4.9.1
Principais características do Indicador .................................................. 39
4.9.2
Atributos do ciclo de vida do indicador .................................................. 39
4.9.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 39
4.10 Indicador nº10 .................................................................................................. 40
Reprodução sobre as rochas ou pedras e barras de areia do canal ......................... 40
4.10.1
Principais características do Indicador .................................................. 40
4.10.2
Atributos do ciclo de vida do indicador .................................................. 40
4.10.3
Ligação ao caudal .................................................................................. 40
5RECOLHA E ANÁLISE DE DADOS ......................................................................... 41
Resumo 41
5.1 Metodologia para recolha e análise de dados ................................................. 41
5.2 Resultados ....................................................................................................... 41
5.2.1
Indicador nº1 Piscívoros de água abertas ............................................. 42
5.2.2
Indicadornº 2 Piscívoros de águas rasas e lagoas. ............................... 44
5.2.3
Indicador nº 3 Piscívoros e que alimentam também de Invertebrados,
planícies aluviais e piscinas isoladas ..................................................... 46
5.2.4
Indicador nº 4 Especialista que se alimentam em planícies aluviais,
águas que retrocedem ........................................................................... 48
5
EFA Angola Aves
5.2.5
Indicador nº 5 Especialista em alimentação em enseadas cobertas por
lírio da água. .......................................................................................... 50
5.2.6
Indicador nº 6 Aves especialistas em alimentação nas árvores de fruto
ribeirinhas. ............................................................................................. 52
5.2.7
Indicadores nº 7 Aves que se desenvolvem em reedbeds e planícies
aluviais ................................................................................................... 54
5.2.8
Indicadores nº 8 Aves que crescem ou se desenvolvem em árvores
ribeirinhas. ............................................................................................. 56
5.2.9
Indicadores nº 9 Indicadores nº 9 Aves que se desenvolvem em
bancos de areia ..................................................................................... 58
5.2.10
Indicador nº 10 Aves que se desenvolvem nas rochas e em barras de
areia e ilhas que emergem no canal do rio ............................................ 60
5.3 Conclusão ........................................................................................................ 62
6RELAÇÃO DA CURVA DE RESPOSTA DOCAUDAL PARA USO NA ACA-
SAD (SISTEMA DE APOIO DE TOMADA DE DECISÃO) DO
OKAVANGO ........................................................................................................ 63
7REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 64
8ANEXO A: DESCRIÇÃO COMPLETA DOS INDICADORES ..................................... 65
9ANEXO B: DADOS BRUTOS ..................................................................................... 66
9.1 Transboundary Diagnostic Analysis of the Botswana Portion of the
Okavango River Basin: Land Use Planning ....... Error! Bookmark not defined.
6
EFA Angola Aves
LISTA DE TABELAS
Tabela 2.1 Localização dos três pontos da EFA em Angola. ....................................... 16
Tabela 2.2 Listagem geral das espécies que ocorrem nos EFA em Angola.
(Modif. De Swedeplan, 1989) .................................................. 19
Tabela 3.1
Lista dos indicadores para a Vida Selvagem e Aves dos
indicadores escolhidos para representarem cada local ........... 25
Tabela 3.2
Questões a serem abordadas no Workshop de Aquisição
de Conhecimentos, por indicador e por local. Para todos
os efeitos, o `natural' abarcará na totalidade a vasta gama
da variabilidade natural ............................................................ 33
Tabela 3.3
Categoria de inundação para o Delta do Okavango
conforme reconhecido pelo modelo de inundação do
HOORC .................................................................................... 33
Tabela 5. 1: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal do
indicador Piscívoros de água abertas no ecossistema do
Rio Okavango .......................................................................... 42
Tabela 5. 2: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal do
indicador Piscívoros de águas rasas e lagoas no
ecossistema do Rio Okavango ................................................ 44
Tabela 5. 3: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal de
para o indicador Piscívoros e que se alimentam também
de Invertebrados, planícies aluviais e piscinas isoladas no
ecossistema do Rio Okavango ................................................ 46
Tabela 5. 4: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal
para o Indicador Especialista que se alimentam em
planícies aluviais, águas que retrocedem no ecossistema
do Rio Okavango ..................................................................... 48
Tabela 5. 5: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal
para o indicador Especialista em alimentação em
enseadas cobertas por lírio da água no ecossistema do
Rio Okavango. ......................................................................... 50
Tabela 5. 6: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal
para o indicador Especialista em alimentação nas árvores
de fruto ribeirinhas no ecossistema do Rio Okavango............. 52
Tabela 5. 7: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal
para os indicadores que Desenvolvem-se em reedbeds e
planícies aluviais no ecossistema do Rio Okavango ............... 54
Tabela 5. 8: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal
para os indicadores Desenvolvem-se nas árvores
ribeirinhas no ecossistema do Rio Okavango .......................... 56
7
EFA Angola Aves
Tabela 5. 9: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal
para o Indicadores animais que se desenvolvem em
bancos no ecossistema do Rio Okavango ............................... 58
Tabela 5. 10: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal
para os indicadores animais que se desenvolvem nas
rochas que emergem no ecossistema do Rio Okavango. ....... 60
8
EFA Angola Aves
LISTA DE IMAGENS
Figura 2.1
Parte Superior da Bacia do Rio Okavango da nascente
para o extremo norte do Delta ................................................. 14
Figura 2.2
A Bacia do Rio Okavango, monstrando a drenagem no
Delta do Okavango e nos pântanos de Makgadikgadi............. 15
Figura 3.1
Três anos representativos para o local 1: Rio Cuebe em
Capico, que ilustram a divisão aproximada do regime do
caudal em quatro estações de caudais ................................... 30
Figura 3.2
Três anos representativos para o local 2: Rio Cubango
em Mucundi, que ilustram a divisão aproximada do
regime do caudal em quatro estações de caudais .................. 31
Figura 3.3
Três anos representativos para o local 3: Rio Cuito em
Cuito Cuanavale, que ilustram a divisão aproximada do
regime do caudal em quatro estações de caudais .................. 31
Figura 3.4
Três anos representativos para o local 4: Rio Okavango
em Kapoka (dados hidrológicos obtidos da estação
hidrometrica do Rundo), que ilustram a divisão
aproximada do regime do caudal em quatro estações de
caudais ..................................................................................... 32
Figura 3.5
Três anos representatives para o local 5: Rio Okavango
nos Rápidos de Popa (dados hidrologicos obtidos a partir
da estação hidrométrica de Mukwe), que ilustram a
divisão aproximada do regime do caudal em quatro
estações de caudais ................................................................ 32
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EFA Angola Aves
ABREVIATURAS
ABREVIATURA
SIGNIFICADO
DTM (MDT)
Digital Terrain Model (Modelo Digital de Terreno
HOORC
Centro de Pesquisas Harry Oppenheimer do Delta Okavango
PAGSO
Projecto de Protecção Ambiental e Gestão Sustentável da Bacia do Rio
Okavango
FAO
Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura
ADT
Análise diagnóstica transfronteiriça
OBSC
Comité Directivo da Bacia de Okavango
OKACOM
Comissão da Bacia do Rio Okavango
ACA
Avaliação do Caudal Ambiental
FCUAN
Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto
GIS
Sistemas de Informação Geográfica
IUAs
Unidades Integradas de Análise
EFA
Avaliação dos Caudais Ambientais
10
EFA Angola Aves
AGRADECIMENTOS
Os primeiros agradecimentos vão para a PMU e a FAO pela concepção e empenho
na realização do presente estudo.
Aos meus dignissimos pares, os colegas que de uma forma ou de outra contribuiram
para a realização do presente estudo.
A população local, nomeadamente a do Capico, do Mucundi e do Cuito Canavale
pela hospitalidade e cordialidade. Todas as pessoas encontradas durante o decorrer
das viagens foram de uma grandeza extraordinária.
Aos meus filhos por tornarem possível o meu engajamento neste trabalho.
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EFA Angola Aves
1 INTRODUÇÃO
1.1 Antecedentes
Um Projecto de Protecção Ambiental e Gestão Sustentável da Bacia do Rio Okavango
(PAGSO) está sendo implementado sob auspícios da Organização das Nações Unidas para
Alimentação e Agricultura (FAO). Uma das actividades inscritas no projecto é a realização
de uma análise diagnóstica transfronteiriça (ADT) que visa o desenvolvimento de um Plano
Estratégico de Acções para a bacia. A ADT consiste na análise de actuais e futuras causas
de eventuais problemas transfronteiriços entre os três países membros da bacia,
nomeadamente: Angola, Namíbia e Botswana. O Comité Directivo da Bacia de Okavango
(OBSC) da Comissão da Bacia do Rio Okavango (OKACOM) notou durante a reunião do
mês de Março em Windhoek, Namíbia, que os eventuais problemas futuros dentro do Rio
Okavango ocorrerão mais provavelmente devido aos desenvolvimentos que modificarão os
regimes de caudais. O OBSC ainda notou que existem informações inadequadas acerca dos
efeitos físico-químicos, ecológicos e sócio-economicos desses possíveis desenvolvimentos.
O OBSC recomendou nessa reunião que uma Avaliação do Caudal Ambiental (ACA) seja
realizada para antecipar eventuais mudanças a serem causadas pelo desenvolvimento no
regime do caudal do sistema do Rio Okavango, as mudanças ecológicas relacionadas, e os
impactos consequentes sobre as populações que utilizam os recursos do rio.
A ACA é uma actividade conjunta do Projecto PAGSO e do Projecto Biokavango. Uma parte
da ACA constará de uma série de estudos especificos do país realizados por especialistas,
do qual, se destaca as Aves para Angola.
1.2
Objectivos e Plano de Trabalho da ACA da Bacia do Okavango
1.2.1
Objectivos do Projecto
Os objectivos da ACA são:
· Apresentar uma síntese de toda a informação relevante sobre o sistema do Rio
Okavango e seus utilizadores, e proceder a recolha de novos dados necessário dentros
termos da ACA
· Fazer uso destas informações para apresentar cenários de possiveis cursos de
desenvolvimento no futuro para apreciação dos decisores, permitindo que os decisores
discutam e façam negociações em aspectos inerentes ao desenvolvimento sustentável
da Bacia do Rio Okavango;
· Incluir em cada cenário o principal impacto ecológico positivo e negativo, recurso-
económico e social dos desenvolvimentos em causa;
· Concluir esse conjunto de actividades como ACA piloto, devido às limitações de tempo,
estes resultados servirão de contribuições para a ADT e uma futura ACA mais
abrangente.
Os objectivos específicos são:
· Determinar em diferentes pontos ao longo do sistema do Rio Okavango, incluindo o
Delta, os relacionamentos existentes entre o regime do caudal e a natureza ecológica e
o funcionamento do ecossistema do rio;
· Determinar os relacionamentos existentes entre o ecossistema do rio e os modos de
vida das populações ribeirinhas;
· Prever as eventuais mudanças causadas por desenvolvimentos no regime do caudal e
consequentemente ao ecossistema do rio;
12
EFA Angola Aves
· Prever os impactos dessas mudanças do ecossistema do rio sobre os modos de vida
das populações.
· Fazer uso dos resultados da ACA com a melhoria da gestão da biodiversidade do Delta.
· Desenvolver capacidades para a realização das ACAs em Angola, no Botswana, e na
Namíbia.
1.3
Disposição do presente relatório
O presente relatório ACA sobre o AVES está organizado está em 9 capítulos cuja
estruturação obedece a seguinte forma:
O capítulo 1 trata da introdução ao tema com enfase para os aspectos de inserção e
contexto. O capítulo 2 aborda a compreensão e descrição da área de estudo.
O capítulo 3 faz uma abordagem exaustiva aos indicadores e categorias dos fluxos de
caudais. No 4º capítulo propõe-se uma revisão exaustiva da bibliografia disponível sobre o a
comopente da fauna que são as Aves e sua relaçõa com o rio. No capítulo 5 procederemos
a descricão metodológica da recolha e análise dos dados. O 6º capítulo procederá a
compilação das curvas de respostas. Este capítulo 6 (Curvas de Respostas) será concluido
após o Workshop de Aquisição de Conhecimentos em Março de 2009. Os capítulos 7
compila as referências utilizadas e o capítulo 8 e 9 constitui um conjunto de anexos
pertinentes ao trabalho, nomeadamente o A onde constarão as descrições dos indicadores e
o B onde serão apresentados os anexos os dados brutos coleccionados.
13
EFA Angola Aves
2 ÁREA
DE
ESTUDO
2.1
Descrição da Bacia do Okavango
A Bacia do Rio Okavango consiste de áreas drenadas pelos rios Cubango, Cutato, Cuchi,
Cuelei, Cuebe, e Cuito em Angola, o Rio Okavango na Namíbia e Botswana, e o Delta do
Okavango (Figura 2.1). Do ponto de vista topográfico, esta bacia inclui a área que foi
drenada pelo actual Rio fóssil de Omatako na Namíbia. As descargas do Delta do Okavango
são drenadas através dos rios Thamalakane e Boteti, este último aflui para a Bacia
(Depressão) do Makgadikgadi. O Rio Nata, que drena a parte ocidental do Zimbabué,
também aflui para a Bacia de Makgadikgadi. Assim, na base da topografia, a Bacia do Rio
Okavango inclui a Bacia de Makgadikgadi e a Bacia do Rio Nata (Figura 2.2). Entretanto, o
presente estudo, se concentra em partes da bacia em Angola e na Namíbia, e no complexo
do Rio Panhandle/Delta/Boteti no Botswana. As Bacias do Makgadikgadi e do Rio Nata não
estão nele contemplados.
Upper Okavango River Basin
N
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E
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utato
Cu
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c
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#
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# Cuito Cuanavale
River
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Panhandle
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Permanent swamps
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Seasonal swamps
Cubango
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Okavango
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Rundu
#
#
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0
300 Kilometers
#
Figura 2.1 Parte Superior da Bacia do Rio Okavango da nascente para o extremo norte do
Delta
14
EFA Angola Aves
Okavango River Basin
N
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S
C
u
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Cu
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C
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# Menongue
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C
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c
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o
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# Cuito Cuanavale
# Cuebe
C
ANGOLA
uirir
#
i
Cubango
Cuito
NAMIBIA
Okavango
#
Rundu
#
# #
#
##
#
#
#
Maun
#
Makgadikgadi Pans
# Ghanzi
#
Major settlement
River
Fossil river
Panhandle
0
600 Kilometers
Permanent swamps
Seasonal swamps
Figura 2.2 A Bacia do Rio Okavango, monstrando a drenagem no Delta do Okavango e nos
pântanos de Makgadikgadi
2.2
Delineamento da Bacia do Okavango em Unidades Integradas de
Análise
Nenhum estudo poderria de maneira pormenorizada descrever cada extensão do rio dentro
da Bacia do Rio Okavango, ou cada pessoa que reside dentro desta área, em especial um
estudo piloto como o actual. Ao invés disso, áreas representativas que são razoavelmente
homogéneas em carácter poderão eventualmente ser demarcadas e usadas para
representatividade de áreas muito maiores, e em seguida um ou mais pontos
representativos escolhidos em cada um como sendo área de ênfase para actividades de
recolha de dados. Os resultados de cada um dos locais representativos podem em seguida
ser extrapolados para as áreas maiores.
A utilização desta abordagem, implicará a demarcação da Bacia em Unidades Integradas de
Análise (PAGSO/Biokavango Relatório nº. 2; Relatório sobre o Delineamento) pela:
· Divisão do rio em zonas longitudinais relativamente homogénea em termos de:
· hidrologia;
· geomorfologia;
· química da água;
· peixes;
· invertebrados
aquáticos;
· vegetação;
· harmonização dos resultados de cada disciplina num conjunto de zonas biofisicas do rio;
· divisão da bacia em áreas relativamente homogéneas em termos de sistemas sociais;
15
EFA Angola Aves
· harmonização das zonas biofísicas do rio e as áreas sociais num conjunto de Unidades
Integradas de Análise (UIAs).
As 19 UIAs reconhecidas foram em seguida apreciadas por cada equipa nacional como
candidatas para a localização do número de sítios afectados dos locais de estudo:
· Angola:
três
locais
· Namíbia:
dois
locais
· Botswana:
três
locais.
Os locais escolhidos pelas equipas nacionais estão apresentados na Tabela 2.1.
Tabela 2.1 Localização dos três pontos da EFA em Angola.
EFA Local No
País
Rio
Localização
1 Angola
Cuebe
Capico
2 Angola
Cubango
Mucundi
3 Angola
Cuito Cuito
Cuanavale
2.3
Panorama geral dos locais
2.3.1
Local 1: Rio Cuebe em Capico
O sítio do Capico está localizado na parte sul do município de Menongue. Ele enquadra-se
na Unidade Integrada de Análise (UIA) nº 3. Capico dista 110 quilómetros à sul de
Menongue, a capital da provincia do Kuando Kubango, em direcção à fronteira com a
Namíbia. As suas coordenadas geográficas são: latitude - 15°33 Sul; longitude - 17°34
Este. A altitude da zona varía entre 1160 e 1250 metros.
As maioría das pessoas que vivem em Capico pertencem ao grupo étnico Ngangela. Existe
em Capico um pequeno grupo de residentes que pertencem ao grupo étnico Tchokwe
(originários da provínc ia do Moxico), que durante a guerra civil deslocaram-se da sua área
de origem e fixaram a sua residência em Capico. As povoações existentes nas imediações
de Capico são: Massosse e Bitângua à Norte e Caïndo à Sul.
O rio Cuébe, um dos afluentes do rio Cubango (Okavango) é a única fonte de água na area.
A principal vegetação da áera é do tipo bosques de Burkea-Brachystegia que se
desenvolvem sobre as areias do Kalahari.
Os principais modos de vida da população local são a Agricultura de sequeiro (durante a
estação chuvosa que ocorre entre Outubro e Abril), a Pesca artesanal usando o rio Cuébe, a
recolha de frutos silvestres e a Caça. O artesanato é também praticado pela população
local.
Devido à proximidade da povoação de Capico ao rio Cuébe, este último é usado de forma
intensiva pela população local. Apesar da sua secção estreita em Capico, as margens do rio
não são muito afectadas pela inundação, devido a profundidade do rio nesta secção.
16
EFA Angola Aves
2.3.2
Local 2: Rio Cubango em Mucundi
O sítio de Mucundi está localizado na parte sul do município de Menongue, à jusante da
povoação de Caïndo. Ele enquadra-se na UIA nº 2. Mucundi dista 192 quilómetros à sul de
Menongue, a capital da província do Kuando Kubango, em direcção à fronteira com a
Namíbia. As suas coordenadas geográficas são: latitude - 16°13 Sul; longitude - 17°41
Este. A altitude da zona varía entre 1120 e 1250 metros. As pessoas residentes em Mucundi
pertecem ao grupo étnico Ngangela. As povoações existentes nas imediações de Mucundi
são: Chimbueta à Norte e Kendelela à Sul.
O rio Cubango (Okavango), depois de receber as contribuições dos rios Cutato, Cuchi,
Cuélei e Cuébe, é maior fonte de água na zona.
A principal vegetação da áera é do tipo bosques Burkea-Brachystegia que se desenvolvem
sobre as areias de Kalahari.
Os principais modos de vida das populações locais são a Agricultura de sequeiro (durante a
época chuvosa que ocorre entre Outubro e Abril), Pesca artesanal usando o rio Cubango
(Okavango) e produção pecuária. A Apicultura é também praticada na zona, mas numa
escala reduzida.
Devido à proximidade da pvoação do Mucundi ao rio Cubango (Okavango), este último é
utilizado de forma intensiva pelas populações locais. A margem direita do rio não muito
afectada pelas inundações devido à sua elevação topográfica. Durante o pico da estação
chuvosa (Fevereiro Abril), a margem esquerda do rio fica eventualmente inundada.
2.3.3
Local 3: Rio Cuito no Cuito Cuanavale
O sítio do Cuito Cuanavale está situado na parte leste da provincial do Kuando Kubango.
Ele enquadra-se na UIA nº 6. O sítio encontra-se no município do mesmo nome. O Cuito
Cuanavale dista á 189 quilómetros da cidade de Menongue, a capital da provincial do
Kuando Kubango, na direcção leste para quem viaja para o município de Mavinga. As suas
coordenadas geográficas são: latitude - 15°10 Sul; longitude - 19°12 Este. A população
residente no Cuito Cuanavale pertecnce ao grupo étnico Ngangela. As povoações existentes
nas imediações do Cuito Cuanavale são: Sacalumbo à Noroeste, Chissamba à Nordeste,
Bocota à Sul, Caripa à Sudoeste e Samungure à Sudeste.
O sítio localiza-se á 3 quilómetros á jusante da confluência dos rios Cuito e Cuanavale. A
altitude da zona varía entre 1180 e 1250 metros.
O principal vegetação da area é do tipo de bosques Burkea-Brachystegia que se
desenvolvem sobre as areias do Kalahari.
Os principais modos de vida da população local são a Agricultura de sequeiro (durante a
época das chuvas que ocorre entre Outubro e Abril), Pesca artesanal usando os rios Cuito e
Cuanavale Rivers, a recolha de frutos silvestres e a Caça.
O rio Cuito é usado de forma intensiva pela população local. Embora considerávelmente
profundo, existe nas imediações do sítio uma planície de inundação, que inunda durante o
pico da estação das chuvas (Fevereiro Abril).
2.4 Aves-descrição
especifica dos locais de Angola
No presente trabalho os locais de amostragem escolhidos apresentam habitat's
diferenciados, ao longo do rio, tendo em conta a disponibilidade de dados dos caudais
devido a existência de uma estação hudométrica activa em cada um dos sítios escolhidos.
No entanto, quer parecer que se mantêm na sua essência uma diferenciação comparável
pelo que descreveremos os aspectos de cada um dos locais em relação aos indicadores e a
colecção de espécies.
17
EFA Angola Aves
As aves constituem um dos grupos faunísticos com espécies características indicadoras das
diferentes alterações. Os aspectos ecológicos inerentes a cada um dos sítios de estudo
sugerem que os grupo de espécies de aves que ocorrem são indicores ecológicos para cada
habitat. A tabela 2.2 indica-nos no geral o número de espécies e sua importância para cada
habitat tendo enconta sa suas necessidades.
18
EFA Angola Aves
Tabela 2.2 Listagem geral das espécies que ocorrem nos EFA em Angola. (Modif. De
Swedeplan, 1989)
Number of Species
Habitat Residentes Reprodução
Alimentação
Total
______________________________________________________________________________________________
DELTA
Águas
abertas
com
plantas
aquáticas
14
1
75
90
Planície de inundação, margens e plant. Aquáticas
5
1
36
42
Depressões
inundadas
Sazonalmente
4
4
44
52
Campos de Papyrus, permanentemente inundados
4
0
6
10
Phragmites (reeds)
14
21
7
42
Ilhas
rodeadas
de
fragmites
e
poaceas
1 26
4
31
Campos
de
Miscanthidium
junceum
18
5
14
37
Planície
inundação
com
phragmites
altas
22
9
26
57
Planície
inundação
com
phragmites
baixas
19
1
70
90
Savana com capim baixo
27
1
40
68
Ilhas com savana
47
3
43
93
Florestas
de
Palmeiras
147
9
16
172
Florestas
ribeirinha 159 10
19
188
Floresta
de
Miombo
133
2
18
153
Floresta
de
Mopane
88
0
15
103
Mopane seco
1
0
0
1
RIOS (incl. antigos leitos)
Florestas Ribeirinha
121
6
21
148
Canais e planicies de poaceas
8
2
36
46
Águas
abertas
incl.
margens
&
sapais
14
4
63
81
LAKE NGAMI
Águas abertas incl. margens
12
1
72
85
Sesbania stands (< 2 m)
1
3
9
13
Planície de Panicum repens
17
14
32
63
Cynodon dactylon grassland
20
12
40
72
Floresta
de
Acacia
tortilis
79
1
25
105
Floresta
de
Miombo
114
2
10 126
Franja de Acacia mellifera
10
0
14
24
Anel de areia separatindo lago-savana
50
0
7
57
SAVANNA
Mopane alta
62
0
12
74
Mopane seca
0
0
0
0
Areias do Kalahari e Terminalia sericea,
63
0
20
83
Areias
do
Kalahari
Acacia
species 105
0
14 119
Acacia tortilis
80
1
27
108
Acacia
erioloba 114
2
13 129
Acacia mel ifera
10
0
10
20
Região urbana 1)
12
0
5
17
AERIAL 2)
0
0
12
12
1) Áreas onde existem casas, estradas e jardins e plantas exóticas que alteraram grandemente a vegetação original.
2) Inclui todas as aves que se alimentam no ar e não utilizam um habitat terrestre em particular.
19
EFA Angola Aves
2.4.1
Local 1: Capico
Na localidade Capico, o rio Cuebe apresenta-se como um canal em curva onde a água do
rio corre rapidamente. As margens do canal estão cobertas pela vegetação ribeirinha que
diferencia a margem esquerda da margem direita. Na margem direita onde se estabeleceu a
população local, é exercida maior pressão sobre a vegetação pelo que surgem mais áreas
de clareira e menos formações arbóreas. Na margem esquerda as formações arbóreas
parecem ser mais consistentes e mesmo as fragmites, plantas vasculares da água, parecem
ocorrer com menos alterações. As águas no canal correm em direcção sul apresentando
velocidades de correntes de intensidade crescente no meio do canal que se espraia até as
margens (Fig. 2.3)
Figura 2.3. Representação esquemática do local Capico e seus diferentes tipos de habitat
(modificado de Sousa, H.).
As árvores e formações arbustivas das margens acolhem muitas espécies de passáros.
Especificamente para o local não existem referências mas pela observações e descrições
efectuadas em locais semelhantes, as espécies mais comuns são maioritariamente as que
ocorrem ao longo da bacia hidrográfica do Cuando Cubango. Ainda segundo os dados do
inquérito à população pode confirmar-se que são várias as espécies que ao local ocorrem e
cujas relações com a água podem ser identificadas. Os cormorões, as corujas e as aves
frutíferas parecem ser as mais abundantes. Os cormorões representam a espécie indicadora
para o canal do sítio Capico utilizando o canal para pescar e as árvores como local de pouso
como é do seu comportamento.
2.4.2 Local
2:
Mucundi
O sítio Mucundi apresenta-se como um braço do rio Cubango e caracterizado por incorporar
já as águas dos rios Cutato, Cuchi, Cuélei e Cuébe, sendo portanto um ecossistema com
capacidades particulares. A água corre portanto por um canal bastanto largo onde se
identificam a norte a junção de dois braços para formar o canal e a jusante a continuação do
canal cujas águas correm para sul.
20
EFA Angola Aves
Uma das especificações para além da referida é a ocorrência de formações rochasosas que
emergem completamente quando o fluxo é baixo e desaparecem a medidad que o caudal
sobe. A corrente fluvial é forte e corre por entre as rochas onde se formam provavelmente
pequenas grutas, fossos ou buracos. As margens são cobertas pela vegetação ribeirinha
que ocorre no leito do rio e por algumas árvores ou formações arboreas localizadas na
generalidade na parte mais alta da margem (Fig. 2.4).
Figura 2.4. Representação esquemática do local Mucundi e seus diferentes tipos de habitat.
(modificado de Sousa, H.).
O sítio Mucundi representa a porção do rio, cuja caracteristicas fisiográficas reportam para
uma grande diversidade de habitas para as Aves. Como tal, nesta localidade ocorrem várias
espécies de aves que se distribuem pelo tipo de uso do ecossistema disponível. Durante a
estação seca as pequenas aves das rochas, utilizarão estes habitats, a ilha será explorada
pelas aves que nidificam em árvores e no solo coberto ou não por capim. Ao longo das
margens do canal as árvores, arbustos e canaviais concorrem também para a presença das
aves como e.g. os turacos e os cormorões. O canal parece ser o mais váriavel em alturas do
caudal comparativamente aos três sítios do ACA. No Mucundi as espécies variam segundo
os indicadores ambientais, os cormores, as pratinicolas das rochas, bulbus numa relação
com a variação dos fluxos.
2.4.3
Local 3: Cuito-Cuanavale
No Cuito-Canavale, o sítio caracteriza-se por ser um ecossistema de canal serpenteado
onde as águas que correm são já uma mistura proveniente do rio Cuito e do rio Canavale. A
localidade constitui uma planície onde a corrente parece ser mais baixa que os outros locais.
O canal serpenteado coloca a descoberto várias zonas de bancos e pequenas formações de
ilha arenosas assim como ocorre maior área de várzea. As margens apresentam ainda outro
tipo de vegetação como as formações de vegetação que ocorre na água como são os
canaviais ou fragmites e nenúfares. As formações arbóreas são quase inexistentes. No meio
do canal existe ua formação em ilha colonizada por canaviais. Nas margens do canal
formam-se aglomerados de fanerogâmicas como lírios de água e nenúfares (Fig 2.5).
21
EFA Angola Aves
Figura 2.5. Representação esquemática do local Cuito-Cuanavale e seus diferentes tipos de
habitat. (modificado de Sousa, H.).
Muitas espécies de aves que ocorrem no sítio Cuíto-Cuanavale nomeadamente aquelas que
utilizam as planícies de inundação para alimentação ou nidificação. As grandes garças e
egretas são as mais assinaladas assim como o openbill na realidade as espécies
especializadas na alimentação por moluscos, sapos, peixes e plantas específicas. Outras
espécies de porte mais pequeno como as que nidificam no sedimento das margens em
barranco ou em altura.
2.4.4
Integridade do habitat dos locais em Angola
O estado de conservação de um troço fluvial é a forma de identificar a sua integridade
biológica, face às alterações provocadas por actividades humanas. Assim, a medida do
estado de conservação de um troço integra dois conjuntos de componentes, o primeiro
constituído pelos indicadores das várias facetas da qualidade biológica, o segundo
constituído pelas várias aspectos da pressão antrópica nos ecossistemas aquáticos que se
resume na alteração das condições abióticas.
Apesar da escassa, a informação existente sobre as espécies e os ecossistemas aquáticos
fluviais pode levar-nos a dizer que em termos espaciais e taxonómicos as comunidades e
ecossitemas são heterogéneos segundo a sua composição regional.
As variáveis ambientais e as variáveis biológicas estão interligadas através da geologia da
área, da geomorfologia e da precipitação. O regime de chuva altera toda a dinâmica fluvial,
e a biodiversidade (produtores primários e secundários) ocorre tendo em conta toda a
interdependência entre as características do meio e sua disponibilização.
Nos sistemas fluviais a topografia da área determina a morfologia do rio que por sua vez
caracteriza a biodiversidade ao fornecer diferentes tipos de habitat ao longo do curso do rio.
A hierarquização da rede fluvial está em função da distância à nascente, relacionando-se
com o padrão hidrológico ao longo da bacia. Em termos biológicos ocorre, normalmente,
uma sucessão longitudinal das comunidades. A alteração dos fluxos de caudais
determinados pelas condições hidrológicas e as categorias de caudal, influenciam a
distribuição das espécies biológicas.
22
EFA Angola Aves
Assim podemos entender a diversidade específica das três UIA's tendo em conta a sua
diferenciação morfológica apesar da pressão antropogénica poder vir a constituir um factor
de pressão com peso na degradação de espécies biológicas e habitat's.
Para os três locais e tendo em conta a sensibilidade e conhecimento dos locais a Figura 2.3.
resume a categorização das UIA's determinadas para Angola.
A Fig. 2.3 refere-se a determinação da condição ecológica a partir da avaliação da
integridade dos ecossistemas. A metologia seguida foi a adopção do método de integridade
do habitat onde se analisam as componentes habitat do canal e zona ribeirinha (Harding et
al., 2001).
5
Birds
4
3
2
a
t
i
n
g
1
g
r
i
t
y
R
te 0P
P
B to C
v
e
r
a
l
l
In
-1
O
C to D
-2
D to E
-3
E to F
-4
-5
SITE 1
SITE 2
SITE 3
SITE 4
SITE 5
SITE 6
SITE 7
SITE 8
PD Simulated
Low Dev
Med Dev
High Dev
Figura 2.3. Tendencia evolutiva da integridade dos habitats segundo os diferentes cenários
de desenvolvimento.
Ecologicamente reconhecemos que existe uma alteração da condição pristina. A variação
ocorre a nível da passagem da categoria de Presente dia para os níveis de alteração que
caracterizam mudanças significativas na situação pristinas e toads para a rutura do
ecossistema, a excepção é claro do Cuito Cuanavale.
23
EFA Angola Aves
3
INDENTIFICAÇÃO DE INDICADORES E
CATEGORIAS DE CAUDAIS
3.1 Indicadores
3.1.1 Introdução
Na perpectiva de caracterização da situação actual e posteriores mudanças que poderão
ocorrer quer sejam provocadas pelo desenvolvimento local ao longo das margens do rio ou
ainda pela evolução cíclica ou não dos fluxos de caudais serão consideradores medidas de
indentificação de cenários ou indicadores ecológicos.
Os principais atributos para os indicadores biológicos devem responder como parâmetros
medidores que identificam as variações nas espécies e distribuição das aves e
salvaguardam a capacidade de responderem todas elas da mesma forma ao regime caudal
do rio.
Estes indicadores biofisicos são atributos especificos da vida selvagem do sistema fluvial
que respondem a uma mudança do caudal do rio mediante alteração da sua:
· A afluência do indicador, relativamente a sua presença ou ausência;
· Concentração dos efectivos das espécies indicadoras em função da flutuação dos
caudais
· A extensão ou distribuição das espécies indicadoras ao longo do rio.
Para cada uma das espécies indicadoras serão considerados os atributos biológicos e
ecológicos no sentido de se perceber a ocorrência e evolução destas ao longo dos rios e
flutuação dos seus caudais.
3.1.2
Lista indicativa para a AVES
A fim de cobrir as principais características do sistema fluvial e seus utilizadores foram
seleccionados vários indicadores. Por indicação metodológica, para qualquer um dos locais
da ACA, o número de indicadores ficou limitado a dez (ou menos) de maneira a tornar
possível a gestão do processo. A lista completa dos indicadores para as Aves foi elaborada
pelos representantes do país Angola, Namíbia e Botwsuana, nomeadamente os
especialistas, Carmen Santos, Mark Paxton e Pete Hancock conforme apresentado na
Error! Not a valid bookmark self-reference.. Outros detalhes de cada um dos indicadores,
incluindo as espécies biológicas representativas de cada um, estão apresentadas no Anexo
A e detalhados no Capítulo 4.
24
EFA Angola Aves
Tabela 3.1 Lista dos indicadores para a Vida Selvagem e Aves dos indicadores escolhidos
para representarem cada local
Número
Locais representados não mais de dez
do
Nome do indicador
indicadores por local
Indicador
1 2 3 4 5 6 7 8
Espécies piscívoras de água
1
abertas
X X X
Espécies piscívoras de lagoas
2
e de águas rasas, etc
X X X
Espécies Piscívoras e de
3
Invertebrados, em planícies
X X X
aluviais e piscinas isoladas
Especialistas alimentam-se em
4
planícies aluviais e águas
X
paradas retrocidas
Especialistas alimentam-se em
5
enseadas cobertas de lírio da
X
água
Especialista em alimentação
6
nas árvores de fruta,
X X
ribeirinhas
Espécies que nidificam
7
reedbeds e planícies aluviais
X
Espécies que nidificam e
8
dominam árvores ribeirinhas
X X
Espécies nidificam sobre
9
bancos
X X
Espécies nidificam sobre
10
rochas emergentes e barras
- - X
de areia e ou ilhas
Especíes que se alimentam de
detritos e águas ricas em
11
nutrientes em canais a
- - -
extremidade distal do Delta
12
_ _ _
25
EFA Angola Aves
3.1.3
Descrição e localização dos indicadores
Indicador 1
Nome: Piscívoros de águas abertas
Descrição: Os Cormorões (Corvos) são aves aquáticas cuja dependência se identifica na
procura do alimento (peixe)
Espécies representativas: Cormorões marinhos, nomeadamente Phalacocorax spp;
Outras características das espécies: são espécies que mergulham na coluna de água para
assim apanhar peixe
Determinação da posição do caudal relacionado: o caudal deverá ser moderado a alto que
como consequência directa será melhoramento das condições
na procura da alimentação.
Necessidades conhecidas de água: necessitam de grandes volumes de água pois
mergulham na coluna de água. Os grandes fluxos ou
enchentes parecem ser a época mais apropriada. No entanto
deverá estar ligada a uma maior abundância de peixes.
Indicador 2
Nome: Piscívoros de águas rasas
Descrição: As garças e a coruja pescadora consomem o peixe que apanha nas zonas de
água rasas. Este indicador reúne um grupo de espécies que se
alimenta de peixe que caça normalmente são os indivíduos
juvenis,
Espécies representativas:
Coruja pescadora Pel's, as grandes garças, grandes egretas,
escumadeira africana e as andorinhas do mar
Outras características das espécies: Estas espécies preferem habitats de águas rasas com
zonas arenosas.
Determinação da posição do caudal relacionado: sendo o caudal com fluxo entre baixo a
moderato permite a estas espécies usufruir de maior
disponibiidade de pesca e
Necessidades conhecidas de água: normalmente ocorrem nas zonas de baixios ou lagoas
de águas rasas portanto durante a época seca onde os caudais
são mais reduzidos ou mínimos deixando a descoberto várias
zonas/áreas da planície de inundação.
Indicador 3
Nome: Espécies Piscívoras e de Invertebrados, em planícies aluviais e piscinas isoladas
26
EFA Angola Aves
Descrição: Aves que consomem peixe e invertebrados tais como moluscos e artropodos.
Estas espécies indicadoras necessitam de planícies de aluvião
e lagos ou lagoas com profundidades baixas a médias pois
caminham sobre o sedime
Espécies representativas:
Egretas pequenas, Cegonha preta, Ibis, Gruas, Pelicanos,
Limícolas pernaltas, lapwing.
Outras características das espécies: São espécies que formam bandos e apresentam
morfologia distinta e diferenciada entre juvenis e adultos.
Ocorrem na zona porque estão em migração mas também
porque alugumas delas utilizam este tipo de habitat para a
nidificação.
Determinação da posição do caudal relacionado: necessitam de caudais moderados a altos.
Necessidades conhecidas de água: as espécies de aves que constituem este grupo
indicador também podem ser encontradas em zonas húmidas
com vegetação baixa considerando-se assim fluxos de caudais
que ocorrem na época seca ou seja caudais reduzidos ou água
escassa.
Indicador 4
Nome: Especialistas em alimentarem-se em planícies aluviais e águas paradas retrocidas
Descrição: aves que ficam ou visitam zonas húmidas de águas paradas cuja vegetação se
mantém rasteira alimentam-se de organismos invertebrados da
região.
Espécies representativas: Cegonha africana, patos e gansos
Outras características das espécies: Utilizam as zonas de águas paradas para nadar e
capturar invertebradois mergulhando na água ou utilizando os
solos inundados da planície.
Determinação da posição do caudal relacionado: O caudal óptimo deverá ser o fluxo de
caudal baixo a moderado que permite as aves procurar e
explorar a planície.
Necessidades conhecidas de água: O tempo seco com ausência de chuvas leva a retenção
da água em determinadas zonas da planície de inundação.
Nestas áreas a água é estagnada formando espelhos de água
com pouca profundidade.
Indicador 5
Nome: Especialistas alimentam-se em enseadas cobertas de lírio da água e nenúfares
Descrição: Aves com morfotipo diferenciado e cujo corpo é normalmente de grande porte.
Espécies representativas: Jacanas
27
EFA Angola Aves
Outras características das espécies: As espécies deste indicador pertencem a grupos que
se alimentam de invertebrados e ocorrem para estas enseadas
durante a rota de migração que fazem.
Determinação da posição do caudal relacionado: Pântanos, lagos e lagoas com vegetação
aquática flutuante. Ocorrem também em águas rasas,
principalmente com vegetação emergente.
Necessidades conhecidas de água: Água sempre presente o que pressupõe caudais
mínimos em áreas de retenção de água onde se desenvolvem
plantas aquáticas.
Indicador 6
Nome: Especialista em alimentação nas árvores de fruta ribeirinhas
Descrição: Aves que frequentam as árvores ribeirinhas para a alimentação
Espécies representativas:
Turacos
Outras características das espécies: nidificam nas árvores que se desenvolvem nas
margens dos rios.
Determinação da posição do caudal relacionado: Caudal com fluxo de intensidade baixa a
moderada.
Necessidades conhecidas de água: As árvores ribeirinhas ficam sazonalmente inundadas
durante o pico alto da estação da chuvas e com muiats das
espécies com frutos nesta época do ano de altos fluxos de
caudais.
Indicador 7
Nome: Espécies que nidificam reedbeds e planícies aluviais
(Reprodução nas planícies de inundação)
Descrição: O indicador reúne as espécies que dependem das áreas de inundação ou seja
habitam e frequentam as áreas de planície que recebem a
água de transbordo do rio.
Espécies representativas:
Viúvas, Galinholas, garças
Outras características das espécies: Estas espécies vivem em pradarias de inundação e
dependem da água para a sua alimentação e reprodução.
Determinação da posição do caudal relacionado: Estas espécies são encontradas nas zonas
e prados húmidas, florestas ribeirinhas.
Necessidades conhecidas de água: Fluxos de caudais baixos a moderados encontrados na
estação seca. As margens podem ficar sem receber água durante a época seca.
28
EFA Angola Aves
Indicador 8
Nome: Espécies que nidificam e dominam as árvores ribeirinhas
(Reprodução sobre a copa das árvores)
Descrição: Neste grupo indicador as espécies depedem da ocorrência de árvores nas
margens ao lonngo do rio.
Espécies representativas: Cormorões (Corvo-marinho)
Outras características das espécies: As árvores ribeirinhas representam um meio de
sobrevivência importante para as espécies que constituem este
grupo indicador pois permitem o poiso para descanso,
construção dos ninhos e controle da área de alimentação.
Determinação da posição do caudal relacionado: As margens ficam parcialmente cobertas
de água poi o caudal permanece ainda dentro dos limites
regulares.
Necessidades conhecidas de água: Os caudais devem ser de fluxos moderados
Indicador 9
Nome: Espécies nidificam sobre bancos (Reprodução em bancos de areia)
Descrição: Espécies de aves comedoras de invertebrados (insectos)
Espécies representativas: Comedores de abelhas
Outras características das espécies: Formam colónias para a nidificação. Estas espécies
nidificam em bancos arenosos,
Determinação da posição do caudal relacionado: Preferência por praias fluviais ou bancos
de areia.
Necessidades conhecidas de água: Fluxos de caudais baixos com tendência para a
escassez ou redução drástica do fluxo. As margens e as
regiões menos profundas cujos solos sõ arenosos surgem
formando bancos e pequenas flechas de areia.
(AVES) Indicador 10 Reprodução sobre as rochas ou pedras e barras de areia do canal
Nome: Espécies nidificam sobre rochas emergentes, barra de areia e ou ilhas
Descrição: os cormorões e afins nidificam e bancos de areia ou ilhas
Espécies representativas:
Cormorões e andorinha africana
Outras características das espécies: Estas espécies são encontradas em grandes rios e
lagos, pântanos e zonas húmidas costeiras, como estuários. É
mais comum em água doce, particularmente durante o
acasalamento.
29
EFA Angola Aves
Determinação da posição do caudal relacionado: Nidifica em ilhas ou cordões arenoso,
normalmente de rios cujos fluxos de águas apresentem
intensidade moderada a alta como na época de início das
chuvas.
Necessidades conhecidas de água: Necessita de áreas de margem a descoberto quando a
maré recua.
3.2
Categorias de caudais sítios do rio
Um dos principais pressupostos subjacentes ao processo da ACA a ser usado na ADT é que
é possível identificar de diferentes maneiras as partes do regime do caudal que são
ecologicamente relevantes e descrever sua natureza usando os registos hidrológicos
históricos. Nesse contexto, um dos primeiros passos para qualquer rio no processo da ACA,
é fazer consultas ao ecologista fluvial local a fim de identificar estas categorias mais
importantes de caudais do ponto de vista ecológico. Este processo foi seguido durante o
Workshop de Preparação realizado em Setembro de 2008 e quatro categories de caudais
foram acordadas para os locais da Bacia do rio Okavango:
· Época
seca
(Dry)
· Época de transição 1 (Trans 1)
· Época de inundações (Wet)
· Época de transição 2. (Trans 2)
As divisões sazonais provisórias para os locais 1-5 do rio estão demonstradas na Figura 3.5.
Estas divisões sazonais serão formalizadas pela equipa de hidrologistas do projecto em
forma de norma dentro do modelo hidrológico. A título provisório, eles providenciam
contribuições valiosas no regime do caudal do sistema fluvial, sugerindo uma alta
variabilidade do caudal dentro do período de um ano, no Rio Cuebe e uma alta variabilidade
do Rio Cubango dentro do periodo de um ano.
Planea-se utilizar caudais sazonais semelhantes para os restantes locais do rio: 6 e 8.
120
Wet
100
Trans 1
Trans 2
Dry
80
Year
Y
2
ear
60
Year
Y
1
ear
Year
Y
3
ear
40
20
0
O
N
D
J
D
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S
Figura 3.1 Três anos representativos para o local 1: Rio Cuebe em Capico, que ilustram a
divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de caudais
30
EFA Angola Aves
1200
Wet
1000
Trans 1
Trans 2
Dry
800
Year 1
600
Year 2
Year 3
400
200
0
O
N
D
J
D
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S
Figura 3.2 Três anos representativos para o local 2: Rio Cubango em Mucundi, que ilustram a
divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de caudais
250
Wet
Dry
200
a
n
s 1
a
n
s 2
Tr
Tr
150
Year 1
Year 2
100
Year 3
50
0
O
N
D
J
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S
Figura 3.3 Três anos representativos para o local 3: Rio Cuito em Cuito Cuanavale, que
ilustram a divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de caudais
31
EFA Angola Aves
1000
900
Wet
We
800
Dry
Dr
Tra
Tr n
a s
n 1
s
Tra
Tr n
a s
n 2
s
Dry
Dr
700
600
Year 1
500
Year 2
400
Year 3
300
200
100
0
O
N
D
J
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S
Figura 3.4 Três anos representativos para o local 4: Rio Okavango em Kapoka (dados
hidrológicos obtidos da estação hidrometrica do Rundo), que ilustram a divisão
aproximada do regime do caudal em quatro estações de caudais
1800
1600
Wet
1400
Dry
Trans 1
Trans 2
Dry
1200
1000
Year 3
0
Year 2
800
Year 1
600
400
200
0
O
N
D
J
F
M
A
M
J
J
M
J
A
S
Figura 3.5 Três anos representatives para o local 5: Rio Okavango nos Rápidos de Popa
(dados hidrologicos obtidos a partir da estação hidrométrica de Mukwe), que
ilustram a divisão aproximada do regime do caudal em quatro estações de caudais
A análise da bibliografia (Capítulo 4) e recolha de dados e os exercícios de análise (Capítulo
5) concentram-se na abordagem do resultado inicialmente esperado a serem as nove
principais perguntas relacionadas com estas estações de caudais (Tabela 3.2).
32
EFA Angola Aves
Tabela 3.2 Questões a serem abordadas no Workshop de Aquisição de Conhecimentos, por
indicador e por local. Para todos os efeitos, o `natural' abarcará na totalidade a
vasta gama da variabilidade natural
Número da Época
Resposta do indicador se:
pergunta
1
O início ocorre mais cedo ou mais tarde que o modo/média natural
2
Época Seca
Os níveis das aguas são mais altos ou baixo que o modo/média natural
3
Demora-se mais que o modo/médianatural
A duração é mais longa ou mais curta que o modo/média natural - e.g. a
4
hidrografia torna-se mais escarpada ou de menor profundidade
Transição 1
Os fluxos são mais ou menos variaveis que o modo/média natural e assim como a
5
sua extensão
O início ocorre mais cedo ou mais tarde que o modo/média natural a
6
Época de
sincronização com a chuva poderá se alterar
inundação
7
Alterada a proporção natural dos diferentes tipos de inundações anuais
8
O início ocorre mais cedo ou mais tarde que o modo/média natural
Transição 2
A duração é mais longa ou maus curta que o modo/média natural i.e. a
9
hidrografia torna-se mais escarpada ou de menor profundidade
3.3
Categorias de inundação pontos do Delta
As categorias reconhecidas de caudais do rio não são relevantes no Delta, onde portanto, a
inundação é o principal propulsor da forma e do funcionamento do ecossistema. As
principais categorias de inundação reconhecidas pelo modelo de inundação desenvolvido
pelo Centro de Pesquisas Harry Oppenheimer do Delta Okavango (HOORC) são usadas no
presente documento (Tabela 3.3).
Tabela 3.3 Categoria de inundação para o Delta do Okavango conforme reconhecido pelo
modelo de inundação do HOORC
Número de Nome da
Descrição
categoria
categoria de
de
inundação
inundação
(Nesse momento, quer o hidrólogo principal, assim como os especialistas do Delta estão a
trabalhar na definição das principais categorias de inundação para o Delta, e estas
definições serão providenciadas a equipa do Botswana logo que tenham finalizado essa
actividade.)
33
EFA Angola Aves
4
ANÁLISE DA BIBLIOGRAFIA
Introdução
A bibliografia para a avifauna em Angola apresenta-se de alguma forma vasta tendo em
conta a informação existente para a biodiversidade em Angola.
A lista de títulos resultante da bibliografia pesquisada não é muito vasta porque não foi
possível consultar vários destes títulos. Acontece que sendo as Aves um dos grupos mais
estudados até ao ano de 1975, prossupõe-se a existência de várias publicações. No entanto
tal produção parece não ter sido tão abrangente. A pesquisa efectuada sobre a base de
dados existente no site Birdlife e na biblioteca da Junta da Investigação Cientifica e tropical
permitiu o cruzamento destas referências de Aves descritas para Angola.
Alguns estudos mais recentes referem-se a várias espécies de aves no contexto da
referenciação e indicação geográfica (taxonomia/zoogeografia).
A informação adquirida pertencem à escassa bibliografia existente no Departamento de
Biologia (FCUAN) e ou de biblioteca privadas. Alguns destes títulos constituem cópias
policopiadas e com algumas páginas já com pouca qualidade para a leitura. Os títulos mais
recentes constituem contribuições válidas para o conhecimento generalizado. Há uma
grande lacuna no presente trabalho de pesquisa que é uma visita à colecção e biblioteca da
Avifauna de Angola que se encontra no Lubango, província da Huíla. Este acervo é
importante para a identificação de várias espécies assim como para o conhecimento da
distribuição no território. As várias espécies encontradas e agrupadas nos indicadores
propostos, são apresentadas de forma resumida na tabela 3.4.
Por último, a bibliografia consultada foi a possível pois somente alguns dos grupos de Aves
indicados no trabalho, no geral, concernentes a sistemas fluviais semelhantes ao da bacia
do Cuando-Cubango ou porque se referem a espécies semelhantes ou com comportamento.
A análise mais recorrente foi os trabalhos de Huntley (1974a, 1974b, 1992), Dean, 1988;
Dean e tal., 1988; Williams et al., 1989; CLANCEY PA. 1986; PINTO A A DA R. 1973a. A
check lista que Braine (1990) refere para o estuário do Cunene permitiu a comparação por
exclusão, na perpsctiva de se entender a ocorrência dos passáros ai presentes. As
referências às bacias idênticas ficarm-se por analizar o resto do curso hidrográficos dos rio,
nomeadamente os trabalhos efectuado no Botswana, Namibia e África do Sul.
(Anexo B1).
34
EFA Angola Aves
Tabela 4.4 Quadro resumo dos indicadores e espécies representativas
Indicadores ecológicos
Indicador
Comentários (e.g.
Descrição do indicator
(alimentar e
Espécies representativas)
reprodutivo)
1
Piscívoros de águas
Kingfishers e cormorões,
Alimentam-se predominantemente de
abertas
peixes, no rio principal e riachos
adjacentes
2
Piscívoros de águas
Grandes egretas e herons
Caçam entre as árvores das zonas de
rasas
águas rasas traseiras através de técnicas
de emboscada
3
Piscívoros e
Egretas pequenas , Ibis,
Alimentam-se de peixe que vemcom o
invertebrados
Saddle-billed Storks e
nível das águas depois da reprodução nas
Lapwings
planícies de inundação ou que ficaram
presos nos charcos em dessecação.
4
Especialistas das
Openbill, patos, gansos e
Alimentam-se de moluscos, sapos, peixe
planícies
Cranes
ou de organismos ou vegetação
específica em água rasa que ocorrem em
situação inundação da planície
5
Especialistas dos
Charcos (levam e recebem os níveis de
nenúfares e lírios de
Jacana africana e jacana
água.) e águas cobertas por lírios e
água
Lesser
nenúfares. Essenciais como habitats de
alimentação
6
Especialistas de
Quando as árvores de fruto estão em
árvores de frutos
Turacos, bulbus
frutificação constituem uma importante
fonte de comida para várias espécies de
pássaros.
7
Reprodução nas
Habitat para a nidificação na zona limite
planícies de
Fan-tailed Widowbird,
ribeirinha, os bancos e ilhas de areia com
inundação
weavers, bishops, herons
Poaceas.
and egretas
8
Reprodução sobre a
Nidificação colonial ou solitária que
copa das árvores
Andorinhas, herons e
requerem vegetação abundante para
cormorões
cobrir como segurança dos ninhos.
9
Reprodução em
Requer bancos verticais para fazer
bancos de areia
Comedoras de abelhas
buracos ou bancos com vegetação para
nidificação e desenvolvimento (os
kingfishers foram excluídos)
10
Reprodução sobre as
Totalmente dependente das rochas
rochas ou pedras e
Pratincolas das rochas,
emergentes, barras de areia e ilhas no
barras de areia do
Skimmer Africano
canal do rio principal com o objective de
canal
nidificação.
35
EFA Angola Aves
4.1
Indicador No 1 Espécies Piscívoras de água abertas
4.1.1 Principais características do Indicador
A fenologia dos cormorões ou corvos permite inserir esta espécie como indicador válido pois
utliza as zonas de águas abertas para pescar o seu alimento. Normalmente voa muito perto
da água e mergulha para apanhar o peixe. Como ocorre em quase todo o território nacional,
portanto é de distribuição ampla.
4.1.2 Atributos do ciclo de vida do indicador
Espécie gregária que passa grandes períodos em terra e descansa especialmente em
posições expostas em locais mais ou menos elevados nas margens rochosas, bancos de
areia, restingas, árvores, troncos flutuantes, molhes e quebra-mares; normalmente perto de
água e sem perturbações. De dia encontram-se nas zonas de alimento, onde descansam e
digerem a refeição antes de voar para a zona de descanso nocturna ou para as colónias. No
período nocturno, semelhante às colónias de nidificação, localizam-se em pequenas ilhas,
rochedos escarpados e em áreas com várias árvores rodeadas de água.
4.1.3
Ligação ao caudal
A ligação ao caudal é a alimentação. A base da sua alimentação é peixe, que caça durante
o dia, e em menor quantidade crustáceos (camarão e caranguejo), rãs, algumas aves
aquáticas, patos juvenis e ratazanas. Alimenta-se normalmente sozinho, deslocando-se por
vezes cerca de 50 km à procura de alimento.
4.2
Indicador nº 2
Espécies piscívoras de lagoas e de águas rasas, etc
4.2.1 Principais características do Indicador
As espécies categorizadas neste indicador são as garças, a coruja pescadora, as
andorinhas do mar que ocorrem ao longo da bacia hidrográfica nas áreas de águas rasas.
4.2.2 Atributos do ciclo de vida do indicador
As espécies ocorrem devido ao factor alimentação. Ecologicamente o grupo apresenta um
comportamento similar entre as espécies. Como algumas espécies de garças são espécies
migradoras tropicais que parecem surgir durante a estação seca e desaparecem no início
da estação das chuvas. Ou seja os bandos são maiores no inicio das estação das chuvas
mas também podem surgir indivíduos isolados ou pequenos bandos durante todo o ano.
36
EFA Angola Aves
4.2.3
Ligação ao caudal
Este grupo indicador está directamente relacionado com habitat como lagos, lagoas com
águas rasas e com velocidades de correntes de baixas a moderadas e sedimentos
arenosos.
As condições de fluxo de caudais apropriadas a este indicador são durante os meses de
Cacimbo, Maio, Junho com tendência a diminuir em Agosto e Setembro.
4.3 Indicador
nº3
Espécies Piscívoras e de Invertebrados, em planícies aluviais e piscinas isoladas
4.3.1 Principais características do Indicador
As espécies que se alimentam de peixes e de invertebrados associados as planícies aluviais
e a zonas de águas mais ou menos profundas. Ocorrem ao longo de todo o ano.
4.3.2 Atributos do ciclo de vida do indicador
Muitas das espécies que constituem este indicador estão presentes numa vasta área do
território angolano pelo que vivem também em locais com água menos disponível.
4.3.3
Ligação ao caudal
Parece ser uma ligação caracterizada pelo apelo a alimentação tendo em conta a
distribuição cosmopolita, reprodução e com certeza o grande porte de alguns indivíduos
(e.g. pelicanos).
4.4 Indicador
nº4
Espécies especialistas que se alimentam em planícies aluviais e águas paradas retrocidas
4.4.1 Principais características do Indicador
As características deste grupo (Cegonha africana, patos e gansos) permitem perceber que a
ecologia alimentar determina o seu modo de vida. Utilizam as planícies aluviais e águas
paradas retrocidas para se alimentarem dos organismos invertebrados da região.
Nestas áreas a água é estagnada formando espelhos de água com pouca profundidade.
4.4.2 Atributos do ciclo de vida do indicador
Aves que habitam ou visitam zonas húmidas de águas paradas cuja vegetação se mantém
rasteiram
37
EFA Angola Aves
4.4.3
Ligação ao caudal
O caudal óptimo deverá ser o fluxo de caudal baixo a moderado que permite as aves
procurar e explorar a planície. O tempo seco com ausência de chuvas leva a retenção da
água.
4.5 Indicador
nº5
Especialistas alimentam-se em enseadas cobertas de lírio da água (nenúfares)
4.5.1 Principais características do Indicador
Este grupo engloba as espécies que fenlogicamente de dos riachos e pequenas baías com
vegetação emergente.
4.5.2 Atributos do ciclo de vida do indicador
Este ecossistema é muito importante para alimentar as espécies como as jacanas.
4.5.3
Ligação ao caudal
A ligação está difinitivamente ligada ao inicio das chuvas quando as planícies e enseadas se
enchem de água e porporcionam o crescimento das plantas aquáticas, consequentemente
maior diversidade de invertebrados
4.6 Indicador
nº6
Especialista em alimentação nas árvores de fruta ribeirinhas
4.6.1 Principais características do Indicador
Como principal condição temos a floração e frutificação das árvores que se dá no auge da
estação chuvosa
4.6.2 Atributos do ciclo de vida do indicador
Alimentam-se dos frutos das árvores ribeirinhas adoptanto a região para comer, sociabilizar
e reproduzir. Algumas espécies nidificam durante esta época.
4.6.3
Ligação ao caudal
Nos meses de Fevereiro e Março quando as árvores estão em frutificação. Os meses de
cacimbo ou tempo seco migram (paleárticos)
4.7 Indicador
nº7
Espécies que nidificam reedbeds e planícies aluviais
4.7.1 Principais características do Indicador
O grupo utiliza as pradarias de inundação para nidificação e crescimentos de juvenis,
ocupando a linha de margem, ilhas e flechas de areia.
38
EFA Angola Aves
4.7.2 Atributos do ciclo de vida do indicador
A reprodução resume a importância de determinados locais da bacia para este indicador
nomeadamente para galinholas, uma das espécies indicadoras-
4.7.3
Ligação ao caudal
Permanecem todo o ano mas são mais presentes durante a época seca, meses de Maio,
Junho e Julho onde os caudais são menores a escassos.
4.8
Indicador nº 8
Espécies que nidificam e dominam árvores ribeirinhas
4.8.1 Principais características do Indicador
A nidificação nos ramos das árvores ribeirinhas nas árvores que se desenvolvem ao longo
de determinadas áreas da bacia.
4.8.2 Atributos do ciclo de vida do indicador
Estas aves normalmente andam em bandos desagregados e de poucos indivíduos.
Nidificam nos ramos tendo para tal necessidade de construir o ninho que faz com material
vegetal seco.
4.8.3
Ligação ao caudal
No tempo seco, ou seja no cacimbo, onde as chuvas são ausentes.
4.9 Indicador
nº9
Espécies que nidificam sobre bancos de areia
4.9.1 Principais características do Indicador
Fazem buracos nas encostas formadas por areias onde nidificam.
4.9.2 Atributos do ciclo de vida do indicador
Alimentam-se das abelhas que ocorrem em abundância na região.
4.9.3
Ligação ao caudal
Ocorrem em maior número segundo a disponibilidade de alimentação. A melhor época é
durante a época das chuvas com a proliferação de flores e abelhas. Necessitam de caudais
moderados a elevados.
39
EFA Angola Aves
4.10 Indicador
nº10
Reprodução sobre as rochas ou pedras e barras de areia do canal
4.10.1 Principais características do Indicador
Espécies nidificam sobre rochas emergentes ou sobre as barras de areia existente sobre no
canal.
4.10.2 Atributos do ciclo de vida do indicador
Alimentam-se de invertebrados
4.10.3
Ligação ao caudal
Necessitam de fluxos baixos a moderados que não haja submersão do habitat
40
EFA Angola Aves
5
RECOLHA E ANÁLISE DE DADOS
Resumo
Os dados recolhidos represantam o trabalho realizado durante as visitas de campo
efectuadas aos locais Capico, Mucundi e Cuito-Canavale. Durante estas visitas foram
efectuados levantamentos das espécies de Aves presentes nos locais. A lista das espécies
observadas permitiu maior confiança na reprodução dos dados da bibliografia. A qualidade
das informações encontradas é no entanto bastante discutível tendo em conta o período de
tempo empregue para os levantamentos e a representatividade dos locais amostrados.
Referir a quantidade de dados só faz sentido se falarmos da informação que consta da
bibliografia disponível porque não foi um objectivo metodológico para o presente relatório.
Tendo em conta a escassez dos dados sobre as aves que ocorrem na bacia, durante a visita
aos locais registou-se o nº e as espécies de pássaros observados em cada local.
Assim para a bacia do Cuando-Cubango pensa-se ser importante um levantamento
sistemático das aves, identificados os seus habitat preferenciais e confirmado o tipo de uso.
5.1
Metodologia para recolha e análise de dados
Ao longo do preseente trabalho foram realizadas 3 viagens ao Cuando-Cubango- A primeira
ocorreu em Junho de 2008; a segunda em Novembro de 2008 e a terceira em Março de
2009. No decorrer das viagens e tendo em conta a metodologia orientadadora, foram
identificados os indicadores e confirmada a sua importância relativa ao habitat da bacia do
Cuando-Cubango, na porção de Angola.
Para a execucção do presente trabalho procedeu-se a seguinte abordagem: i) pesquisa
bibliográfica ii) visita de campo iii) análse e comparação com sistemas fluviais semelhantes.
A metodologia utilizada para a pesquisa bibliográfica foi a rever a bibliografia disponível já
tornada pública e publicada, em relação as aves de Angola, abarcando publicações,
boletins, revistas, livros, pesquisa, monografias e teses.
Durante as visitas de campo foram realizados inquéritos a população sobre as espécie de
Aves que mais conhecidas em cada site. Os entrevistados procederam ainda a confirmação
e identificação das espécies a que se referiam através de fotografias dos guias de campo
sobre Aves.
O horizonte e os habitats representativos dos indicadores ecológicos foram observados
durante 2 horas diárias (5, 30h e as 6, 30h da manhã e as 17 e 18h de tarde), num raio de
cerca de 2 km a partir do ponto mais alto da estação. Estas observações foram efectuadas
com binóculos para melhor identificação dos espécimens. Todas as outras observações
durante o dia ou percursos foram anotadas. As anotações foram feitas em fichas concebidas
para o efeito. A identificação foi realizada com guias de campo disponíveis.
5.2 Resultados
Várias espécies de aves foram identificadas durante o presente estudo.
Um resumo do entendimento presente das respostas previstas de todos os indicadores das
AVES e potenciais mudanças no regime de fluxo
41
EFA Angola Aves
5.2.1
Indicador nº1 Piscívoros de água abertas
Tabela 5. 1: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal do indicador Piscívoros de água abertas no ecossistema do Rio
Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
Mantêm-se na área de alimentação
1
média
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Depende. Se os níveis forem extremos, procura outras áreas.
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
alta
natural
Extende-se por mais tempo
Procura novas áreas de alimentação
3
média
que o natural
A duração é mais longa ou
Procura outras áreas de alimentação
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
baixa
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
Mantem-se na área de alimentação
5
média
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Mantem-se na área de alimentação
Época de
mais tarde que o natural a
6
média
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterado
42
EFA Angola Aves
Alterada a proporção natural
Mantém-se na área
7
dos diferentes tipos de
baixa
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se na área se os caudais se mantiverem perto do normal
8
média
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Procura novas áreas de alimentação
Transição 2
mais curta que o natural i.e.
9
hidrografia torna-se mais
alta
escarpada ou de menor
profundidade
43
EFA Angola Aves
5.2.2
Indicadornº 2 Piscívoros de águas rasas e lagoas.
Tabela 5. 2: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal do indicador Piscívoros de águas rasas e lagoas no ecossistema do
Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
Procuram novas áreas de alimentação e nidificação no caso do inicio da estação seca vir a
1
média
mais tarde que o natural
ocorrer mais cedo
Os níveis das águas são mais Depende, se os níveis de água forem muito mais altos que o natural o indicador procura
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
novas áreas a montante. Mantém-se na área se os níveis forem mais baixos
média
natural
Extende-se por mais tempo
Mantém-se na área de alimentação e nidificação
3
média
que o natural
A duração é mais longa ou
Mantém-se na área
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
alta
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
Mantém-se na área
5
alta
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Procuram novas áreas de alimentação e nidificação caso a época de inundação ocorra
Época de
mais tarde que o natural a
mais tarde.
6
média
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterado
44
EFA Angola Aves
Alterada a proporção natural
Procura novas áreas
7
dos diferentes tipos de
baixa
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se nas áreas de alimentação
8
média
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Mantém-se mas depende da disponibilidade da alimentação
Transição 2
mais curta que o natural i.e.
9
hidrografia torna-se mais
média
escarpada ou de menor
profundidade
45
EFA Angola Aves
5.2.3
Indicador nº 3 Piscívoros e que alimentam também de Invertebrados, planícies aluviais e piscinas isoladas
Tabela 5. 3: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal de para o indicador Piscívoros e que se alimentam também de
Invertebrados, planícies aluviais e piscinas isoladas no ecossistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
Se o inicio ocorrer mais cedo procura novas áreas de alimentação
1
média
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Mantém-se nas áreas de alimentação ou pós nidificação se os níveis de água forem
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
normais
baixa
natural
Extende-se por mais tempo
Mantém-se nas áreas de alimentação
3
média
que o natural
A duração é mais longa ou
Mantém-se nas áreas de alimentação quando a profundidade é menor. Se porventura a
mais curta que o natural - i.e. profundidade aumentar as espécies indicadoras tendem a abandonar o local
4
hidrografia torna-se mais
média
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
Mantém-se nas áreas de alimentação
5
alta
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se nas áreas
Época de
mais tarde que o natural a
6
média
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterado
46
EFA Angola Aves
Alterada a proporção natural
Mantém-se nas áreas de alimentação
7
dos diferentes tipos de
média
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
Depende. Mantém-se nas áreas se os fluxos de caudais não se alterarem
8
média
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Procura novas áreas normalmente com maior fluxo de caudal.
Transição 2
mais curta que o natural i.e.
9
hidrografia torna-se mais
média
escarpada ou de menor
profundidade
47
EFA Angola Aves
5.2.4
Indicador nº 4 Especialista que se alimentam em planícies aluviais, águas que retrocedem
Tabela 5. 4: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal para o Indicador Especialista que se alimentam em planícies aluviais,
águas que retrocedem no ecossistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se nas áreas de alimentação
1
baixa
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Mantém-se nas áreas se os níveis de água tendem a ser mais baixos
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
mádia
natural
Extende-se por mais tempo
Mantém-se na área de alimentação
3
média
que o natural
A duração é mais longa ou
Procura outras áreas se os níveis baixam extraordinariamente
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
média
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
Mantém-se nas áreas
5
média
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Procura outras áreas se os níveis baixam extraordinariamente
Época de
mais tarde que o natural a
6
média
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterado
48
EFA Angola Aves
Alterada a proporção natural
Depende. Procura novas áreas mais favorecidas para a alimentação
7
dos diferentes tipos de
média
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se na área
8
baixa
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Procura outras áreas se os níveis baixam extraordinariamente
Transição 2
mais curta que o natural i.e.
9
hidrografia torna-se mais
baixa
escarpada ou de menor
profundidade
49
EFA Angola Aves
5.2.5
Indicador nº 5 Especialista em alimentação em enseadas cobertas por lírio da água.
Tabela 5. 5: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal para o indicador Especialista em alimentação em enseadas cobertas
por lírio da água no ecossistema do Rio Okavango.
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se nas áreas de alimentação
1
Bastante baixa
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Procura outras áreas se os níveis baixam extraordinariamente
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
baixa
natural
Extende-se por mais tempo
Procura outras áreas de alimentação
3
baixa
que o natural
A duração é mais longa ou
Procura outras áreas se os níveis baixam extraordinariamente
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
alta
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
Mantém-se nas áreas de alimentação
5
média
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Procura outras áreas se a época chegar mais tarde do que o previsto
Época de
mais tarde que o natural a
6
média
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterado
50
EFA Angola Aves
Alterada a proporção natural
Depende. Procura outras áreas se os níveis baixarem perigosamente
7
dos diferentes tipos de
baixa
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
Depende. Mantém-se se as condições não se alterarem de forma brusca
8
baixa
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Procura outras áreas se os níveis baixam extraordinariamente
Transição 2
mais curta que o natural i.e.
9
hidrografia torna-se mais
baixa
escarpada ou de menor
profundidade
51
EFA Angola Aves
5.2.6
Indicador nº 6 Aves especialistas em alimentação nas árvores de fruto ribeirinhas.
Tabela 5. 6: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal para o indicador Especialista em alimentação nas árvores de fruto
ribeirinhas no ecossistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
(bastante baixa,
pergunta
baixa, média,
alta)
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se na área de alimentação se o inicio ocorrer mais tarde
1
média
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Mantém-se nas áreas aproveitando as árvores em fruto da época
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
baixa
natural
Extende-se por mais tempo
Procura outras áreas
3
média
que o natural
A duração é mais longa ou
Procura outras áreas de alimentação
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
alta
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
Mantém-se nas áreas de nidificação
5
baixa
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se nas áreas de alimentação se a inundação ocorrer mais cedo
Época de
mais tarde que o natural a
6
média
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterado
52
EFA Angola Aves
Alterada a proporção natural
Mantém-se nas áreas de alimentação
7
dos diferentes tipos de
alta
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se na área
8
baixa
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Procura outras áreas se os níveis baixam extraordinariamente
Transição 2
mais curta que o natural i.e.
9
hidrografia torna-se mais
média
escarpada ou de menor
profundidade
53
EFA Angola Aves
5.2.7
Indicadores nº 7 Aves que se desenvolvem em reedbeds e planícies aluviais
Tabela 5. 7: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal para os indicadores que Desenvolvem-se em reedbeds e planícies
aluviais no ecossistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se na áreas de desenvolvimento
1
média
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Procura outras áreas se os níveis das águas baixam perigosamente
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
média
natural
Extende-se por mais tempo
Procura outras áreas para os juvenis se desenvolverem
3
baixa
que o natural
A duração é mais longa ou
Procura outras áreas se os níveis de água baixam extraordinariamente
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
média
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
Mantem-se ans áreas de alimentação
5
baixa
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Procura outras áreas se os níveis baixam extraordinariamente se a época ocorrer
Época de
mais tarde que o natural a
tardiamente
6
baixa
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterado
54
EFA Angola Aves
Alterada a proporção natural
Procura outras áreas se os níveis de água se mantiverem
7
dos diferentes tipos de
média
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
Mantem-se nas áreas de alimentação
8
baixa
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Procura outras áreas se os níveis baixam extraordinariamente
Transição 2
mais curta que o natural i.e.
9
hidrografia torna-se mais
média
escarpada ou de menor
profundidade
55
EFA Angola Aves
5.2.8
Indicadores nº 8 Aves que crescem ou se desenvolvem em árvores ribeirinhas.
Tabela 5. 8: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal para os indicadores Desenvolvem-se nas árvores ribeirinhas no
ecossistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se nas áreas de desenvolvimento
1
Média
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Mantém-se nas áreas de desenvolvimento se os níveis de água·
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
Baixa
natural
Extende-se por mais tempo
Mantém-se nas áreas de desenvolvimento
3
Baixa
que o natural
A duração é mais longa ou
nas áreas de desenvolvimento com o aumento das árvores ribeirinhas
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Bbaixo
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
As s condições não evoluem pelo que o indicador vai procurar outra área para os jovemb
5
médio
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se nas áreas de desenvolvimento
Época de
mais tarde que o natural a
6
média
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterado
56
EFA Angola Aves
Alterada a proporção natural
Mantém-se nas áreas de desenvolvimento
7
dos diferentes tipos de
baixa
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
Mantém-se nas áreas de desenvolvimento
8
Baixa
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Mantém-se nas áreas de desenvolvimento
Transição 2
mais curta que o natural i.e.
9
hidrografia torna-se mais
Média
escarpada ou de menor
profundidade
57
EFA Angola Aves
5.2.9
Indicadores nº 9 Indicadores nº 9 Aves que se desenvolvem em bancos de areia
Tabela 5. 9: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal para o Indicadores animais que se desenvolvem em bancos no
ecossistema do Rio Okavango
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
Se for mais cedo os bancos de areia ficam a descoberto mais cedo aumenta
O início ocorre mais cedo ou
1
disponibilidade de habitat o indicador mantem-se na área. Se for mais tarde, o indicador
Média
mais tarde que o natural
move-se para outras zonas com maior disponibilidade
Os níveis das águas são mais Niveis mais altos poderão ocorrer seca durante a época
Época Seca
2
altos ou mais baixos que o
Baixo
natural
Extende-se por mais tempo
O indicador permanece
3
Média
que o natural
A duração é mais longa ou
Se a duração dos fluxos for mais longa o indicador acabará por ir ocupar outras áreas
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Média
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
O indicador permanece nas zonzs de desenvolvimento
5
Médio
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
O inicio ds época de ocorrer mais cedo do que previsto, indicador acabe por abandono
Época de
mais tarde que o natural a
6
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterado
58
EFA Angola Aves
Alterada a proporção natural
7
dos diferentes tipos de
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
8
mais tarde que o natural
A duração é mais longa ou
Transição 2
mais curta que o natural i.e.
9
hidrografia torna-se mais
escarpada ou de menor
profundidade
59
EFA Angola Aves
5.2.10
Indicador nº 10 Aves que se desenvolvem nas rochas e em barras de areia e ilhas que emergem no canal do rio
Tabela 5. 10: Respostas previstas à possíveis mudanças no regime de caudal para os indicadores animais que se desenvolvem nas rochas que
emergem no ecossistema do Rio Okavango.
Confiança na
Número
previsão (bastante
da
Época
Possível mundaça de caudal
Resposta prevista do indicador
baixa, baixa,
pergunta
média, alta)
O início ocorre mais cedo ou
Se as rochas ficam a totalmente descoberto
1
Baixa
mais tarde que o natural
Os níveis das águas são mais Diminuição ou incremento do nível de água demerá
2
Época Seca altos ou mais baixos que o
Baixa
natural
Extende-se por mais tempo
Aumento das areias, dinamniza geogeomorfológicamente as areias das margens e,
3
Alta
que o natural
Incremento das Comunidades de invertebrados.
A duração é mais longa ou
Contribui para a redução dos habitats ou diminuição drástica destes ecossistemas
mais curta que o natural - i.e.
4
hidrografia torna-se mais
Média
Transição 1
escarpada ou de menor
profundidade
Os caudais são mais ou
Decresce a disponibilidade de alimento
5
Baixa
menos variáveis que o natural
O início ocorre mais cedo ou
A alteração dos habitats por invazão da água pode influenciar na reprodução
Época de
mais tarde que o natural a
6
Não
inundação
sincronização com a chuva
poderá ser alterada
60
EFA Angola Aves
Alterada a proporção natural
Promove a alteração cíclica de parâmetros ambientais deepentes das inundações.
7
dos diferentes tipos de
Baixa
inundações anuais
O início ocorre mais cedo ou
Alteração dos habitats com prejuízo para as comunidades de invertebrados o que diminui
8
Baixo
mais tarde que o natural
a disponibilidade alimenatar
A duração é mais longa ou
A transição alterada quer para menos ou quer para mais tempo altera a coluna de água e
Transição 2
mais curta que o natural i.e.
por consequência a disponibilidade do alimento, peixe e invertebrados.
9
hidrografia torna-se mais
Média
escarpada ou de menor
profundidade
61
EFA Angola Aves
5.3 Conclusão
Somos a concluir que vários deverão ser os esforços dos intervenientes, autoridades,
gestores, utilizadores e população em geral. Um lema deverá nortear o futuro trabalho a ser
implementado na bacia do Cuando-Cubango, e que deve necessariamente passar pela
sistematização de levantamentos da diversidade de espécies de Aves. Há uma necessidade
de confirmar a utilização dos diferentes habitats nos ecossistemas ao longo da bacia. Como
se pretende a preservação da biodiversidade os objectivos a atingir deverão passar pelos
seguintes aspectos:
Realizar censos populacionais para as espécies de aves relevantes para o rio
tais como o openbill, cormorão, egretas e patos.
Manter a presença da populações de aves que "passam" pela região
Conservar as principais zonas de descanso e alimentação para promoção da
continuidade das rotas migratórias.
Como tal, somos a propor que sejam tidas em conta acções concertadas em projectos de
continuidade quer sejam os adujicados os governos locais como os de índole da
investigação científica.
Proposta de Acções de Gestão:
Manter tanto quanto possível os planos de água livres de perturbação;
Manter e ou melhorar a qualidade da água.
Fiscalizar e controlar o funcionamento das bombas de captação e monitorizar a
qualidade da água;
Promover fiscalização e controlo das acções de perseguição e caça ilegal sobre as
espécies;
Desde já restringir o uso de agro-químicos e adoptar técnicas alternativas no
desenvolvimento da agriculura;
Os constrangimentos de tempo foram o nosso maior inimigo e por consequência o presente
relatório necessita de uma revisão meticulosa da autora.
62
EFA Angola Aves
6
RELAÇÃO DA CURVA DE RESPOSTA
DOCAUDAL PARA USO NA ACA-SAD
(SISTEMA DE APOIO DE TOMADA DE
DECISÃO) DO OKAVANGO
63
EFA Angola Aves
7 REFERÊNCIAS
Cabral JC, Mesquitela LM. 1989. Índice toponímico de colheitas zoológicas em
Angola (Mammalia, Aves, Reptilia e Amphibia). Estudos, Ensaios e Documentos,
Lisboa 151:1-206
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southern African Wildlife Management Association 4: 157-166.
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No. 28. Servicos de Veterinaria, Luanda. 21 pp.
Huntley, B.J., and E.M. Matos. 1994. Botanical diversity and its conservation in
Angola. In: Huntley, B.J. editor. Botanical Diversity in Southern Africa. Strelitzia 1: 53-
74. National Botanical Institute, Pretoria.
Penry, H. 1994. Bird Atlas of Botswana. University of Natal Press, Pietermaritzburg.
319 pp.
Pinto, A.A.R. 1983. Ornitologia de Angola. Vol. 1. Instituto de Investigacão Cientifica
Tropical, Lisbon, Portugal.
Sinclair, I.1990. Southern African Birds: A Photographic Guide. Struik, (1992). Pocket
guide to the more frequently encountered species. 144 pp.
Sinclair, I. 2008. Field Guide to the Birds of Southern Africa. New Holland. 368 pp.
Sinclair, I. & P. Ryan. 2003. Birds of Africa South of the Sahara: A Comprehensive
Illustrated Field Guide. New Holland. 712 pp.
World Wildlife Fund (Content Partner); Mark McGinley (Topic Editor). 2008. "Angolan
Miombo woodlands." In: Encyclopedia of Earth. Eds. Cutler J. Cleveland
(Washington, D.C.: Environmental Information Coalition, National Council for Science
and the Environment). [First published in the Encyclopedia of Earth March 19, 2007;
Last revised April 14, 2008; Retrieved March 3, 2009].
http://www.eoearth.org/article/Angolan_Miombo_woodlands
64
EFA Angola Aves
8
ANEXO A: DESCRIÇÃO COMPLETA DOS
INDICADORES
Commom
groups Commom
names
Species
Reed (long tailed) cormorant
Phalocrocorax africanus
Cormorants
Cape cormorant
Phalocrocorax capensis
Little egret
Egretta garzeta
Heros e Egrets
Cattle egret
Bulbucus ibis
Ibises
Glossy ibis
Plegadis falcinellus
African openbill
Anastomus lamellgerus
Pelicans &
Ephippiorhynchus
Saddle-Billed stork
Storks
senegalensis
Blue winged goose
Cyanochen cyanoptera
Black-shouldered kite
Elanus caeruleus
Kites
Black kite
Milvus migrans
Yellow-Billed kite
Milvus aegyptius
Snake-
Western Banded snake-eagle
Circaetus fasciolatus
eagls,Bateleur & Batleur
Terathopius ecaudatus
Bat Hawk
Bat Hawk
Macheiramphus alcinus
Peacocks &
Helmeted guineafowls
Numida meleagris
Guineafowls
Swainson's spurfowl
Pternistes swainsonii
Spurfowl
Red-Neck spurfowl
Pternistes afer
(francolins)
Hartlaub's spurfowl (francolina)
Pternistes hartlaubi
Cranes Wattled
crane
Grus carunculatus
Jacanas Lesser
jacana
Glareola nuchalis
Pratincoles Rock
pratincole
Pluvianus aegyptius
Egytian plover
Vanellus armatus
Blacksmith lapwing (Plover)
Vanellus albiceps
Lapwings
White headed(white crowed) lapwing
Vanellus senegallus
(Plover)
African watled lapwing (Plover)
Xema sabini
Verreaux's (giant) eagle -owl
Bubo lacteus
Owls
Spotted eagle owl
Bubo africanus
Nightjars
Pennant-winged nigthjar
Macrodipteryx vexillarius
White fronted bee-eater
Merops bulllokoides
Blue-cheeked bee-eater
Merops persicus
Bee-eatrs
Madagascar (olive) bee-eater
Merops superciliosus
European bee-eater
Merops apiaster
Golden weaver (Holub's Golden
Ploceus xanthops
Weaver)
Weavers
Lesser masked weaver
Ploceus intermedius
Bar-winged weaver
Ploceus angolensis
65
EFA Angola Aves
9
ANEXO B: DADOS BRUTOS
B1. Ficha de campo
OBSERVAÇÃO DAS ESPÉCIES BIOLÓGICAS
DISCIPLINA___________________________
ÁREA / QUADRADO
ACA (ESPMO)
Bacia do Cuando-Cubango, Angola
Folha nº
Local
Inicio Fim
Observador
Horas
Estado do Data
Código
tempo
_________________
Espécies Hora
Nº
Tam.
Habitat Observações
ind. Aprox
Obs: 1) Só as espécies ligadas ao rio (estritamente); 2) Chamar CS em caso dúvida
66
EFA Angola Aves
B2. Anexo bibliográfico de Mills
A BIBLIOGRAPHY OF THE BIRDS OF ANGOLA
WRJ Dean and MSL Mills
Bulletin de la Société Portugaise de Sciences Naturelles
Bulletin de la Societe Zoologique de France
Arkiv for Zoologi
South African Avifauna Series
Revue de Zoologie et de Botanique Africaines
Faunistische Abhandlungen - Staatliches Museum für Tierkunde Dresden
Zeitschrift fur zoologis-. che Systematik und Evolutions-forschung
Rivista Italiana di ornitologia, Milano
Boletim Cultural do Museu de Angola
PRE-1900
HARTLAUB G, MONTEIRO JJ. 1860. On some birds collected in Angola.
Proceedings of the Zoological Society, London 28:109-112
HARTLAUB G. 1865. Descriptions of seven new species of birds discovered by Mr J.
J. Monteiro in the Province of Benguela, Angola, West Africa. Proceedings of the
Zoological Society of London 33:86-88
DU BOCAGE JVB. 1867. Aves das possessões portuguezas da Africa occidental
que existem no Museu de Lisboa. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e
Naturaes, Lisboa 1:1-25
DU BOCAGE JVB. 1867. Aves das possessões portuguezas da Africa occidental
que existem no Museu de Lisboa. Segunda lista. Jornal de Sciencias Mathematicas,
Physicas e Naturaes, Lisboa 1:1-14
DU BOCAGE JVB. 1868. Aves das possessões portuguezas da Africa occidental
que existem no Museu de Lisboa. Terceira lista. Jornal de Sciencias Mathematicas,
Physicas e Naturaes, Lisboa 1:1-13
SHARPE RB, MONTEIRO JJ. 1869. On the birds of Angola. Proceedings of the
Zoological Society of London 37:563-571
DU BOCAGE JVB. 1870. Aves das possessões portuguezas da Africa occidental
que existem no Museu de Lisboa. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e
Naturaes, Lisboa 1:1-20
DU BOCAGE JVB. 1871. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa 2:3-12
SHARPE RB. 1871. On the birds of Angola. Proceedings of the Zoological Society of
London 39:130-135
67
EFA Angola Aves
DU BOCAGE JVB. 1872. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Sexta lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa 3:1-5
DU BOCAGE JVB. 1873. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Setima lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa 4:1-7
DU BOCAGE JVB. 1873. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Oitava lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa 4:281-
294
DU BOCAGE JVB. 1874. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Nona lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa 5:1-29
DU BOCAGE JVB. 1876. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Undecima lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa 5:1-
9
DU BOCAGE JVB. 1876. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Duodecima lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa
5:1-16
DU BOCAGE JVB. 1876. Aves d'Angola encontradas nas collecções do dr.
Welwitsch. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa 1:258-
263
SHARPE RB, BOUVIER A. 1876. Catalogue d'une collection recueille à Lândana et
Chinchoxo (Congo), par M. Louis Petit, pendant les mois de janvier février, mars et
avril 1876. Bulletin de la Societe Zoologique de France 1:36-53
SHARPE RB, BOUVIER A. 1876. Sur les collections recueilles dans la région du
Congo par MM. le Dr A. Lucan et L. Petit, depuis le mois de mai jusqu'en septembre.
Bulletin de la Societe Zoologique de France 1:300-314
DU BOCAGE JVB. 1877. Ornitologie d'Angola, Lisbonne. Part 1 (1877):1-256
DU BOCAGE JVB. 1877. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Decima terceira lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes,
Lisboa 6:1-11
DU BOCAGE JVB. 1877. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Decima quarta lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa
6:1-16
SHARPE RB, BOUVIER A. 1877. Nouvelle liste d'oiseaux recueillis dans la région du
Congo par MM. le Dr A. Lucan et L. Petit, de Septembre 1876 à Septembre 1877.
Bulletin de la Societe Zoologique de France 2:470-481
DU BOCAGE JVB. 1878. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Decima sexta lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa
6:1-15
DU BOCAGE JVB. 1878. Mêlanges ornithologiques. V. Espêces nouvelles d'Angola.
Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa 8:1-6
68
EFA Angola Aves
SHARPE RB, BOUVIER A. 1878. Nouvelle liste d'oiseaux recueillis dans la région du
Congo par MM. le Dr A. Lucan et L. Petit, de Septembre 1876 à Septembre 1877.
Bulletin de la Societe Zoologique de France 3:73-80
DU BOCAGE JVB. 1879. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Decima oitava lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa
7:100-102
DU BOCAGE JVB. 1880. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Decima nona lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa
8:1-18
DU BOCAGE JVB. 1880. Mêlanges ornithologiques. V. Espêces nouvelles, rares ou
peu connues d'Angola et la côte de Loango. Jornal de Sciencias Mathematicas,
Physicas e Naturaes, Lisboa 8:1-13
DU BOCAGE JVB. 1881. Ornitologie d'Angola, Lisbonne. Part 2 (1881):257-576
DU BOCAGE JVB. 1881. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Vigesima primeira lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes,
Lisboa 9:1-6
DU BOCAGE JVB. 1882. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Vigesima segunda lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes,
Lisboa 9:291-298
DU BOCAGE JVB. 1882. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Vigesima terceira lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes,
Lisboa 9:20-24
DU BOCAGE JVB. 1882. Aves das possessões portuguezas d'Africa occidental.
Vigesima quarta lista. Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes,
Lisboa 9:80-84
BÜTTIKOFER J. 1888. On birds from the Congo and south western Africa. Notes
Leyden Museum 10:209-244
BÜTTIKOFER J. 1889. On a new collection of birds from south western Africa. Notes
Leyden Museum 11:65-79
BÜTTIKOFER J. 1889. Third list of birds from south western Africa. Notes Leyden
Museum 11:193-200
DU BOCAGE JVB. 1893. Additions et corrections a l' "ornithologie d'Angola". Jornal
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DE SEABRA AF. 1905. Aves de Angola da exploração de Francisco Newton. Jornal
de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes, Lisboa 7:118-128
DE SEABRA AF. 1906. Aves de Porto Alexandre. Jornal de Sciencias Mathematicas,
Physicas e Naturaes, Lisboa 7:143-148
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LYNES H, SCLATER WL. 1933. Lynes-Vincent tour in Central and West Africa in
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EFA Angola Aves
The Okavango River Basin Transboundary Diagnostic Analysis
Technical Reports
In 1994, the three riparian countries of the
a base of available scientific evidence to guide
Okavango River Basin Angola, Botswana and
future decision making. The study, created
Namibia agreed to plan for collaborative
from inputs from multi-disciplinary teams in
management of the natural resources of the
each country, with specialists in hydrology,
Okavango, forming the Permanent Okavango
hydraulics, channel form, water quality,
River Basin Water Commission (OKACOM). In
vegetation, aquatic invertebrates, fish, birds,
2003, with funding from the Global
river-dependent terrestrial wildlife, resource
Environment Facility, OKACOM launched the
economics and socio-cultural issues, was
Environmental Protection and Sustainable
coordinated and managed by a group of
Management of the Okavango River Basin
specialists from the southern African region in
(EPSMO) Project to coordinate development
2008 and 2009.
and to anticipate and address threats to the
river and the associated communities and
The following specialist technical reports were
environment. Implemented by the United
produced as part of this process and form
Nations Development Program and executed
substantive background content for the
by the United Nations Food and Agriculture
Okavango River Basin Transboundary
Organization, the project produced the
Diagnostic Analysis.
Transboundary Diagnostic Analysis to establish
Final Study
Reports integrating findings from all country and background reports, and covering the entire
Reports
basin.
Aylward, B.
Economic Valuation of Basin Resources: Final Report to
EPSMO Project of the UN Food & Agriculture Organization as
an Input to the Okavango River Basin Transboundary
Diagnostic Analysis
Barnes, J. et al.
Okavango River Basin Transboundary Diagnostic Analysis:
Socio-Economic Assessment Final Report
King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment Project
C.A.
Initiation Report (Report No: 01/2009)
King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment EFA
C.A.
Process Report (Report No: 02/2009)
King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Guidelines for Data Collection, Analysis and Scenario Creation
(Report No: 03/2009)
Bethune,
S.
Mazvimavi,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
D. and Quintino, M.
Delineation Report (Report No: 04/2009)
Beuster, H.
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
Hydrology Report: Data And Models(Report No: 05/2009)
Beuster,
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Scenario Report : Hydrology (Report No: 06/2009)
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The Groundwater Hydrology of The Okavango Basin (FAO
Internal Report, April 2010)
King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Scenario Report: Ecological and Social Predictions (Volume 1
of 4)(Report No. 07/2009)
King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Scenario Report: Ecological and Social Predictions (Volume 2
of 4: Indicator results) (Report No. 07/2009)
King, J.M. and Brown,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
C.A.
Scenario Report: Ecological and Social Predictions: Climate
Change Scenarios (Volume 3 of 4) (Report No. 07/2009)
King, J., Brown, C.A.,
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment
Joubert, A.R. and
Scenario Report: Biophysical Predictions (Volume 4 of 4:
Barnes, J.
Climate Change Indicator Results) (Report No: 07/2009)
King, J., Brown, C.A.
Okavango River Basin Environmental Flow Assessment Project
and Barnes, J.
Final Report (Report No: 08/2009)
Malzbender, D.
Environmental Protection And Sustainable Management Of The
Okavango River Basin (EPSMO): Governance Review
Vanderpost, C. and
Database and GIS design for an expanded Okavango Basin
Dhliwayo, M.
Information System (OBIS)
Veríssimo, Luis
GIS Database for the Environment Protection and Sustainable
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EFA Angola Aves
Management of the Okavango River Basin Project
Wolski,
P.
Assessment of hydrological effects of climate change in the
Okavango Basin
Country Reports
Angola
Andrade e Sousa,
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Biophysical Series
Helder André de
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina: Sedimentologia &
Geomorfologia
Gomes, Amândio
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina: Vegetação
Gomes,
Amândio
Análise Técnica, Biofísica e Socio-Económica do Lado
Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio Cubango: Relatório
Final:Vegetação da Parte Angolana da Bacia Hidrográfica Do
Rio Cubango
Livramento, Filomena
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina:Macroinvertebrados
Miguel, Gabriel Luís
Análise Técnica, Biofísica E Sócio-Económica do Lado
Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio Cubango:
Subsídio Para o Conhecimento Hidrogeológico
Relatório de Hidrogeologia
Morais, Miguel
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Análise Rio
Cubango (Okavango): Módulo da Avaliação do Caudal
Ambiental: Relatório do Especialista País: Angola Disciplina:
Ictiofauna
Morais,
Miguel
Análise Técnica, Biófisica e Sócio-Económica do Lado
Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio Cubango: Relatório
Final: Peixes e Pesca Fluvial da Bacia do Okavango em Angola
Pereira, Maria João
Qualidade da Água, no Lado Angolano da Bacia Hidrográfica
do Rio Cubango
Santos,
Carmen
Ivelize
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Van-Dúnem S. N.
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório de
Especialidade: Angola: Vida Selvagem
Santos, Carmen Ivelize
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Van-Dúnem S.N.
Okavango:Módulo Avaliação do Caudal Ambiental: Relatório de
Especialidade: Angola: Aves
Botswana Bonyongo, M.C.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Wildlife
Hancock, P.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module : Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Birds
Mosepele,
K. Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Fish
Mosepele, B. and
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Dallas, Helen
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Botswana: Discipline: Aquatic Macro Invertebrates
Namibia
Collin Christian &
Okavango River Basin: Transboundary Diagnostic Analysis
Associates CC
Project: Environmental Flow Assessment Module:
Geomorphology
Curtis, B.A.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report Country:
Namibia Discipline: Vegetation
Bethune, S.
Environmental Protection and Sustainable Management of the
Okavango River Basin (EPSMO): Transboundary Diagnostic
Analysis: Basin Ecosystems Report
Nakanwe, S.N.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Namibia: Discipline: Aquatic Macro Invertebrates
Paxton,
M. Okavango River Basin Transboundary Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist
Report:Country:Namibia: Discipline: Birds (Avifauna)
Roberts, K.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Namibia: Discipline: Wildlife
Waal,
B.V. Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module: Specialist Report: Country:
Namibia:Discipline: Fish Life
Country Reports
Angola
Gomes, Joaquim
Análise Técnica dos Aspectos Relacionados com o Potencial
Socioeconomic
Duarte
de Irrigação no Lado Angolano da Bacia Hidrográfica do Rio
Series
Cubango: Relatório Final
88
EFA Angola Aves
Mendelsohn,
.J.
Land use in Kavango: Past, Present and Future
Pereira, Maria João
Análise Diagnóstica Transfronteiriça da Bacia do Rio
Okavango: Módulo do Caudal Ambiental: Relatório do
Especialista: País: Angola: Disciplina: Qualidade da Água
Saraiva, Rute et al.
Diagnóstico Transfronteiriço Bacia do Okavango: Análise
Socioeconómica Angola
Botswana Chimbari, M. and
Okavango River Basin Trans-Boundary Diagnostic Assessment
Magole, Lapologang
(TDA): Botswana Component: Partial Report: Key Public Health
Issues in the Okavango Basin, Botswana
Magole,
Lapologang
Transboundary Diagnostic Analysis of the Botswana Portion of
the Okavango River Basin: Land Use Planning
Magole, Lapologang
Transboundary Diagnostic Analysis (TDA) of the Botswana p
Portion of the Okavango River Basin: Stakeholder Involvement
in the ODMP and its Relevance to the TDA Process
Masamba,
W.R.
Transboundary Diagnostic Analysis of the Botswana Portion of
the Okavango River Basin: Output 4: Water Supply and
Sanitation
Masamba,W.R.
Transboundary Diagnostic Analysis of the Botswana Portion of
the Okavango River Basin: Irrigation Development
Mbaiwa.J.E. Transboundary Diagnostic Analysis of the Okavango River
Basin: the Status of Tourism Development in the Okavango
Delta: Botswana
Mbaiwa.J.E. &
Assessing the Impact of Climate Change on Tourism Activities
Mmopelwa, G.
and their Economic Benefits in the Okavango Delta
Mmopelwa,
G.
Okavango River Basin Trans-boundary Diagnostic Assessment:
Botswana Component: Output 5: Socio-Economic Profile
Ngwenya, B.N.
Final Report: A Socio-Economic Profile of River Resources and
HIV and AIDS in the Okavango Basin: Botswana
Vanderpost,
C.
Assessment of Existing Social Services and Projected Growth
in the Context of the Transboundary Diagnostic Analysis of the
Botswana Portion of the Okavango River Basin
Namibia
Barnes, J and
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Wamunyima, D
Environmental Flow Module: Specialist Report:
Country: Namibia: Discipline: Socio-economics
Collin Christian &
Technical Report on Hydro-electric Power Development in the
Associates CC
Namibian Section of the Okavango River Basin
Liebenberg, J.P.
Technical Report on Irrigation Development in the Namibia
Section of the Okavango River Basin
Ortmann, Cynthia L.
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis:
Environmental Flow Module : Specialist Report Country:
Namibia: discipline: Water Quality
Nashipili,
Okavango River Basin Technical Diagnostic Analysis: Specialist
Ndinomwaameni
Report: Country: Namibia: Discipline: Water Supply and
Sanitation
Paxton,
C.
Transboundary Diagnostic Analysis: Specialist Report:
Discipline: Water Quality Requirements For Human Health in
the Okavango River Basin: Country: Namibia
89
EFA Angola Aves
91